Jornal Nacional escancara que Prefeitura do Rio pagava para funcionários constranger jornalistas ao vivo

Ataques são organizados por meio de grupos de conversa

Publicado há 3 meses
Por Cadu Safner
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Uma reportagem levada ao ar no Jornal Nacional desta segunda (31) mostrou que funcionários da Prefeitura do Rio de Janeiro estavam recebendo salários para impedir o trabalho da imprensa. De acordo com as informações levantadas pelos repórteres Chinima Campos, André Maciel e Paulo Renato Soares, os agressores também atuavam contra o manifesto de cidadãos que têm queixas sobre o serviço público.

Esses ataques ao vivo contra repórteres e imprensa se fortaleceram em 2019 e são recorrentes até hoje, em sua maioria das vezes contra a própria TV Globo. Ainda segundo informações do telejornal, esses funcionários são pagos para vigiarem a porta de hospitais e clínicas.

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O Jornal Nacional ainda mostrou algumas dessas cenas em entrevista ao vivo com uma moradora que cobrava uma transferência para mãe, e que foi interrompida brutalmente: “Seus ridículos, fazendo reportagem tendenciosa. É Bolsonaro!“. As agressões continuaram mesmo depois do fim da reportagem.

A reportagem escancarou a existência de três grupos de conversas por aplicativo que reúnem funcionários públicos que têm a missão de tirar o direito das pessoas de se manifestar e se informar.

Ao JN, a Prefeitura do Rio não negou a existência dos grupos. Afirmou que reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais para melhor informar à população e para evitar riscos à saúde pública. E alegou que uma informação falsa pode levar pessoas a não buscarem tratamento.

A Associação Brasileira de Imprensa afirmou que os episódios repetidos nas portas dos hospitais mostram que não estamos diante de fatos isolados, mas de uma política do prefeito para constranger repórteres e cidadãos. A ABI reafirmou o compromisso com a liberdade de expressão e irá defender esses princípios.

A Associação Nacional de Jornais lamentou que funcionários da Prefeitura do Rio de Janeiro estejam impedindo a atividade jornalística e afirmou que os maiores prejudicados são os cidadãos do Rio, a quem esses funcionários deveriam prestar seus serviços e de quem recebem seus salários.

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