Menos da metade dos indicados na categoria Álbum do Ano do Grammy desde 1959 foram mulheres

Entre polêmicas e acertos, dados mostram um passado pouco inclusivo, mas também indicam um melhor futuro para a premiação

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Há um constante debate em relação à representatividade e inclusão de mulheres em prêmios dos mais variados ramos – desde a música ao cinema. Apesar do cenário ter sofrido diversas modificações ao longo dos anos, e ter se tornado realmente mais inclusivo, dados levantados sobre os indicados à categoria Álbum do Ano do Grammy ainda impressionam. No entanto, também trazem algumas boas notícias para o futuro.

Apenas 21 edições tiveram indicações equilibradas

Entre 1959 e 2021, foram poucos os anos em que o número de indicados e indicadas na categoria de Álbum do Ano do Grammy foi equilibrado, com no máximo um artista de diferença: 1964, 1968, 1974, 1976, 1985, 1987, 1988, 1991, 1992, 1993, 1996, 1997, 2000, 2003, 2004, 2006, 2011, 2012, 2014, 2017 e 2021. Isso corresponde a 21 edições do Grammy, uma premiação com mais de 60 anos.

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A quantidade de anos em que o número de mulheres indicadas superou o número de homens indicados é menor ainda. Dos mais de 60 anos de premiação, apenas 8 edições tiveram um número maior de artistas mulheres indicadas na categoria Álbum do Ano. Por outro lado, ter mais homens indicados à categoria não é um acontecimento incomum.

Considerando todas as indicações da categoria até o momento, menos de 50% eram mulheres, correspondendo cerca de 33%. O número de mulheres premiadas na categoria também segue a mesma proporção.

Sinais de um futuro mais inclusivo

A edição de 2018 foi a última vez em que o número de indicados à categoria de Álbum do Ano foi desbalanceado, com quatro homens indicados e apenas uma mulher indicada. As edições seguintes não somente trouxeram um número de indicações um pouco mais balanceado, como também tiveram algo incomum: a predominância de indicadas mulheres.

Tanto em 2019 quanto em 2020, houve cinco mulheres e três homens indicados, sendo vitoriosas na categoria em questão Billie Eilish e H.E.R., respectivamente. Já em 2021, houve um equilíbrio absoluto, com quatro mulheres e quatro homens indicados.

Essa sequência sem precedentes e contra todas as probabilidades dá sinais de que, pelo menos na categoria de Álbum do Ano, os indicados à premiação serão selecionados de forma mais inclusiva, trazendo oportunidades para ambos gêneros e abrindo mão de antigos preconceitos que há tanto tempo têm feito parte da mentalidade dos membros votantes da academia.

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