No Conversa com Bial, Diogo Nogueira relembra morte do pai: “Fiz respiração boca a boca”

Publicado há 2 anos
Por Felipe Brandão
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A edição desta noite de sexta-feira (10) do Conversa com Bial homenageou os 40 anos do Clube do Samba, criado pelo saudoso João Nogueira (1941-2000). O apresentador Pedro Bial recebeu quatro dos herdeiros do sambista – seu filho Diogo, a viúva Ângela, o sobrinho Didu e a irmã Gisa – para relembrar o legado do inesquecível músico.

Um dos momentos mais emocionantes da entrevista foi quando Diogo descreveu o último dia ao lado do pai, morto em 5 de junho de 2000. “Na hora do almoço ele reuniu a família, era um domingo. Esse dia foi especial porque ele resolveu fazer a comida e tal. Ele sentou à mesa e começou a conversar com a gente, um por um, e falou sobre a vida e o que cada um não tinha feito e tinha feito. No final da história, ele falou: ‘Eu estou indo embora’”, recordou, comovido.

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Na mesma noite, ele foi acordado aos gritos da mãe e das irmãs, avisando que João estava partindo. “Eu havia feito um curso de motinho na infância, e sabia fazer respiração boca a boca e massagem no peito. Fiquei calmo, tranquilo, coloquei meu pai no chão e comecei a fazer”, relatou o participante do Show dos Famosos, do Domingão do Faustão.

“Essa respiração boca a boca acabou sendo o beijo na boca que te tornou poeta”, interveio Pedro Bial, relacionando esse último contato de Diogo com o pai aos versos de uma das mais célebres canções de João Nogueira, Espelho: “Pois me beijaram a boca e me tornei poeta”.

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