Ingratos! Relembre outros filhos que, como a Josiane de A Dona do Pedaço, também desprezaram seus pais nas novelas

Publicado há um ano
Por Felipe Brandão
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Como toda boa novela, A Dona do Pedaço conta com algumas figuras talhadas para caírem na antipatia do público. A principal delas é Josiane (Ágatha Moreira). Patricinha esnobe e com ares de grã-fina, ela mal consegue esconder a vergonha que sente do jeito espalhafatoso de sua mãe, Maria da Paz (Juliana Paes), mesmo esta sendo milionária e tendo sempre lhe dado do bom e do melhor.

Quase tão odioso quanto a megerinha do horário nobre é seu ‘genérico’ das 7 da noite. Jerônimo (Jesuíta Barbosa) já aprontou poucas e boas para a própria mãe, Janaína (Dira Paes), só para ficar bem com a poderosa família Ferreira Lima na trama de Verão 90. Isso sem falar nas várias vezes em que humilhou abertamente a mulher que lhe trouxe ao mundo.

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Assim como nessas duas tramas atuais, a ingratidão dos filhos para com os pais já gerou outros dramas de peso na telinha, tanto em produções nacionais como estrangeiras. Relembremos algumas.

Eduarda (Gabriela Duarte) em Por Amor (Reprodução/TV Globo).

Maria Eduarda (Gabriela Duarte), de Por Amor (1997)

Não é preciso assistir muito à reprise de Por Amor no Vale a Pena Ver de Novo para se irritar com as atitudes da filha de Helena (Regina Duarte). Mimada, possessiva e profundamente insegura, ela é sempre a primeira a criticar a própria mãe, que se desvive em seu nome.

O maior alvo da ingratidão de Eduarda, porém, é mesmo Orestes (Paulo José). Ela sente vergonha de o pai ser alcoólatra, e chegou ao cúmulo de recusar-se a convidá-lo para o seu casamento com Marcelo (Fábio Assunção) só para não ficar mal com a família ‘grã-fina’ do maridão. Insuportável!

Paulinha (Ana Roberta Gualda) de Mulheres Apaixonadas (Reprodução/TV Globo)

Paulinha (Roberta Gualda), de Mulheres Apaixonadas (2003)

Autor de Por Amor, Manoel Carlos voltou a abordar a ingratidão filial nesta riquíssima trama das 21h, que foi praticamente uma crônica da vida urbana no Rio de Janeiro. O elenco era dos mais numerosos, mas poucos personagens lograram a antipatia do público tanto quanto Paulinha.

Estudante da conceituada Escola Ribeiro Alves, ela tinha bolsa na instituição particular pelo fato de ser filha de Osvaldo (Tião D’Ávila), o porteiro do local. Mesmo assim, ela se envergonhava da profissão humilde do pai e fazia questão de ocultar o parentesco dos colegas. Isso quando não estava implicando com o romance homossexual entre as colegas Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli).

Maria de Fátima era ambiciosa em “Vale Tudo” (Reprodução/TV Globo)

Maria de Fátima (Glória Pires), de Vale Tudo (1988)

‘Mãe’ simbólica de todas as filhas e filhos ingratos da dramaturgia nacional, Maria de Fátima foi uma megera de carteirinha, principalmente quando se tratava de sua relação com Raquel (Regina Duarte).

Logo no primeiro capítulo da história, ela vende a casa em que ambas moravam para se mudar para o Rio de Janeiro, deixando a própria mãe na rua da amargura. Mais tarde, mina o romance entre Raquel e Ivan (Antonio Fagundes) só para cair nas graças da ricaça Odete Roitman (Beatriz Segall).

Antenor (Caio Castro) se envergonhava de Griselda (Lília Cabral) em Fina Estampa (Divulgação / Globo)

José Antenor (Caio Castro), de Fina Estampa (2011)

Não são só as mulheres que sabem dar ‘belos’ exemplarem de filhas desnaturadas na TV brasileiras. Que o diga o personagem de Caio Castro nesta trama de Aguinaldo Silva.

O bon vivant sentia tanta vergonha da mãe, Griselda (Lília Cabral), que chegou a contratar uma atriz decadente, Mirna Belloa (Ângela Vieira), para se passar por sua progenitora durante um jantar com a refinadíssima família de sua noiva, Patrícia (Adriana Birolli).

Klebber Toledo como o Guilherme de Morde e Assopra (Divulgação / Globo)

Guilherme (Klébber Toledo), de Morde e Assopra (2011)

Mais cruel do que Antenor, porém, foi seu precursor na faixa das 19h da Globo. A simplória e humilde Dulce (Cássia Kis) se desvivia fazendo faxinas e vendendo cocadas nas ruas da fictícia Preciosa para custear os estudos de Guilherme no Rio de Janeiro.

Mal sabia ela que, ao invés de cursar a faculdade de Medicina como lhe dizia, o mau-caráter torrava todo o dinheiro suado de sua mãe em farras e mais farras. Mais tarde, ao voltar para Preciosa fingindo ser médico, Guilherme resolveu conquistar a patricinha Alice (Marina Ruy Barbosa), escondendo, para isso, de quem era filho. A sequência em que ele humilha Dulce e externa toda a vergonha e desprezo que sente por ela foi uma das mais marcantes do folhetim de Walcyr Carrasco.

Bárbara Borges como a Thaíssa de Malhação 2002 (Reprodução / Viva)

Thaíssa (Bárbara Borges), de Malhação (2002)

Quando não estava tentando separar os apaixonados Júlia (Juliana Silveira) e Pedro (Henri Castelli), a vilã da temporada 2002 de Malhação adorava se gabar entre os colegas de turma do ‘alto nível’ de sua família.

Por isso, qual não foi a surpresa de todos quando o pai de Thaíssa surgiu em pessoa no Colégio Múltipla Escolha. Tratava-se de Armando (Ernani Moraes), um autêntico homem do campo, bronco e rústico, que havia enriquecido através da pecuária. Morta de vergonha do próprio pai, Thaíssa chegou a renegá-lo diante dos colegas, partindo o coração do pobre Armando.

Giovanni (Christian Chávez) e seu ‘genérico’ brasileiro, João (Michel Gomes) (Televisa / Record TV)

Giovanni (Christian Chávez) / João (Michel Gomes), de Rebelde (2004 / 2011)

Febre entre os adolescentes da década passada, a trama mexicana de Rebelde se passava em um colégio particular de alto nível acadêmico e econômico, o Elite Way. Entre eles encontrava-se Giovanni (Christian Chávez), um jovem cujos pais, novos-ricos e proprietários de uma rede de carne, nem de longe possuíam o mesmo ‘refinamento’ das famílias de seus colegas.

O rapaz tinha tanta vergonha da origem de seus progenitores que fazia questão de esconder até o verdadeiro nome que estes lhe deram, Juan, adotando a variante italiana para parecer mais ‘classudo’.

Em 2011, o folhetim da Televisa ganhou uma versão brasileira pelas mãos da Record TV. E, desta vez, parte da história de Giovanni foi recriada em João (Michel Gomes). Bolsista do Elite Way tupiniquim, ele fazia o impossível para que o amigo Diego (Arthur Aguiar) não conhece seus pais, o humilde casal Dadá (Zezé Motta) e Alceu (Antônio Pompeo).

María del Cerro como Melody na novela Quase Anjos (Divulgação / Telefe)

Melody (María del Cerro), de Quase Anjos (2010)

Nesta trama argentina da mesma autora de Rebelde, exibida pela Band em 2010, Melody era uma garota capaz de tudo em nome das ascensão social. Ela chegou à história teen dizendo-se a rica herdeira do embaixador de Dubai, focada em uma promissora carreira de modelo internacional.

Pura fachada. Melody vivia sim na casa do tal embaixador, mas apenas por ser filha de Irma (Adriana Ferrer), a empregada dele! Quando um colega mal-intencionado, Neto (Alan Soria), descobriu a verdade sobre sua origem, Melody preferiu ir para a cama com o aprendiz de vilão só para garantir que ele não a desmascarasse para o namorado rico, Thiago (Peter Lanzani).

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