Karol Conká relata episódios de racismo de que foi vítima: “Pedia ao Papai Noel para ser branca”

Cantora deu entrevista ao Fantástico neste domingo

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Fora do BBB 21 desde a última terça (23), após ser eliminada com a rejeição recorde de 99,17%, a cantora Karol Conká fez jornada dupla hoje (domingo, 28) na tela da Globo. Depois de participar do Domingão do Faustão, ela deu também uma entrevista exclusiva ao programa Fantástico.

Fiquei mergulhada na soberba e errei feio. Não me sinto uma vilã, sinto que sou uma pessoa que cometeu erros, deslize. A única coisa que tenho pra dizer é pedir perdão pra todo o Brasil“, declarou a rapper, a respeito das atitudes polêmicas que teve com os colegas de confinamento.

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Karol falou também sobre a perda de trabalhos em virtude da imagem maculada. “Nunca pensei na minha carreira acabar por causa disso. ‘Agora acabou o jogo, vamos parar por aqui. Deixem ela [Karol] viver a vida dela’. Eu não ameacei ninguém de morte!“, protestou.

Preconceito e agressões

Em outro momento do bate-papo, Conká recordou episódios de racismo dos quais foi vítima, a maioria deles durante sua vida escolar.

Eu era muito rejeitada não pela minha família, mas no colégio. Teve um momento marcante de a professora falar: ‘você não conseguiu resolver a equação porque você é preta e nasceu pra limpar água sanitária’. Um menino no colégio falou [em outra ocasião]: ‘mergulhe numa piscina de água sanitária para falar comigo’“, relatou.

Por conta de agressões como essa, ela chegou a ter desejo de mudar a cor da própria pele durante a infância. “Quando eu acreditava em Papai Noel, eu pedia pra ser branca. Meu sonho era ser branca pra não sofrer“, admitiu.

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