Há 24 anos estreava Bom Dia & Cia, infantil que projetou Eliana

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 02 de agosto de 1993, estreava no SBT o infantil Bom Dia & Cia. No ar até hoje, sendo o mais longevo programa infantil da televisão brasileira, a atração estreou sob o comando de Eliana, tornando-a conhecida nacionalmente e um ídolo infantil. Em sua trajetória, Bom Dia & Cia, título que hoje é grafado como Bom Dia & Companhia, já teve várias fases e contou com vários apresentadores, entre eles Jackeline Petkovic e a atual, Silvia Abravanel.

O Bom Dia & Cia original foi uma criação do diretor Nilton Travesso, então diretor artístico do SBT, que queria dar à Eliana uma nova atração. A apresentadora havia estreado na emissora dois anos antes, em 1991, com o infantil Festolândia, a partir de um convite do próprio Silvio Santos, que gostou da loira quando ela participou do Qual É a Música? com o Banana Split, grupo musical do qual fazia parte. Festolândia não vingou e saiu do ar três meses após a estreia, e à Eliana coube um “prêmio de consolação”: o comando da Sessão Desenho. Na faixa, ela aparecia sentada chamando desenhos. Como não tinha cenário e nem podia fazer muita coisa, passou a cantar a música dos “Dedinhos”, hit que a consagrou. Nilton, percebendo o talento da apresentadora, criou o Bom Dia & Cia para ela.

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A atração se destacava pelo formato diferente dos infantis da época. Em 1993, os programas de auditório voltados ao público infantil ainda estavam em alta, como os comandados por Angélica e Mara Maravilha. Já o de Eliana não tinha auditório, e seu cenário tinha um formato de casa. Ali, ela interagia com o boneco Flitz, um computador, com o qual apresentava passatempos e curiosidades. Sentada diante de uma mesa, a apresentadora comandava quadros como “Aulinha de Inglês”, onde ensinava palavras do idioma para as crianças, e a “Experiência do Dia”, onde ensinava a fazer brinquedos com sucata. Bom Dia & Cia, assim, tinha cunho mais educativo e didático. Na atração, Eliana também chamava desenhos diversos.

Na “casa de Eliana” havia ainda uma mesa onde a apresentadora recebia convidados para tomar café da manhã. No programa de estreia, a apresentadora recebeu sua então colega de emissora Angélica, que estrearia seu infantil Casa da Angélica na semana seguinte. Curiosamente, anos depois, as duas protagonizariam uma “rivalidade profissional”, quando o infantil de Angélica, na Globo, disputava a tapa a atenção das crianças com o infantil de Eliana, na Record.

Bom Dia & Cia estreou curto, exibido antes do Show Maravilha. Com o fim do programa de Mara, passou a ocupar a manhã toda, mas voltou ao horário original pouco tempo depois, quando estreou o Programa Sérgio Mallandro. Com o fim deste último, em 1996, foi novamente ganhando tempo aos poucos. A atração também foi tendo o cenário ampliado e ganhando novos quadros e personagens. Além de Flitz, Eliana ganhou a companhia do monstrinho Melocoton, que se tornou um sucesso. Depois vieram ainda Recicleia e Bizuca. Eliana, ainda, passou a interpretar personagens como a Dona Aranha e a Dona Baratinha, que estrelavam quadros educativos, com noções de antônimos e cores, por exemplo. Com o sucesso de Eliana, o programa teve seu título alterado para Eliana & Cia em 1997.

No entanto, em 1998, quando Ratinho fazia sucesso na Record e foi contratado pelo SBT, a direção da Record deu o troco e tirou Eliana da emissora. Assim, o infantil voltou a se chamar Bom Dia & Cia e passou a ser apresentado por Jackeline Petkovic, ex-apresentadora do Fantasia. Inicialmente, Jacky manteve o formato do programa de Eliana, mas, aos poucos, o programa foi mudando. A atração ganhou novos personagens e cenários, além de reforçar o pacote de desenhos. Concorrendo com a própria Eliana e seu Eliana & Alegria, na Record, além do Angel Mix, da Globo, Bom Dia & Cia se destacava e, muitas vezes, era líder de audiência.

Em 2003, quando uma forte crise se abateu sobre o SBT, a direção do canal cogitou transformar o programa em uma faixa de desenhos, sem apresentadores, para reduzir custos. Mas o departamento comercial não aceitou, pois havia a necessidade de merchandising. Assim, a solução foi reduzir o programa ao mínimo. Jacky, então, passou a apresentar o programa sozinha, sem os personagens e praticamente sem roteiro. No final do ano, a apresentadora foi dispensada, sendo substituída pela dupla Jéssica Esteves e Kauê Santin, que apenas dançava e contava histórias. Em 2005, com os jovens crescidos, foram substituídos por Yudi Tamashiro, Priscila Alcântara e a professora de dança Ítala Matiuzzo, também com o mínimo de recurso possível.

Apenas em 2006 o SBT voltou a investir no infantil. No dia 10 de julho daquele ano, Ítala saía de cena e o programa ganhou um novo cenário. Nele, Yudi e Priscila passaram a apresentar outros quadros e atrações, em vez de apenas contarem histórias. Em 2007, nova mudança: o programa passava a ser apresentado ao vivo e a contar com jogos e distribuição de prêmios, nos quais a audiência participava por telefone, formato que segue até hoje. Yudi e Priscila fizeram sucesso e permaneceram no programa por um bom tempo. A partir de 2010, a dupla passou a revezar o comando da atração com Maisa Silva.

Começava a fase de troca-troca e revezamento de apresentadores. Maisa deixou o programa para integrar o elenco da novela Carrossel. Depois, foi a vez de Yudi deixar o Bom Dia, substituído pelo palhaço Bozo (!). Mais adiante, Bozo saiu para comandar seu programa-solo; depois, foi Priscila quem se despediu. Chegaram, então, Ana Vitória Zimmermann e Matheus Ueta, do elenco da novela Carrossel. Depois, a dupla passou a revezar com Maisa Silva e Jean Paulo Campos e, durante um tempo, até mesmo os palhaços Patati Patatá e a “família Bozo” passaram a participar do revezamento. Mais adiante, finalmente, Ana Vitória Zimmermann e Matheus Ueta se tornaram fixos no infantil. Mas Ana Vitória cresceu e foi substituída, depois, por Ana Júlia. Matheus e Ana Júlia ficaram por ali até serem impedidos de apresentar a atração temporariamente por conta de uma decisão judicial, em 2015. Então, foram substituídos por Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos e diretora do programa.

Ana e Matheus chegaram a retornar, mas a direção da emissora acabou optando por manter Silvinha à frente do infantil, onde está até hoje. O programa, hoje, conta com o mesmo formato e vários desenhos reprisados à exaustão, mas sobrevive por ser praticamente o único infantil da TV aberta.

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