Kubanacan se passa em “república bananeira” e tem pescador parrudo; relembre a história

Trama tinha como líderes personagens de Humberto Martins, Marcos Pasquim, Adriana Esteves e Danielle Winits

Publicado há um mês
Por Renan Vieira
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Recordada por muitos telespectadores das 19h, nos anos 2000, a novela Kubanacan traz uma trama geral divertida e que pode até ser considerada crítica ao modus operandi da política em países da América Central e do Sul, que, geralmente, são importantes produtores de frutas, como bananas – daí uma das razões da denominação “república das bananas”.

É assim que a Globo define o universo fictício da novela escrita por Carlos Lombardi. Kubanacan se passa em uma ilha agrícola, de capital La Bendita, nos anos 50. Apesar dos nomes em espanhol, a trama é falada toda em português. A república é controlada por militares, que vivem em um sistema que acumula golpes de Estado.

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Neste contexto, também surgem personagens como o prefeito da cidade-capital, Rúbio Montenegro, de Stênio Garcia, que morre, durante uma briga com o general Carlos Pantaleon Camacho, do ator Humberto Martins. Ele é amante da primeira-dama Mercedes Montenegro, feita por Betty Lago. O próprio Camacho é quem fica com Mercedes e evita um golpe planejado por outros militares, ocupando também a vaga de prefeito.

Marca de Kubanacan (Reprodução/Memória Globo)

Há uma passagem de tempo de sete anos e o casal já não é mais feliz. O general Camacho apenas se utiliza da popularidade da primeira-dama para se manter bem com os eleitores, apesar de que ela o ama. Para piorar, ele se envolve com Marisol, de Danielle Winits, quem vivia em uma vila de pescadores chamada Santiago e era casada com Enrico, interpretado por Vladimir Brichta.

Mas ela havia se apaixonado pelo pescador parrudo Esteban, de Marcos Pasquim, que tem um passado desconhecido, e, por isso, largou o marido. Com o tempo, Marisol se cansou da vida no litoral e dá um jeito de fugir com Camacho, que lhe promete algo muito ambicioso do que Esteban jamais poderia. Ela deixou até um filho para trás para viver em La Bendita, onde é protegida pelo político.

Enquanto isso, Camacho entra em uma confusa trama política onde tenta emplacar uma candidatura à presidência, mas acaba desistindo após escândalos. Ele não deixa de lado seu projeto de poder e busca um candidato substituto, capaz de manter seu plano de poder, o que gera muitas idas e vindas.

Lola, de Adriana Esteves, personagem de Kubanacan

Desconfiado do paradeiro da esposa, Esteban, que tem dupla personalidade – se tornando Dark Esteban -, parte para capital e acaba desvendando mistérios sobre seu passado, ao se envolver com o círculo político do governo de Kubanacan. Mais tarde, se descobre ainda que ele tem um irmão gêmeo idêntico.

Ainda em La Bendita, Esteban conhece Lola, personagem de Adriana Esteves, uma cantora de cabaré e uma responsável mãe de família. É ela quem o ajuda, mesmo estando casada com Enrico, que refez a vida na capital, após ser esnobado por Marisol. Ele se torna um homem que quer vida fácil e se envolve com sua cunhada Rubi, de Carolina Ferraz.

É a partir destas tramas que Kubanacan é feita e levada para ser uma novela inesquecível no ritmo do horário das 19h, de 2003. A novela, talvez, tenha sido a mais hispânica já feita pela Globo.

Esteban, de Marcos Pasquim, personagem de Kubanacan (Reprodução/Memória Globo)

Ela possui influências visuais e históricas de países como Cuba e República Dominicana, duas ilhas caribenhas. O telespectador pode acompanhar o desenrolar dessa história a partir desta segunda-feira (7), na plataforma de streaming Globoplay.

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