Morre aos 96 anos Delia Fiallo, autora de Esmeralda, O Privilégio de Amar e Kassandra

A novelista de extrema-direita era defensora do gênero clássico

Publicado em 30/6/2021
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Morreu nesta terça-feira (29) a novelista Delia Fiallo, aos 96, anos, conhecida como a “mãe das novelas” na América Latina. A informação foi confirmada pela filha dela, Annanda Fiallo, ao portal Las Estrellas TV, mas a causa da morte não foi revelada. A cubana se popularizou na década de 1970 com inúmeras obras literárias e radionovelas que ganharam fama mundial. Somente na TV foram mais de 40 folhetins emplacados.

No Brasil várias de suas histórias foram transmitidas e até mesmo adaptadas, como Esmeralda (1970) e O Privilégio de Amar (1985). Fiallo também impactou os Estados Unidos, países da África, México, Venezuela, Porto Rico, Colômbia, Argentina, Filipinas e países do Oriente Médio.

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Kassandra (1992), Mariana da Noite (2003), Peregrina (2005), Mar de Amor (2009), A Que Não Podia Amar (2010) e Um Refugio Para o Amor (2011) também são outros destaques da carreira da novelista.

Conservadora e política radical

Em setembro de 2020, para o jornal espanhol El Mundo, Delia Fiallo aceitou que, como uma boa cubana anti-Castro, ela queria que Donald Trump ganhasse novamente a presidência dos Estados Unidos.

E isso foi expresso pelas novelas de outros países, como as turcas, que vieram lutar contra as mexicanas: “ As novelas turcas têm sido muito bem recebidas pelo público latino porque têm muita semelhança com as tradicionais que nós estão acostumados. Eles vieram para reivindicar o gênero”, disse ela à época.  

Um gênero que se definiu em suas linhas mestras no México, que se tornou mais visceral na projeção de sentimentos com a novela venezuelana – até a chegada de Hugo Chávez e a paralisação da produção.

 “Chávez não se interessava pela novela”, contou Delia despreocupada-, e desde então continuou alternando duas linhas, uma mais disruptiva e modernizadora e outra com um espírito mais tradicional. 

Fiallo defende, acima de tudo, a novela de sempre, ao contrário de produções recentes – principalmente mexicanas – que buscam incorporar ação e uma agenda política, inclusive feminista, sob a influência da televisão estadunidense.

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