“Minha vida mudou completamente”, diz Patrícia Abreu sobre mudança para a Record

Publicado há 2 anos
Por Gabriel Vaquer
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No ano passado, Patrícia Abreu aceitou um desafio: saiu da apresentação do Globo Esporte Bahia, onde estava desde 2005 e foi para um jornal noturno, mais tradicional, mas com uma pegada popular: o BA Record.

A mudança tem sido extremamente bem sucedida para ela e para a emissora, já que o jornal marca médias acima dos 15 pontos de audiência com muita frequência. E para Patrícia, o BA Record é um divisor de águas.

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“Minha vida mudou completamente, total, a partir do momento que eu decidi parar de fazer esportes, parar de fazer futebol, eu recebi o convite, um programa novo que iria estrear e eu sou muito movida a desafios”, diz Patrícia.

Ela também fala sobre outros assuntos, como machismo no esporte sua vida de atleta, além de contar algumas histórias curiosas sobre seu tempo no jornalismo.

Veja a entrevista na íntegra: 

Observatório – Você está na Record já faz alguns meses, cerca de oito meses. Qual a sua avaliação sobre o trabalho agora na Record, da sua evolução, porque foi uma mudança muito grande, né?

Patrícia Abreu – Isso, eu cheguei aqui em julho. Minha vida mudou completamente, total, a partir do momento que eu decidi parar de fazer esportes, parar de fazer futebol, eu recebi o convite, um programa novo que iria estrear e eu sou muito movida a desafios, um programa novo, voltar a fazer o geral, falar sobre o dia a dia, deixar um pouco de lado o esporte, que a gente não vê tanta desgraça, tantas coisas ruins, só notícias boas, ruim para a torcida quando o time perde, não está bem, não está legal, mas eu decidi mudar de casa. No total eram 16 anos de Rede Bahia, porque eu trabalhei na de Santa Cruz também, eu surgi lá e decidi mudar minha vida completamente, a casa me acolhei de braços abertos, a gente tem muito tempo de programação local, o nosso programa começa às sete e dez e vai até sete e quarenta e cinco, a gente entra ao vivo, coloca helicóptero dependendo do movimento, porque também não justifica a gente subir todos os dias com o helicóptero para mostrar o que a gente consegue mostrar do chão. Eu acho que até como pessoa profissional a vida mudou.

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Observatório – Muita gente pergunta se a Patrícia é capacitada em fazer bancada, em fazer um jornal sério, porque a sua imagem era tão associada ao esporte.

Patrícia Abreu – Até hoje, eu encontro pessoas na rua… estou com alguns projetos de esporte para fazer também, porque eu ainda não consegui tirar completamente de mim, eu também prático, eu faço a maia maratona, faço um monte de coisa, vai aparecendo e eu vou fazendo, canoagem, cross fit… Eu também tive esse medinho, pelo meu jeito que era diferente, e chegar aqui e mudar até a forma de falar é muito difícil, apesar de já ter feito, eu já fiz o BA TV lá em Santa Crus, fiz na Band também, porque eu já trabalhei na Band com jornal de bancada, mas eu tive aquele medinho, aquele frio na barriga e até hoje eu tenho quando a vinheta está rodando, acho que quando você deixa de sentir esse friozinho na barriga, esquece eu quero fazer outra coisa.

Observatório – Tem que ter esse fiozinho para dar emoção, né?

Patrícia Abreu – Tem que ter, acho que quando dá a vinheta, dá um frio na barriga e você dá aquele boa noite e aí toca a viola.

Você tem uma audiência que é fenomenal nesse início de noite, conseguiu ganhar da Globo algumas vezes, isso está além das suas expectativas?

Patrícia Abreu – Nós vamos chegar lá, estamos no caminho, mas estamos ajustando, temos só oito meses de programa, o nosso maior concorrente é o BA TV, que está aí há mais de trinta anos, então é sempre naquele horário, todo mundo já sabe, é como o Jornal Nacional e a gente está criando a nossa identidade também com o povo da Bahia. Ainda bem que com o futebol eu conquistei muita gente, assim, de ir para o meio da torcida, ficar no estádio, eu adorava, acho que esse público eu consegui trazer também para cá e muita gente vai passando a conhecer agora, nesse horário era o Cidade Alerta, então a gente chegou com um programa novo, com uma roupagem nova, um ponto de vista diferente e acho que o pessoal está gostando, a gente está vendo pelos números.

Observatório – Voltando para o esporte, você que fez tanto tempo esporte, muito campo, como é que você vê esse momento, essa história do Deixa Ela Trabalhar?

Patrícia Abreu – Bom, eu acho que a gente tem que estar unida, cada vez mais unida, porque se a gente não tiver união as coisas vão ganhar rumos completamente diferentes e a gente não quer isso, a gente quer chegar, mostrar o nosso trabalho bem feito e mostrar que a gente também é capaz, como muitas mulheres estão mostrando, a gente tem várias, tem a Daniela Leone, tem a Mariana Aragão que ficou no meu lugar lá no Globo Esporte, a Juliana Guimarães, a Ju Cavalcante que está no esporte também. Eu acho que a gente tem que se unir, não deixar que nada abata a gente, a gente tem que fazer o nosso trabalho e ser respeitada.

Observatório – Eu queria que você contasse uma história que eu li no Bar Futebol Clube, um canal de YouTube famoso aqui na Bahia, sobre um de seus primeiros jogos em campo… 

Patrícia Abreu – Então, eu fazia matéria de futebol, eu não lembro qual time exatamente era porque tem muito tempo e aí a gente passando pela beirada do campo, e aí a galera: “Patrícia, gostosa” e eu pensando: “Eu não estou ouvindo isso”, continuei e aí os meus colegas falaram que era comigo e no estádio as coisas ecoam muito, isso ganhou uma dimensão gigantesca, eu pensei que não poderia ficar constrangida no meio da galera, é o meu trabalho, é o que eu faço, no terceiro grito eu agitei.

Observatório – Mas você ficou constrangida?

Patrícia Abreu – No início eu fiquei constrangida porque eu nunca havia passado por uma situação como essa, mas depois eu entrei na pilha e já foi. Eu acho que a gente tem que entrar na história, na brincadeira, no que a galera quer e todo mundo seria feliz desse jeito.

Observatório – Eu queria que você falasse sobre você atleta, porque você é uma atleta sensacional, corre meia maratona, treina todos os dias.

Patrícia Abreu – Eu treino todos os dias, essa semana não treinei por uma gripe e dei uma segurada, mas hoje eu já fui. Vicio, é aquele vicio bom, gostoso, esses dias eu fiquei mal-humorada, primeiro por causa da doença e segundo porque eu não estava fazendo meu treino, isso me deixou brava, é um negócio que eu não sei explicar o que é. Eu comecei a correr na verdade para emagrecer, eu perdi 22kg no total, em 2011. Minha mãe teve câncer, eu enlouqueci, meus pais moram em Itabuna, e aí quando eu cheguei lá me falaram que eu estava a cara da Cristiana Oliveira, que fazia o personagem de uma presa em Insensato Coração, uma mulher do corpão, peitão e decidi que eu tinha que emagrecer, não só por estética, não só por vaidade, mas também por questão de saúde e é um exemplo né? Eu falava de esporte e estava lá gordinha. Não dá e aí eu comecei me apaixonar, comecei a fazer 5km, 10km, 15km, 21km, não quero passar dos 21km porque para mim está bom, não quero fazer maratona e aí apareceu o cross fit e fui fazer cross fit, aparece remo, verão e vamos fazer canoa baiana, musculação não dá para deixar porque é o fortalecimento que a gente precisa, mexe com a bunda, lombar, perna, então não dá para parar, até para chegar aqui com a cabeça boa, jogar as coisas para fora.

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