No BBB 21, Fiuk desabafa sobre bullying e déficit de atenção: “Me davam tapa na cabeça”

Especialista explicam o que é o transtorno e o impactos na infância e vida adulta

Publicadohá pouco tempo
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No BBB 21, Fiuk é um dos participantes mais midiáticos. Qualquer atitude dele pode significar bastante para sua legião de fãs em todo o Brasil. Logo nos primeiros dias de confinamento, ele já abriu o coração e falou mais sobre sua vida pessoal.

O participante do reality show da Globo chegou a dizer que sofria bullying, na escola, e foi diagnosticado com déficit de atenção. “Eu tinha muita dificuldade (na escola), muita, muita, muital E eu tinha bronquite asmática que era de fundo emocional. Eu sempre sofria muito bullying porque tinha uma época que eu levava tubo de oxigênio para a escola”, contou.

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E completou: “Os moleques me davam tapa na cabeça e era falta de ar na hora. Fui internado três vezes. Passei à beira de algumas vezes… Foi muito sério. Minha mãe foi muito parceira, se não fosse por ela… Eu chorava sozinho”, lembrou.

Fiuk, do BBB 21 (Reprodução/Globo)

Fiuk revelou que não estudava em casa e tinha notas ruins. “Fui crescendo e quis saber o que era isso que eu tenho, fui ficando inquieto. Será que eu realmente sei menos, será que minha cabeça é limitada? Eu não sei se tinha essa responsa de ser filho de quem eu era… Mas, desde pequenininho não era uma coisa positiva na escola, os moleques acabavam comigo. Desde fila de cantina ou cadeira, eu sempre tinha que me isolar, sentar no canto da sala, jogavam papel”, desabafou.

“E aí ataca a asma e passei um período que minha mãe tinha que mudar de escola, eu não conseguia ser amigo de ninguém. As meninas sempre ficavam com dó, mas até a minha pré-adolescência foi brabo. Até a acabar a escola. Quando eu li, conheci o que era DDA…”, disse Fiuk, dando a entender que ali compreendeu a razão de sua dificuldade no colégio.

O que dizem os especialistas

Para o psicólogo Alexander Bez, o DDA pode ter a ver com alterações na anatomia do cérebro. “O Transtorno de Atenção e de Hiperatividade se constitui como uma condição neurológica associada à falta da qualidade psicoemocional, principalmente na etapa de formação infantojuvenil. Há condições clínicas preexistentes de ordem neurológicas. O motivo está associado a alterações na anatomia do cérebro, causando distúrbios no aprendizado, por ter a concentração piorada, assim como a atenção”, explicou.

De acordo com Bez, apoio e compreensão da família são fundamentais para quem tem o transtorno. Havendo fatores ansiosos ou mesmo perturbadores externos essas alterações vão se intensificando, gerando mais conflitos e agonia ao portador desse transtorno. Apoio e compreensão familiar ajudam na qualidade de vida, como também a carência do stress escolar, contribui para ter uma melhor desenvoltura”, explicou.

Bullying

O bullying citado por Fiuk pode ter deixado marcas que, de alguma forma, interferem na sua vida adulta. A biomédica e especialista em educação emocional Telma Abrahão explica por que a perseguição psicológica pode ser tão decisiva para o desenvolvimento da criança.

“O bullying tem impacto negativo na vida de uma criança, porque é na infância que a criança desenvolve suas crenças sobre si mesma e sobre o mundo a sua volta. A escola é como uma extensão da casa, é o segundo ambiente que a criança conhece na vida, então espera-se que seja um lugar seguro que traga acolhimento, aceitação e uma grande sensação de pertencimento”, disse Telma.

Fiuk se emociona no BBB 21 (Reprodução Diário 24 horas)

Thelma, que também é autora do livro Pais que Evoluem – Um Novo Olhar para a Infância, contextualizou o bullying no processo de concentração e capacidade de aprendizado da criança.

“Quando o bullying é constante e sem a proteção de um adulto, também pode afetar a concentração e a capacidade de aprendizado da criança porque o cérebro entra em constante estado de alerta, levando a um aumento de estresse e a criança pode apresentar dificuldade de atenção e aprendizado devido a insegurança presente no ambiente escolar”, explicou.

Por fim, ela disse: “Quando existe um grande impacto na autoestima, essa criança pode se tornar um adolescente que faz qualquer coisa para se sentir parte de um grupo e isso inclui uso de drogas, álcool ou até aceitar relacionamentos abusivos, porque passam a acreditar que para serem aceitos em um determinado grupo precisam se submeter ao desejo da maioria”.

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