Modelo revela assédio moral e sexual nos bastidores do Pânico: “Ambiente machista e tóxico”

A experiência na atração foi traumática e causou uma depressão na moça

Publicado em 9/6/2021
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Gabi Levinnt foi uma das últimas assistentes de palco do extinto Pânico, mas a experiência foi traumática. Em entrevista ao jornal O Dia, a modelo revelou que sofreu com assédio moral e sexual nos bastidores da atração.

“Eu falo de fofocas e principalmente de assédios sexual e moral que eu sofri durante os quatros anos que trabalhei no ‘Pânico’. Entrei lá em 2012 e saí em 2018 e vi como era um ambiente machista e tóxico. Muita baixaria“, destacou.

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O trabalho no programa da Band causou uma depressão que precisou ser tratada pela moça nos dois últimos anos. “Sofri por uma exposição não tão legal e olha que não era aquela exposição porque eu nem era famosa, mas eu não queria mais ser vista daquele jeito. Fui fazer terapia, estudar e descobrir realmente quem eu era. Foi uma decisão bem pensada”, pontuou.

Segundo Gabi, ela foi indicada por uma amiga para o Pânico e estreou em um quadro em que ficava nua. Depois, participou de outras gravações. Foi no intervalo de uma delas que a modelo foi atacada por um dos diretores do programa.

“Passei a ser chamada para outras gravações e uma vez no intervalo de uma delas, um dos diretores me chamou para um reservado. Eu juro que achei que ele iria passar alguma coisa, uma dica ou me cobrar algo. Não levei na maldade mesmo, mas aí ele me agarrou e colocou o p* para fora. Praticamente me obrigou a fazer um b* e disse : ‘se você quer aparecer mais, tem que colaborar’. Saí correndo, me mantive quieta o resto do dia e deixei para pensar o que iria fazer no dia seguinte. Decidi ver qual era a situação”, relatou.

A ex-panicat disse que os episódios de assédio eram constantes, seja com as modelos mais novas ou experientes. Além disso, elas eram ofendidas com frequência. “Nós éramos chamadas de p* e vagabundas pelos diretores e pelos atores. Diariamente. Os únicos que nos respeitavam eram o Carioca, Ceará e o Emílio. O resto nos xingava direito”, disse.

Gabi destacou que não denunciou na época porque precisava do trabalho e a exposição rendia a participação em campanhas e eventos fora da TV. Atualmente, ela está com 32 anos e atua como influenciadora digital, além de investir em venda de produtos para beleza.

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