Assim como Humberto Martins em Verão 90, outros atores que pediram para sair de novelas antes do fim

Publicado há 2 anos
Por Fábio Costa
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Humberto Martins gravou suas últimas cenas como o cineasta Herculano Mendes de Verão 90 na semana passada. Existe a possibilidade de que ele volte a participar da novela de Izabel de Oliveira e Paula Amaral. Os últimos capítulos estão previstos para o final de julho. Vamos relembrar outros casos de atores que saíram no meio de novelas das quais participavam. Não contam casos como gravidez, problemas de saúde ou insatisfação do autor com o desempenho do ator em cena, por exemplo.

Cláudia Raia em Sete Pecados

Tornou-se célebre no folclore noveleiro a saída de Cláudia Raia dessa novela de Walcyr Carrasco, exibida em 2007/08 pela Globo. A atriz vivia Agatha, uma vilã interessada em se apossar do patrimônio de Beatriz (Priscila Fantin). Todavia, os cacos de Cláudia e suas queixas quanto ao texto do autor, conforme divulgado pela imprensa, levaram a sua saída. Agatha abriu uma caixa endereçada a Clarice (Giovanna Antonelli). Uma bomba contida nela explodiu bem diante de seu rosto, matando-a na hora. Falou-se na ocasião que a morte de Agatha, ocorrida mais ou menos na metade da novela, esteve prevista desde sempre. E fora mantida em segredo para marcar uma virada na trama.

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Além disso, muito se especulou na época a respeito de divergências entre a atriz e o diretor-geral e de núcleo da novela, Jorge Fernando. Tudo devidamente desmentido. Os dois se dão muito bem e, a propósito, estão atualmente juntos de novo na mesma Verão 90 da qual Humberto Martins pediu para sair.

Antonio Calloni em Páginas da Vida

O ator interpretava Gustavo, marido de Márcia (Helena Ranaldi), uma das filhas do casal Tide (Tarcísio Meira) e Lalinha (Glória Menezes). Mas não se adequou ao personagem e logo no começo da novela de Manoel Carlos exibida em 2006/07 acabou por sair dela. Após uma briga com a mulher por ciúme de um ex-namorado dela, Gustavo bateu o carro e morreu. À época o ator alegou esgotamento. Mas pouco depois já podia ser visto como o Padre José da minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, de Glória Perez, que estreou com Páginas da Vida ainda no ar. Houve também a versão anteriormente divulgada de que Calloni havia se rebelado contra a entrega dos textos em cima da hora pelo autor.

Humberto Martins em Kubanacan

O mesmo Humberto Martins que ora deixa Verão 90 também largou Kubanacan (2003/04), de Carlos Lombardi, pela metade. Seu personagem era Carlos Camacho, ditador da republiqueta que dava nome à novela. Descontente em virtude de Marcos Pasquim ter sido tomado desde o princípio por protagonista e não ele, Humberto pediu para deixar o projeto. Além disso, Humberto declarou estar com problemas pessoais na época. Com efeito, ele saiu por algum tempo e o autor criou um novo personagem para fazer suas vezes junto a Mercedes (Betty Lago). Tratava-se de Celso (Marco Ricca), irmão de Camacho. O ditador acabou voltando ao enredo no terço final, convertido em grande vilão e inimigo mortal de Esteban (Pasquim).

Tarcísio Filho em Suave Veneno

O ator foi escalado para o papel de Augusto Ivan, um dos genros de Waldomiro Cerqueira (José Wilker) na novela de Aguinaldo Silva exibida em 1999. Sua esposa era Maria Antônia (Vanessa Lóes), filha do meio do empresário com Eleonor (Irene Ravache). Ivan tinha vergonha da origem humilde, e não fazia muita questão de exibir a tia Maria do Carmo (Eva Todor), que o criara. Menos ainda os irmãos arrivistas Leonardo (Mateus Rocha) e Marina (Deborah Secco). Todavia, descontente com os rumos do personagem, Tarcisinho pediu para sair da novela, cerca de dois meses antes do final. Ivan acabou morrendo após ser atropelado. Além disso, ele foi desmascarado como assassino da advogada Clarice (Patrícia França), filha bastarda de Waldomiro.

Glória Menezes em Vira-lata

Stella era uma personagem de muito destaque na novela de Carlos Lombardi exibida em 1996. Abandonara o marido Lupércio (Cláudio Marzo) e os filhos para viver de país em país com o amante Ângelo (Mário Gomes). No entanto, Glória Menezes não se sentiu à vontade com o papel e o texto do autor. E pediu para deixar o elenco. Foi atendida e Susana Vieira entrou interpretando Laura, irmã de Stella, que faria suas vezes. A direção de Vira-lata cabia ao mesmo Jorge Fernando de Verão 90.

Glória Menezes como Stella em Vira-lata (Reprodução/TV Globo)

Cláudio Cavalcanti e Marcos Paulo em O Salvador da Pátria

Esta novela de Lauro César Muniz foi exibida pela Globo em 1989, ano nevrálgico da nossa História. As eventuais implicações políticas geradas pela trajetória do boia-fria Sassá Mutema (Lima Duarte) causaram diversos problemas ao autor, que foi obrigado a implementar diversas modificações de rumo a fim de seguir com a novela adiante. Os atores Cláudio Cavalcanti e Marcos Paulo não gostaram dos caminhos trilhados por seus personagens. De tal forma que pediram para deixar a equipe. O chantagista Eduardo Corrêa (Cláudio) saiu e não voltou mais, deixando a fazendeira Marina Sintra (Betty Faria) em paz. Já o engenheiro Paulo (Marcos) saiu por um tempo, mas voltou para o final e ficou com a filha mais nova da mesma Marina, Alice (Suzy Rêgo). Isso depois de investir na professora Clotilde (Maitê Proença) e em Ângela (Lucinha Lins).

Dilma Lóes em O Bem-amado

Dilma Lóes fez muito sucesso como Anita na novela de Dias Gomes exibida em 1973. Ela era neta da delegada em exercício Donana Medrado (Zilka Salaberry) e interesse romântico do jornalista Neco Pedreira (Carlos Eduardo Dolabella). No entanto, conforme inclusive é declarado pelo produtor da novela, Daniel Filho, no vídeo de apresentação da versão de O Bem-amado em DVD lançada em 2013 pela Globo Marcas, Dilma não quis ter sua imagem marcada pelo trabalho na televisão. Em virtude desse seu modo de ver as coisas, não quis renovar seu contrato, que venceu no decorrer das gravações. Dessa forma, a solução de emergência foi matar a personagem e gravar a morte de Anita de costas, com uma dublê. A saber, Dilma é filha dos atores Lídia Mattos e Urbano Lóes e mãe da também atriz Vanessa Lóes.

José Wilker em O Bofe

José Wilker não gostou do afastamento do autor Bráulio Pedroso da condução da novela, exibida às 22h em 1972 pela Globo. Tampouco das mudanças ocorridas no perfil de seu personagem Bandeira, e pediu para sair. Fazendo valer o tom de farsa desejado à história, acordou-se que o personagem morreria de tanto rir. E foi isso que aconteceu, após Bandeira ouvir uma piada contada ao pé do ouvido pelo amigo Maneco (Cláudio Cavalcanti). A saber, quem substituiu Bráulio foi Lauro César Muniz.

Geraldo Del Rey em Véu de Noiva

Foi a primeira novela de Janete Clair para a Globo sem a supervisão de Glória Magadan (1969), recém-saída da emissora, a saber. Geraldo Del Rey interpretava Luciano, noivo de Andreia (Regina Duarte) e que a traía com a irmã dela, Flor (Myriam Pérsia). Mas Glória transferiu-se para a Tupi e Geraldo acabou convidado a também mudar de emissora, a fim de ser um dos astros da estreia da novelista na nova casa. Convite aceito, Geraldo deixou a Globo. Não sem antes gravar o máximo possível de cenas. Janete precisou matar seu personagem e a partir do incidente criou um mistério em torno do assassino de Luciano.

Tarcísio Meira em A Gata de Vison

Esta foi a segunda novela que Tarcísio Meira fez na Globo, em 1968. Anteriormente, ele e a esposa Glória Menezes, egressos da Excelsior, haviam protagonizado Sangue e Areia (1967), de Janete Clair. Aqui os dois casais da emissora foram trocados. Em virtude dessa troca o par de Tarcísio era Yoná Magalhães no papel duplo de Meggy e Dolly. Elas eram duas irmãs envolvidas com mafiosos na Chicago da Lei Seca. O papel do astro era o de Bob Ferguson. Um policial que combatia o crime e desejava prender o bandido Gino Falconi (Geraldo Del Rey). Todavia, a autora Glória Magadan, então apaixonada por Geraldo, segundo consta, aos poucos fez seu personagem suplantar o de Tarcísio. Desse modo, o ator se desagradou da situação e deixou o elenco.

Yoná Magalhães e Tarcísio Meira em A Gata de Vison (Divulgação)
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