Há dez anos, Record lançava o game show O Jogador

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 23 de outubro de 2007, a Record lançava o game show O Jogador. A atração era a versão nacional do formato importado Poker Face, que nada mais era que um jogo de perguntas e respostas. Na versão nacional, coube a Britto Jr e Ana Hickmann a apresentação.

Naquele ano, a Record havia consolidado sua faixa de reality shows nas noites de terças e quintas, na qual as principais atrações eram O Aprendiz e Troca de Família. A emissora, então, lançou outros dois novos formatos para revezar no horário: Simple Life – Mudando de Vida e o game O Jogador. Simple Life era a versão nacional de reality do mesmo nome, que mostrava duas “patricinhas” tendo que se virar num sítio sem recursos, e, no Brasil, as protagonistas foram Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro. Ao término da primeira (e única) temporada do reality, a Record optou por ocupar a vaga por um game show de temporada, realizando O Jogador.

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Em O Jogador, seis participantes disputavam um prêmio de R$ 50 mil. Eram cinco rodadas, que traziam perguntas sobre os mais variados assuntos. Conforme o jogo ia se desenrolando, os participantes iam respondendo as perguntas individualmente, e, no palco, ninguém sabia quem respondia certo ou errado. Apenas o público de casa ia acompanhando o placar de cada um dos jogadores. No final de cada rodada, era dada a chance dos jogadores de desistir do jogo e levar o prêmio acumulado até então. Para isso, era feita uma contagem regressiva de dez segundos e, caso desejasse desistir, o participante tinha que apertar um botão vermelho posicionado à sua frente. Se algum participante desistisse ele recebia como prêmio o valor já arrecadado no jogo e todos os outros continuavam na disputa até a próxima contagem regressiva. Se nenhum desistisse, o participante que tivesse arrecadado a menor quantia de dinheiro era eliminado sem ganhar nada.

Ou seja, era neste momento que O Jogador se diferenciava dos demais programas de perguntas e respostas, já que cada um deles traçava suas próprias estratégias de desistir, ou de fazer o outro desistir. Era preciso saber “blefar”, para permanecer no jogo, caso o participante tivesse a gana de ir até o final. Quando ficavam apenas dois jogadores disputando o prêmio final, aí o blefe era ainda mais importante, pois ali poderia se sagrar vencedor quem tivesse mais dinheiro acumulado, ou apenas quem fosse mais convincente. Além disso, o programa também exibia depoimentos dos participantes, que contavam suas vidas, e estes depoimentos também poderiam ser verdadeiros ou falsos, para enganar os demais participantes.

O Jogador teve duas temporadas. A primeira leva era disputada por anônimos e exibido apenas nas noites de terça, enquanto nas quintas-feiras o canal tapava o buraco dos realities exibindo uma série. O programa foi muito bem de audiência, conseguindo manter patamar semelhante à Simple Life – Mudando de Vida, e também foi muito bem avaliado pela direção da emissora. Por isso, ganhou uma segunda temporada em 2008, desta vez exibido às terças e quintas e contando com famosos na disputa. Nesta fase, venceram o programa nomes como Luciana Liviero, Ewerton de Castro, Sidney Magal, Chris Flores e Fafá de Belém, entre outros.

Mesmo com o sucesso do programa, a Record desistiu de produzir mais episódios de O Jogador ao término da segunda temporada. Pouco tempo após a exibição do segundo ano, Ana Hickmann e Britto Jr alçaram seus voos solos no canal, já que a loira substituiu Eliana no comando do dominical Tudo É Possível, enquanto o jornalista passou a apresentar A Fazenda.

O Jogador teve, ao todo, 25 episódios, e era dirigido por Wanderley Villa Nova e Flávia da Mata.

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Relembre o game show O Jogador:

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