No Dia do Feirante, relembre alguns representantes da profissão na TV

Publicado há 2 anos
Por Fábio Costa
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Talvez você não saiba, mas em 25 de agosto é celebrado o Dia do Feirante. A origem da efeméride é a data da realização da primeira feira livre do Brasil, em São Paulo, no ano de 1914. Os chacareiros e pequenos produtores da época não sabiam o que fazer com o excedente não vendido a pontos de comércio tradicional. Assim, com o apoio do então prefeito Washington Luís, começaram a comercializar sua produção no Largo General Osório, região central da cidade.

Senhora ignora repórter do Mais Você ao vivo e faz sucesso na web

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Vamos relembrar alguns dos feirantes mais marcantes da nossa teledramaturgia, como forma de homenagem a esses trabalhadores incansáveis. Com suas composições improvisadas, seu chamamento criativo e um sacrifício diário, levam aos fregueses uma dose semanal de bom humor e simpatia. Além dos mais variados artigos, claro.

Dona Xepa

Sem dúvida, a mais lembrada e importante representante dos feirantes nas nossas novelas. Carlota fora abandonada pelo marido, mas nem por isso admitia que ficassem falando mal dele. Criara sozinha os dois filhos, e seu trabalho de feirante fazia com que eles tivessem vergonha dela, bem como de seus poucos modos. Sua profissão rendeu-lhe o apelido, Dona Xepa, e o respeito de muitas pessoas que reconheciam sua retidão.

https://www.youtube.com/watch?v=xV5agyw9g_8

Originada num texto teatral de Pedro Bloch, encenado pela primeira vez em 1952, a personagem-título da história foi imortalizada por grandes atrizes nesses mais de 60 anos. Alda Garrido a interpretou no teatro e no cinema. Yara Cortes elevou-a ao sucesso popular em novas bases, numa novela de Gilberto Braga exibida em 1977. Aliás, ainda hoje a produção se mantém entre as mais vistas do horário. Por sua vez, a Record TV produziu nova versão, com texto de Gustavo Reiz, em 2013. Coube a Ângela Leal a tarefa de viver Dona Xepa.

Ângela Leal como Dona Xepa no remake de 2013 (Divulgação/Record)

Nando

Tônia Carrero e Sérgio Cardoso em Pigmalião 70 (Divulgação)

Pigmalião 70 (1970), de Vicente Sesso, apresentou como personagem principal um habilidoso feirante. Nando (Sérgio Cardoso) trabalha com sua mãe, a Baronesa (Wanda Kosmo), nas feiras livres paulistanas. No entanto, sua vida começa a mudar quando ele conhece a milionária Cristina Guimarães (Tônia Carrero). Ela deseja transformá-lo num verdadeiro lorde, culto e refinado. Os dois se apaixonam, para infelicidade de Candinha (Susana Vieira), noiva de Nando. Uma versão ao contrário do clássico teatral de George Bernard Shaw. Este fora transposto com sucesso para o cinema em 1964 com Audrey Hepburn e Rex Harrison: Minha Bela Dama (ou My Fair Lady). Nos palcos brasileiros a história de Shaw também obteve sucesso, com Bibi Ferreira e Paulo Autran.

Tancinha

Beto (Marcos Frota), Tancinha (Claudia Raia) e Apolo (Alexandre Frota) em Sassaricando (Banco de dados/TV Globo)

Tancinha era esfuziante, atraente, e nem seu estouvamento ou os muitos erros de português que cometia faziam com que deixasse de despertar interesse. Em Sassaricando (1987/88), de Silvio de Abreu, Cláudia Raia fez bastante sucesso com a personagem, que disputou as atenções com o triplo enrosco amoroso de Aparício Varela (Paulo Autran). Ainda, é impossível falar de Tancinha sem citar seu bordão “Me tô divididinha!”, ao se referir ao dilema que vivia. Ela não conseguia se decidir entre o publicitário Beto (Marcos Frota) e o mecânico Adônis (Alexandre Frota). Na novela Haja Coração, escrita por Daniel Ortiz com base em Sassaricando, coube a Mariana Ximenes a tarefa de interpretar a personagem.

Tancinha (Mariana Ximenes) em Haja Coração (Divulgação/ TV Globo)

Pierina

Nair Bello e Marcos Pasquim como Pierina e Van Damme (Divulgação/ TV Globo)

Sempre havia um tapa e uma boa resposta para quem se metesse a besta com essa feirante interpretada por Nair Bello em Uga Uga (2000). A novela de Carlos Lombardi trazia Pierina como mãe do fugitivo Bernardo Baldocchi (Humberto Martins), que ela acreditava estar morto. O filho mais novo, Van Damme (Marcos Pasquim), a ajudava na feira, mas queria mesmo era ser salva-vidas na praia.

Tainha

Tainha (Rodrigo Faro) em O Profeta (Divulgação)

A dramática trama de O Profeta (2006/07), escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes com base na obra de Ivani Ribeiro, tinha num feirante seu alívio cômico. Tainha (Rodrigo Faro) vendia peixes, era grosseiro e sem instrução. Apaixonado pela manicure Gisele (Fernanda Rodrigues) – que ele chamava de “Gigele” -, Tainha disfarçava o forte cheiro de peixe com perfume em excesso. Tinha também suas discussões com a fiel cliente Abigail (Laura Cardoso). Só para ilustrar, esta foi a última novela de Rodrigo Faro até aqui. Na troca de emissora, da Globo para a Record, ele tem atuado apenas como apresentador.

Bônus: Juca

Tony Ramos e Georgiana Góes em A Próxima Vítima (Divulgação)

Em A Próxima Vítima (1995), outra novela de Silvio de Abreu, Tony Ramos deu vida a Juca. O viúvo não trabalhava na feira, mas sua barraca no Mercado Municipal de São Paulo foi palco de cenas dignas das melhores similares ao ar livre. Como o dia no qual, acompanhado do tio Vitinho (Flávio Migliaccio) e do filho Tonico (Selton Mello), Juca defendeu a filha Yara (Georgiana Góes) de assédios no local. O comerciante vivia um triângulo amoroso com Ana (Susana Vieira) e Helena (Natália do Valle). A saber, a Barraca do Juca existe de verdade e pode ser visitada, em funcionamento, até hoje. Anteriormente, em Pai Herói (1979), a princípio André (Tony) vendeu objetos variados na feira. Todavia, em seguida à morte do avô mudou-se do interior para a Baixada Fluminense e não foi mais feirante.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio