Malhação – Viva a Diferença: relembre a história da temporada

Reprise compacta substitui Malhação - Toda Forma de Amar

Publicado há 9 meses
Por Felipe Brandão
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Assim como as demais novelas inéditas em cartaz na Rede Globo, Malhação: Toda Forma de Amar também teve sua exibição afetada pelo coronavírus. Inicialmente planejada para deixar a grade em 8 de maio – quando seria substituída pela nova temporada do programa, Malhação: Transformação –, a saga de Rita (Alanis Guillen) terá seu desfecho antecipado para 3 de abril, mais de um mês antes do previsto. As gravações, inclusive, já foram concluídas.

Com toda a dramaturgia da Globo paralisada em função da pandemia, Malhação 2020 foi adiada por tempo indeterminado, e o telespectador começa a acompanhar a partir de 6 de abril uma versão compacta de Viva a Diferença. Produzida e exibida originalmente em 2017, a temporada escrita pelo cineasta Cao Hamburger foi unanimidade entre público e crítica, ao abordar o cotidiano de cinco jovens muito diferentes, unidas pelo destino a partir de um inusitado episódio no metrô de São Paulo.

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Heroínas do dia

Era um dia normal na vida de Lica (Manoela
Aliperti), Benê (Daphne Bozaski), Keyla (Gabriela Medvedovski), Ellen (Heslaine
Vieira) e Tina (Ana Hikari) quando o acaso as colocou no mesmo vagão da estação
subterrânea. A tarde era de intensa chuva, provocando uma pane na instalação
elétrica justamente quando Keyla – grávida em plena adolescência – entrava em
trabalho de parto. Sem nenhuma previsão de quando seriam tiradas dali, as
quatro se uniram para ajudar a quinta garota a dar à luz o pequeno Tonico.
Nascia assim uma amizade indestrutível entre as Five, como elas seriam conhecidas dali em diante.

Keyla havia visto sua vida virar de pernas do ar
desde que descobriu grávida de um rapaz que mal conhecia. Mesmo assim, decidiu
seguir adiante com a gestação, fato em que foi apoiada por seu pai, Roney
(Lúcio Mauro Filho), e por Tato (Matheus Abreu), amigo de infância que era
apaixonado por ela e, em nosso de amor, desejava assumir a paternidade de
Tonico. Mesmo assim, para tristeza dele, Keyla estava empenhada em encontrar
Deco, o pai biológico da criança, de um jeito ou de outro.

Tina, por sua vez, é uma jovem sensei, apaixonada
por cultura e arte em geral. Sua mãe, Mitsuko (Lina Agifu), é uma médica
competente e conceituada, mas dona de uma personalidade controladora e quase
despótica – ela quer porque quer que Tina siga sua mesma carreira, sem importar
a vontade da menina nessa questão.

O choque de personalidades entre mãe e filha se
acentua depois que Tina se apaixona por Anderson (Juan Paiva), irmão de Ellen,
um rapaz negro e pobre a quem Mitsuko, por puro preconceito, fará o impossível
para afastar de sua filha.

O Colégio Grupo

Ellen, aliás, sabe tão bem quanto o irmão o que é
ser desprezada por sua condição social. Dona de uma inteligência
extraordinária, ela sempre encontrou dificuldades em ser respeitada pela
sociedade graças à cor de sua pele e ao fato de morar com a família na
periferia de São Paulo. Mesmo assim, nunca desistiu e agarra com unhas e dentes
a bolsa de estudos que consegue no Colégio Grupo, reconhecido como uma das
melhores instituições de ensino da cidade.

Este estabelecimento pertence a Edgar Gutierrez (Marcello
Antony), um homem de caráter duvidoso que por coincidência é o pai de Lica.
Casado com a ex-modelo Marta (Malu Galli), ele destrói a própria família ao
pedir o divórcio para assumir seu romance extraconjugal com a professora Malu
(Daniela Galli). De quebra, ainda se revela o verdadeiro pai de Clara (Isabella
Scherer), filha que Malu criou como se fosse de seu marido, Luís (Ângelo
Antônio). Até então melhores amigas, Clara e Lica se tornam a partir daí inimigas
mortais, já que uma culpa a outra pela ruína de seus respectivos lares.

Se quando estão juntas elas (agora) brigam, quando
afastadas dão conta de seus próprios dramas pessoais. Sem conseguir lidar com o
giro inesperado que sua vida dá, Clara desenvolve transtornos psicológicos e passa
a recorrer à automutilação. Já Lica, adepta do ‘amor livre’, descobre-se
bissexual no decorrer da história e sofre preconceito ao assumir seu
relacionamento lésbico com Samantha (Giovanna Grígio).

A ‘five’ mais especial

E não nos esqueçamos de Benê, adolescente com um
perfil e um comportamento bastante peculiares. Interagir com as pessoas nunca
fui seu forte, e esse bloqueio tem um porquê: Benê é portadora da síndrome de
Asperger, uma variação do autismo que lhe confere uma forma especial – porém algo
truncada – de compreender e relacionar-se com o mundo à sua volta.

Além da amizade com as outras fives, ela encontrará outras duas grandes ferramentas para apoiá-la
nessa jornada tão pessoal. Primeiramente, a música, principal fonte usada por
Benê para expressar as próprias emoções; e também Guto (Bruno Gadiol), um
pianista aparentemente tão fechado quanto ela – e que acabará por se converter
em seu primeiro amor.

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