Leonardo Villar morre aos 96 anos em São Paulo; relembre a carreira do ator

Parada cardíaca vitimou o veterano, que tinha mais de 70 anos de carreira

Publicado há um mês
Por Fábio Costa
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O Sr. Leonildo Motta faleceu em São Paulo, na tarde desta sexta-feira (3), aos 96 anos de idade. Pelo nome de batismo, muita gente não sabe de quem se trata a notícia, mas se esclarecermos que os palcos, sets e estúdios foram os espaços nos quais Leonardo Villar encantou gerações de espectadores com seu talento, a coisa muda.

O ator sentiu-se mal na noite desta quinta-feira (2), e foi levado por parentes para o hospital. Após uma parada cardíaca, Leonardo Villar não resistiu. Não haverá velório, devido às circunstâncias provocadas pela pandemia de coronavírus, e o corpo do ator será cremado.

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Natural da cidade paulista de Piracicaba, Leonardo Villar nasceu em 1923. Aos 25 anos, em 1948, ele se formou na Escola de Arte Dramática (EAD), e desde logo deu início a uma carreira que resultou numa das maiores da dramaturgia brasileira.

Sua estreia como ator profissional se deu sob direção de Bibi Ferreira na Companhia Dramática Nacional (CDN), ainda em 1948, na peça A Raposa e as Uvas.

Além disso, por oito anos Leonardo Villar integrou o elenco do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), iniciativa do empresário italiano Franco Zampari, responsável também pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz.

Na televisão, a primeira novela de Leonardo Villar foi A Cor da Tua Pele, em 1965, na TV Tupi. Seguiram-se outras dezenas, em diversas emissoras. Inaugurou a TV Bandeirantes como Jean Valjean em Os Miseráveis (1967)

Na TV Globo, na qual ingressou no começo dos anos 1970, o ator substituiu o amigo e compadre Sérgio Cardoso nos 20 capítulos finais de O Primeiro Amor (1972). Emendou Uma Rosa Com Amor (1972/73), Os Ossos do Barão (1973/74), Escalada (1975), O Grito (1975/76) e Estúpido Cupido (1976/77).

Entre as décadas de 1980 e 1990, o ator participou de novelas e minisséries como Coração Alado (1980/81), Marquesa de Santos (1984), Barriga de Aluguel (1990/91) e Os Ossos do Barão (1997).

Neste remake da novela da Globo, feito pelo SBT, Leonardo viveu Antenor, pai de seu personagem anterior, Miguel, agora vivido por Othon Bastos. O Antenor dos anos 1970 foi Paulo Gracindo.

Os mais jovens puderam ver o talento de Leonardo Villar em novelas como Laços de Família (2000/01), na qual o ator viveu Pascoal, o revisor de livros, pai de Capitu (Giovanna Antonelli).

Ou Pé na Jaca (2006/07), no papel do irreverente Tio José. Ainda, a última novela, Passione (2010), em que Leonardo foi Antero, marido de Brígida (Cleyde Yaconis).

No teatro, Leonardo participou de montagens de textos consagrados, entre os quais A Moratória, A Falecida, Seis Personagens à Procura de Um Autor, Volpone, Maria Stuart, Panorama Visto da Ponte, Campeões do Mundo, além daquela pela qual será sempre lembrado: O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, no papel de Zé do Burro.

Leonardo Villar em O Pagador de Promessas (Divulgação)

Papel que Leonardo Villar repetiu no cinema, sob direção de Anselmo Duarte, naquele que rendeu a primeira e até hoje única Palma de Ouro a um filme brasileiro no Festival de Cannes. Ao seu lado na telona, Glória Menezes e Dionísio Azevedo, entre outros.

O cinema rendeu a Leonardo Villar outros grandes momentos em filmes como Lampião, o Rei do Cangaço, O Santo Milagroso, A Madona de Cedro os três de Carlos Coimbra; A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos; Ação Entre Amigos, de Beto Brant; e Chega de Saudade, de Laís Bodanzky.

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