Meu Bem, Meu Mal: confira o antes e depois do elenco da novela

Lima Duarte e Sílvia Pfeifer estrelaram a trama em 1990

Publicado há um mês
Por Felipe Brandão
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Os fãs de novelas clássicas agora tem mais um motivo para assinar o GloboPlay. A plataforma de streaming da Rede Globo incluiu em seu catálogo, na última segunda-feira (28), a íntegra de Meu Bem, Meu Mal, folhetim do saudoso Cassiano Gabus Mendes que foi um grande sucesso no horário nobre da emissora 30 anos atrás.

Ao conferir uma trama tão antiga – e icônica – como essa, é natural sentirmos curiosidade em saber o que foi feito da carreira dos atores que atuaram na obra há tantos anos. Pensando nisso, o Observatório da TV levantou a ficha dos principais nomes do elenco de Meu Bem, Meu Mal, tanto antes como depois de ter participado da atração. Confira a seguir.

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Lima Duarte hoje (à esquerda) e como Lázaro, de Meu Bem, Meu Mal (Divulgação / Globo)

Lima Duarte (Dom Lázaro)

Um dos maiores atores da TV brasileira, estreou como ator na primeira novela da história de nossa telinha, Sua Vida me Pertence (1951). Viveu papéis icônicos em folhetins como O Bem Amado (1973), Pecado Capital (1975), Roque Santeiro (1985) e A Próxima Vítima (1995).

Seus trabalhos mais recentes na telinha foram o vilão Max, de Araguaia (2010); o mafioso Dom Peppino, em I Love Paraisópolis (2015); e o sofrido Josafá, de O Outro Lado do Paraíso (2017).

José Mayer foi demitido da Globo em 2019 (Divulgação / Globo)

José Mayer (Ricardo)

O eterno galã já havia sido destaque em novelas como A Gata Comeu (1985) e Fera Radical (1988) quando estrelou Meu Bem, Meu Mal. Depois desse trabalho, obteve papéis de peso em vários outros folhetins globais, como História de Amor (1995), A Indomada (1997), Laços de Família (2000) e Senhora do Destino (2004).

Mayer foi demitido da Globo em 2019, em virtude da acusação de assédio sexual contra ele impetrada dois anos antes, pela figurinista Susllem Tonani. O caso teria ocorrido nos bastidores da última novela do ator, A Lei do Amor (2016), onde ele deu vida ao vilão Tião Bezerra.

Sílvia Pfeifer teve em Isadora (à esquerda) seu primeiro papel em novelas (Divulgação / Globo)

Sílvia Pfeifer (Isadora)

Sílvia começou sua carreira como modelo, em 1979, e só veio a estrear como atriz na TV em 1990, como protagonista da minissérie global Boca do Lixo. Este trabalho lhe rendeu, no mesmo ano, sua estreia nas novelas da casa, em Meu Bem, Meu Mal.

Pfeifer permaneceria na Globo até 2008, atuando em folhetins como O Rei do Gado (1996), Torre de Babel (1998), Desejos de Mulher (2002) e Pé na Jaca (2007). No ano seguinte, ela fez sua estreia na Record TV, no elenco de Bela, a Feia. Em 2017, fez sua primeira novela em Portugal – Ouro Verde, vencedora do Emmy Internacional – e dois anos depois retornou ao Brasil para fazer Topíssima.

Cássio Gabus Mendes roubou a cena no remake de Éramos Seis (à direita) (Divulgação / Globo)

Cássio Gabus Mendes (Doca)

Herdeiro do autor Cassiano Gabus Mendes e irmão do também ator Tato Gabus Mendes, atuou em várias novelas escritas por seu pai – caso da própria Meu Bem, Meu Mal. Mesmo após a morte dele, continuou tendo papéis de destaque na dramaturgia da Globo, em tramas como Explode Coração (1995), Desejos de Mulher (2002) e Insensato Coração (2011).

Seu trabalho mais recente na telinha foi o remake de Éramos Seis (2019), onde, na pele do padeiro Afonso, formou um elogiado – e inesperado – par romântico com a protagonista, Dona Lola (Glória Pires).

Lídia Brondi raramente apareceu em público (à esquerda) após atuar em Meu Bem, Meu Mal (à direita) (Divulgação / Globo)

Lídia Brondi (Fernanda)

Teve em Meu Bem, Meu Mal o último suspiro de sua curta, mas vitoriosa carreira na televisão, já então consolidada pelo sucesso de trabalhos como O Feijão e o Sonho (1976), Baila Comigo (1981), Roque Santeiro (1985) e Vale Tudo (1988).

Um ano após se afastar da mídia, casou-se com o ator Cássio Gabus Mendes, seu colega de elenco na trama, com quem vive até hoje. Longe dos holofotes, vem se dedicando desde então à profissão de psicóloga e deixou de vez o meio artístico.

Lisandra Souto abandou a carreira em 1996 e a retomou em 2012 (Divulgação / Globo)

Lisandra Souto (Vitória)

A bela fluminense estreou na TV ainda criança, aos 10 anos de idade, com pequenas participações na minissérie Tenda dos Milagres (1985) e na novela Sinhá Moça (1986). Depois de Meu Bem, Meu Mal, seguiu com papéis de destaque na Globo, até que, em 1996, depois de atuar em Quatro por Quatro (1994), decidiu deixar a carreira para se dedicar à família que estava formando com o jogador de vôlei Tande, seu marido.

Lisandra só retornou à mídia em 2012, quando foi escalada para viver a esnobe Amanda em Salve Jorge, da Globo. Seu trabalho mais recente na telinha foi a sofrida médica Gláucia em Apocalipse (2017), novela bíblica da Record TV.

Meu Bem, Meu Mal (à esquerda) e Amor de Mãe (à direita): duas facetas da grande Adriana Esteves (Divulgação / Globo)

Adriana Esteves (Patrícia)

Era praticamente uma estreante em 1990, tendo como único trabalho anterior em folhetins o papel de Cristina em Top Model (1989). Depois disso, porém, começou a despontar como uma das grandes promessas da dramaturgia da Globo, ganhando, três anos depois, sua primeira oportunidade como protagonista em Renascer (1993).

Uma das performances mais marcantes de Adriana se deu na antológica novela Avenida Brasil (2012), que a projetou também no exterior na pele da perversa Carminha. Atualmente, vive uma das personagens principais de Amor de Mãe, novela interrompida em março por conta da pandemia do coronavírus.

Marco Antônio Venturini (à esquerda) foi o primeiro papel de Fábio Assunção (à direita) na TV (Divulgação / Globo)

Fábio Assunção (Marco Antônio)

O sucesso em Meu Bem, Meu Mal – sua estreia na TV – lhe rendeu no ano seguinte um papel em Vamp (1991), outro grande sucesso. Pouco depois, foi escalado para viver o grande vilão de Sonho Meu (1993) e não demorou a emplacar seu primeiro protagonista na Globo, em Por Amor (1997).

Os problemas com drogas afetaram o desempenho artístico de Assunção, obrigando-o a abdicar do papel principal de Negócio da China (2008) com a novela já em curso. O grande ator, porém, deu a volta por cima e voltou triunfal às novelas em Totalmente Demais (2015), atualmente em reprise pela Globo. O supersérie Onde Nascem os Fortes (2018) foi seu trabalho mais recente.

Luciana Braga (à direita) fez vários trabalhos na Record TV (Divulgação / Globo)

Luciana Braga (Dirce)

Depois de uma temporada na Manchete, a atriz acabara de voltar à Globo, onde de cara obteve destaque em Tieta (1989). A bem da verdade, Luciana nunca se prendeu ao canal carioca, tendo atuado também, ao longo das últimas décadas, em diversas novelas do SBT e da Record TV.

Foi na Barra Funda, inclusive, que ela fez a maior parte de seus trabalhos mais recentes, em obras como Vidas em Jogo (2011), Pecado Mortal (2013), Vitória (2014) e A Terra Prometida (2016). Teve uma última incursão pela Globo no ano passado, vivendo Zulmira no remake de Éramos Seis – ela já havia participado da versão anterior da história, produzida pelo SBT em 1994.

Mylla Christie voltou ao ar em As Aventuras de Poliana (à direita) (Divulgação / Globo / SBT)

Mylla Christie (Jéssica)

Estreou na TV em Meu Bem, Meu Mal e conseguiu, cinco anos depois, o papel principal da minissérie Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados (1995), assumido por Cláudia Raia na fase madura. Em 2004, foi destaque em Senhora do Destino (2004) na pele de Eleonora, uma fisioterapeuta homossexual.

Após mais de dez anos longe das novelas, foi contratada pelo SBT para voltar ao gênero em As Aventuras de Poliana. Mylla permaneceu no elenco da história infantil por mais de dois anos, interpretando Verônica, uma perua tresloucada que acaba se encontrando como ser humano na filantropia.

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