No Dia dos Pais, relembre paizões da teledramaturgia

Publicado há 2 anos
Por Fábio Costa
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Como em todo segundo domingo de agosto, neste dia 12 celebramos o Dia dos Pais. Dia para manifestar seu amor, carinho e gratidão pelo seu pai é todo dia, né? Mas ainda assim vale esse impulso especial da data de hoje. Portanto, todos os que podem, comemorem com seus pais hoje a oportunidade de estarem juntos. Os que eventualmente não puderem, mentalizem tudo de bom que ainda podem viver, ou que já viveram ao lado deles. Seja você do primeiro time, seja do segundo, vamos relembrar alguns dos paizões da teledramaturgia. Essas figuras que fazem com que nelas identifiquemos nossos próprios pais ou avós.

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Lineu (Marco Nanini) em A Grande Família (Divulgação/ TV Globo)

Lineu Silva

Seja como o veterinário dos anos 1970, seja como fiscal sanitário entre 2001 e 2014, o paizão de A Grande Família era como tantos Brasil afora. Ao lado da esposa Nenê (Eloísa Mafalda/Marieta Severo), Lineu (Jorge Dória/Marco Nanini) vivia às voltas com os apuros e dramas dos filhos. Tuco (Luiz Armando Queiroz/Lúcio Mauro Filho) era meio desajustado. Bebel (Djenane Machado e Maria Cristina Nunes/Guta Stresser) só tinha olhos e ouvidos para o marido boa-praça Agostinho (Paulo Araújo/Pedro Cardoso). Na primeira versão havia ainda o filho mais velho Lineu Júnior (Osmar Prado), cujas falas de teor politizado incomodaram a Censura. A versão mais recente pode ser revista no Canal Viva desde o último dia 6, de segunda a sexta, às 22h15min.

https://www.youtube.com/watch?v=NHyJDOpaH_o

Salviano Lisboa

As duas versões de Pecado Capital, um clássico de Janete Clair, apresentaram ao público um viúvo cujos seis filhos eram a razão de sua vida. Entretanto, ao conhecer uma das operárias de sua fábrica, ele sente o pulsar de seu coração solitário. Em 1975/76, Lima Duarte deu vida ao milionário que se apaixonava por Lucinha (Betty Faria) e lidava com a oposição dos filhos, especialmente de Vilma (Débora Duarte). Os problemas psicológicos da jovem atrapalhavam sua aceitação do romance. O remake de 1998/99 trouxe Francisco Cuoco no papel de Salviano e Carolina Ferraz como Lucinha. Aqui, Paloma Duarte viveu o papel que fora de sua mãe anteriormente.

Cláudio Marzo como Álvaro em Bambolê (Divulgação/TV Globo)

Álvaro Galhardo

A novela Bambolê (1987/88) se passava no final dos anos 1950, tempos da Bossa Nova e de um Rio de Janeiro bem diferente. O personagem central era o viúvo Álvaro Galhardo (Cláudio Marzo). Ele vivia uma relação bastante moderna e aberta com suas três filhas, uma mais bonita do que a outra. Ana (Myrian Rios), Yolanda (Thaís de Campos) e Cristina (Carla Marins) o tratavam por Álvaro e não por pai e cuidavam dele ora como esposas, ora como mães. A tia Fausta (Joana Fomm), irmã da falecida mãe das moças, contudo, não concordava com a educação que o cunhado dava a elas.

Gaspar Kundera

Dono de uma loja de pranchas e artigos para surfistas, Gaspar Kundera (Nuno Leal Maia) vivia com os filhos e a fiel escudeira Naná (Zezé Polessa) em Saquarema, litoral fluminense. É decerto um dos personagens mais lembrados de Top Model, novela das 19h da virada de 1989 para 1990. Seus muitos relacionamentos amorosos lhe renderam cinco filhos. O mais velho, Elvis (Marcelo Faria), era filho de Bárbara Ellen (Susana Vieira). Olivia (Gabriela Duarte) era filha de Florinda (Regina Duarte). Ao passo que Belatrix (Rita Lee) tivera dois filhos com ele, Jane (Carol Machado) e Ringo (Henrique Farias). O caçula, Lennon (Igor Lage), era filho de Mariza (Maria Zilda Bethlem). Através da relação de Gaspar e Naná com as crianças eram abordados os diversos conflitos típicos dessa idade, com bom humor e sem melindres.

Marca tira do ar propaganda do Dia dos Pais feita por Wesley Safadão

Totó

Seja como o zeloso Miguel de Laços de Família (2000/01), que cuidava dos filhos Paulo (Flávio Silvino) e Ciça (Júlia Feldens), seja Nil, que desejava provar a inocência do pai, Gastão (Sebastião Vasconcelos), em Champagne (1983/84), Tony Ramos já viveu diversas situações na teledramaturgia. Mas o Totó de Passione (2010) unia ao mesmo tempo um grande pai e um disputado filho. Habitante da Toscana, na Itália, na verdade Totó era brasileiro. Sua mãe era a milionária Bete Gouveia (Fernanda Montenegro), que o teve roubado de si mais de 50 anos antes. Viúvo, Totó contara com a ajuda de sua irmã Gemma (Aracy Balabanian) para cuidar de seus filhos. Adamo (Germano Pereira), Agnello (Daniel de Oliveira), Agostina (Leandra Leal) e Alfredo (Miguel Roncato) rendiam felicidade e preocupações.

Miguel (Domingos Montagner) de Sete Vidas (Reprodução/TV Globo)

Miguel

A novela Sete Vidas (2015) tinha como personagem central o ambientalista Miguel (Domingos Montagner). Mais de 20 anos atrás ele doara material para um banco de sêmen. Dessa doação nasceram seis filhos, além do que tivera pelo método tradicional com Lígia (Débora Bloch).

Júlia (Isabelle Drummond) é a filha que decide procurá-lo e desvendar sua origem. Pedro (Jayme Matarazzo) é o irmão por quem ela se apaixona. Todavia, o desenrolar da história revela que Júlia não é filha de Miguel. Os gêmeos Luís (Thiago Rodrigues) e Laila (Maria Eduarda de Carvalho) são filhos de Esther (Regina Duarte), que optou pela “produção independente”. Afinal, ela era lésbica e avessa às convenções. Bernardo (Guilherme Lobo) é um jovem rebelde, que sofria pela falta de uma figura paterna na qual se espelhar. Ainda, existe Felipe (Michel Noher), criado na Argentina. A relação dos irmãos entre si e de todos com Miguel, o pai que têm em comum, bem como a mudança ocasionada na vida do ambientalista, rendeu momentos muito interessantes.

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