No Dia das Mães, Globo reprisa vitória histórica do futebol feminino

Emissora exalta o poderio feminino ao reprisar vitória da seleção feminina nos Jogos Pan-Americanos de 2017

Publicado há 4 meses
Por Felipe Brandão
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A fragilidade não está no sexo. Está no pensamento de quem ousa duvidar do que uma mulher é capaz. Com 11 juntas, em busca de uma realização, então… Havia dúvida sobre se a seleção brasileira feminina de futebol seria capaz de encher um Maracanã.

A resposta veio em um jogo que acabou entrando para a história, não apenas pelo placar de 5 a 0 sobre os Estados Unidos, a seleção mais vitoriosa da história da modalidade, mas pela atitude. Das jogadoras em campo e do público na arquibancada do templo do futebol. Mais de 67 mil pessoas foram ao estádio presenciar o triunfo de um time que transformou a final dos Jogos Pan-Americanos de 2007 em algo além.

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Não foi ali que nasceu o futebol feminino no país, mas sim onde ele ganhou força após anos sendo encarado como menor. Neste domingo, dia 10, Dia das Mães, a TV Globo vai reexibir, com a narração original de Galvão Bueno, esta decisão que serviu para mostrar que frágil definitivamente não é um adjetivo condizente com as mulheres brasileiras.

Comentarista da TV Globo, Ana Thaís Matos ainda não havia entrado na faculdade de jornalismo em 2007. Anos antes, abandonara o sonho de ser jogadora porque precisava trabalhar. Quase 13 anos depois daquele 26 de julho de 2007, ela estará ao lado de Luis Roberto apresentado um pré-jogo especial, que contará com participações ao vivo de Galvão Bueno e da centroavante Cristiane, que marcou dois gols naquela partida.

A camisa 10 Marta gravou um depoimento para recordar aquela conquista, que aconteceu quando ela tinha apenas um dos seis prêmios de melhor jogadora do mundo que já conquistou.

O futebol feminino tem um caráter agregador, envolve famílias, mães e pais que amam a modalidade. Além disso é uma grande seleção, que jogava muita bola. Nada mais legal para um domingão do que assistir a um ótimo jogo de futebol, com um show da maior jogadora de todos os tempos, a Rainha Marta. É mais uma possibilidade de as pessoas que se empolgaram com a seleção na Copa de 2019 conhecerem um pouquinho da história dessas craques“, avisa Ana Thaís Matos.

Realmente, foi uma história bonita escrita pelas mulheres brasileiras naquele Pan. Aliás, foi naquele torneio que a seleção brasileira disputou três dos quatro jogos que fez no Maracanã na história. O outro foi a semifinal olímpica de 2016, quando perdeu para a Suécia nas cobranças de pênaltis.

Heroínas da bola

Por falar em pênalti, foi desta forma que Marta abriu o placar naquela decisão. Centroavante das melhores que existem no futebol mundial, Cristiane fez o segundo e o terceiro gols. Outra vez em uma cobrança de penalidade, a camisa 10 marcou o quarto. Por fim, ela ainda encontrou um passe genial para a atacante Daniela Alves dar números finais à goleada. Uma campanha perfeita da seleção.

Foram seis vitórias, com aproveitamento de 100% na competição, 33 gols marcados e nenhum sofrido. Marta foi a artilheira com 12 gols. Cristiane fez outros oito. Dois meses mais tarde este time fez história mais uma vez. Chegou à final da Copa do Mundo da China, a melhor participação brasileira em Mundiais.

“Esta é uma final absolutamente emblemática para a história do futebol feminino brasileiro e também para a televisão. A seleção feminina vinha com a Marta, já se consagrando como a melhor jogadora do mundo; e a Cristiane, que depois se tornaria a maior artilheira da história dos Jogos Olímpicos, conduzindo um timaço. A pergunta que se fazia quando começaram os Jogos Pan-Americanos era se elas seriam capazes de lotar o Maracanã. E a resposta veio com quase 70 mil pessoas, num dia útil de semana. Uma atuação de gala das meninas, diante de uma torcida enlouquecida no estádio. A demonstração clara que o caminho estava aberto para o sucesso do futebol feminino no Brasil”, recorda Luis Roberto.

Por fim, este jogo ainda vai trazer uma lembrança especial. Nos comentários daquela final, ao lado de Galvão Bueno, estava Sérgio Noronha, também conhecido carinhosamente como Seu Nonô. O jornalista morreu no último 24 de janeiro, após sofrer uma parada cardíaca. Há alguns anos, havia sido diagnosticado com Mal de Alzheimer. O convite está feito. No horário tradicional do futebol aos domingos, em pleno Dia das Mães, um jogo símbolo da potência feminina.

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