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Há 20 anos, estreava o fenômeno Ratinho Livre

Publicado em 22/09/2017
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No dia 22 de setembro de 1997, estreava na Record um programa que mudaria o rumo da televisão brasileira naquele momento. O telebarraco Ratinho Livre entrava no ar fazendo a emissora saltar na audiência e dar trabalho à concorrência, além de projetar Carlos Massa, o Ratinho, que, antes disso, fazia sucesso em proporções menores na CNT.

A princípio, a principal atração de Ratinho Livre era dar espaço às reclamações do “povo”, levando o rótulo de “programa popular” às últimas consequências. Até então, o telebarraco mais visto da TV era o Márcia, de Márcia Goldschimidt, que fazia sucesso nas noites de terça no SBT. Ratinho Livre tinha como uma de suas propostas algo semelhante, levando ao palco pessoas que precisavam de ajuda ou tinham alguma reclamação a fazer. Assim, não faltaram brigas de vizinhos e parentes, que iam ao programa “lavar a roupa suja” em rede nacional. Não era raro as pessoas saírem, literalmente, no tapa diante das câmeras.

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Além das brigas de vizinhos e parentes, o programa também mostrava pessoas que precisavam de ajuda, e que iam ao palco tentar melhorar de vida. Ratinho Livre, então, costumava mostrar pessoas pobres, ou muito doentes, e explorar o caso na tela, no intuito de despertar o interesse de possíveis colaboradores. Tal “exploração da desgraça alheia” deixava os críticos de cabelo em pé, já que Ratinho Livre não disfarçava o sensacionalismo travestido de ação social. Outro pedido que se tornou comum entre os participantes do Ratinho Livre era o exame de DNA. Muitos pais desconfiados e muitas mães desamparadas iam ao palco solicitar o exame que detectaria se o homem era ou não pai de alguma criança. Este quadro fez tanto sucesso que Ratinho o faz até hoje.

Em meio a tanta denúncia, desgraça e brigas no palco, Ratinho se destacava com seu humor um tanto bizarro e seu jeito “raivoso” de comandar tudo, sempre com um cassetete à mão. Entre um caso e outro, Ratinho abria espaço para atrações musicais e até quadros de humor non sense. Chegou a passar vários programas afirmando que mostraria um ET no palco, revelando depois tratar-se de Cláudio Chirinian (1963-2010), que acabou formando uma dupla com Rodolfo Carlos, repórter da atração. Nascia a dupla ET & Rodolfo, que logo migraria para o Domingo Legal, do SBT. Outro personagem que se destacou na atração foi o “Azulão”, um aspirante a cantor que sempre repetia o verso “solta o azulão… solta o azulão, paixão!”.

Esta receita inusitada revelou-se um acerto da Record. Exibido a partir das 20 horas, Ratinho Livre fez a Record saltar de 3 para 9 pontos no Ibope de cara, e foi crescendo mês a mês. A emissora, então, passou a vencer o SBT com frequência e assustar a Globo. A atração consolidou-se na vice-liderança, mas ficou em primeiro lugar várias vezes, alcançando impressionantes picos de 40 pontos no Ibope. Como a audiência de Ratinho crescia quando acabava a novela das oito da Globo, a Record tratou de espichar a atração, que costumava ficar no ar até a meia-noite. A Globo contra-atacava e esticava a novela Por Amor também, tentando conter o sucesso de Ratinho. Já o SBT, ao encerrar a exibição da novela Os Ossos do Barão, tratou de colocar no ar uma versão diária do Márcia, no mesmo horário de Ratinho, mas não deu certo.

Com o sucesso, Ratinho despertou o interesse de Silvio Santos. Interesse, aliás, antigo, já que Ratinho, quando despontou no comando do 190 Urgente, da CNT, o dono do SBT chegou a sondá-lo para que assumisse a apresentação do programa Show de Calouros. Mas foi a Record quem acabou ficando com o apresentador. Silvio Santos não desistiu e, quando Ratinho Livre estava no auge da audiência e prestes a completar um ano, tratou de tirá-lo da Record. A coletiva de imprensa na qual Ratinho anunciava sua transferência para o SBT foi exibida ao vivo pela emissora, e pegou a todos de surpresa. A Record avisava, em sua programação, que Ratinho e o SBT faltaram com a ética. Às pressas, a emissora tratou de convocar Gilberto Barros, que fazia sucesso comandando o Disque Record e Cidade Alerta, para substituí-lo. Em 31 de agosto de 1998, estreava Leão Livre. Já o Programa do Ratinho, no SBT, estrearia em 8 de setembro de 1998.

Com a disputa entre Programa do Ratinho e Leão Livre, o programa do SBT levou a melhor, embora Barros também não decepcionasse. Mesmo assim, pouco mais de um ano depois da estreia, Leão Livre mudou de horário, passando a ir ao ar no fim de noite. O formato também foi alterado, tornando-se um programa de entrevistas ao estilo Jô Soares Onze e Meia. Saiu do ar no final de 1999, quando o Leão passou a se dedicar apenas ao semanal Quarta Total, game show que fazia sucesso nas noites de quarta-feira.

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