Há 36 anos, estreava a novela Brilhante

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 28 de setembro de 1981, a novela Brilhante, de Gilberto Braga, fazia sua estreia no horário das oito da Globo. A trama contou com Vera Fischer, Tarcísio Meira, Fernanda Montenegro, Renée de Vielmond, Dennis Carvalho, Renata Sorrah, Cláudio Marzo, Mário Lago, Jardel Filho, Joana Fomm, Kadu Moliterno e Rômulo Arantes nos papéis principais da história, que tinha como pano de fundo o comércio de joias e pedras preciosas e um mistério sobre uma jazida de esmeraldas no Pantanal mato-grossense.

Em Brilhante, a protagonista Luiza (Vera Fischer) era uma designer de joias que estava a passeio por Londres quando reencontra Vera (Aracy Balabanian), uma velha amiga. As duas, então, passam por alguns momentos juntas, inclusive um drama pessoal de Vera, cujo marido Oswaldo (José Wilker) morre durante este reencontro. Luiza, então, consola a amiga e retorna ao Brasil, onde reencontra Oswaldo, vivo, que agora adotou a identidade de Sidney.

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Ao mesmo tempo, Luiza trabalha numa grande empresa de fabricação de joias pertencente à poderosa família Newman. A matriarca é a prepotente Chica Newman (Fernanda Montenegro), que se aproxima de Luiza com a intenção de casá-la com seu filho, Inácio (Dennis Carvalho), que é homossexual. Entretanto, Paulo César (Tarcísio Meira), genro de Chica, abandona a mulher Maria Isabel (Renée de Vielmond), por conta de uma crise no casamento, e se vê envolvido por Luiza, que também se apaixona por ele. Com isso, Chica e Luiza terão sérios conflitos. Além disso, Chica continua firme na missão de encontrar uma esposa para o filho, e acaba se aliando à Leonor (Renata Sorrah), uma carreirista que aceita abandonar o marido Carlos (Claudio Marzo) para se casar com Inácio.

Brilhante foi uma novela criada por Gilberto Braga e Daniel Filho, mas a trama não cativou o público. Em seu livro “Antes que me Esqueçam”, Filho explicou que o problema da novela foi sua criação em “modo automático”, revisitando caminhos já percorridos. Além disso, a trama teve problemas com a censura, que não permitia que se mencionassem a homossexualidade de Inácio. Numa cena, Luiza conversava com Chica sobre “os problemas sexuais de seu filho”.

Tom Jobim compôs a música “Luiza” especialmente para ser tema da novela. Sabendo que a personagem seria vivia por Vera Fischer, tratou de mencionar as longas madeixas da estrela. No entanto, a atriz surgiria na novela com os cabelos curtos, que foram cortados para passar uma ideia de simplicidade. A inspiração para o ousado corte era Ingrid Bergman no filme Por Quem os Sinos Dobram, mas o corte não agradou nem a Tom Jobim e nem ao público, que estranhou ver Vera Fischer de cabelo “joãozinho”. Em entrevista ao Memória Globo, a figurinista Marília Carneiro revelou que amarrou uma bandana no pescoço da personagem justamente para disfarçar o corte, e a peça acabou virando moda entre as mulheres da época.

Um dos maiores destaques da trama foi Chica Newman. Criada para ser a grande vilã, a personagem acabou caindo nas graças do público, e foi mudando no decorrer da obra, tornando-se mais compreensiva e menos intransigente. No final da trama, Chica assumiu um romance com seu motorista Carlos, um homem mais novo e de classe social inferior. Pela personagem, Fernanda Montenegro foi eleita pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) a melhor atriz da televisão em 1981. Também levou o Troféu Imprensa de melhor atriz de 1981.

Brilhante teve 155 capítulos, e foi escrita por Gilberto Braga com a colaboração de Euclydes Marinho e Leonor Bassères, e contou com a direção de Marcos Paulo, José Carlos Piéri e Ary Coslov, e contou com a direção-geral e núcleo de Daniel Filho.

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Veja uma cena na qual Chica fala, veladamente, da homossexualidade do filho Inácio:

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