Há 19 anos, estreava a minissérie Chiquinha Gonzaga

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 12 de janeiro de 1999, estreava na Globo a minissérie Chiquinha Gonzaga. Escrita por Lauro César Muniz, a trama contava a história da famosa compositora, e trazia Regina Duarte e Gabriela Duarte dividindo o papel-título.

Na minissérie, Chiquinha Gonzaga (Regina Duarte) surge aos 87 anos, assistindo a uma burleta sobre sua vida no palco do Teatro Municipal. A partir daí, ela começa a lembrar de sua vida, como quando Chiquinha (Gabriela Duarte) era jovem e foi obrigada pelo pai Basileu (Odilon Wagner), um militar, a se casar com o autoritário Jacinto (Marcello Novaes). Ele a ama, mas a proíbe de muitas coisas, incluindo aí a música, que já era a grande paixão de Chiquinha.

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Com espírito libertário e amante das artes, Chiquinha não se adapta à vida de dona de casa exemplar imposta pela sociedade de sua época, e seu casamento com Jacinto é repleto de brigas e desentendimentos. Sendo assim, ela acaba escandalizando a todos quando desiste do casamento para viver com seu grande amor, o músico João Batista (Carlos Alberto Riccelli). No entanto, o artista mantém uma relação com Suzette (Danielle Winits/Susana Vieira), proprietária do maior salão da corte, e que se torna rival de Chiquinha.

Chiquinha, então, encontra apoio entre a classe artística, vivendo uma vida boêmia, efervescente e muito criativa, tornando-se a primeira compositora e maestrina do Brasil do final do século 19, além de se envolver diretamente nos movimentos abolicionista e republicano. E, já mais velha, volta a escandalizar a todos ao se envolver com Joãozinho (Caio Blat), um rapaz bem mais jovem que ela, e que a acompanharia até a sua morte.

Um grande sucesso do início de 1999, Chiquinha Gonzaga marcou o retorno do diretor Jayme Monjardim à Globo, emissora da qual estava afastado desde 1988, quando era diretor da extinta Manchete. Para mostrar o Rio antigo, além da cidade cenográfica, em que os cenógrafos realizaram um cuidadoso trabalho de reconstituição, o diretor trocou figuração e cenários por fotografias de Marc Ferrez que retratam a cidade do Rio de Janeiro de 1870 a 1900, e deu movimento às imagens, em computação gráfica. O maestro Marcus Vianna compôs especialmente para a minissérie a obra Sinfonia de um Novo Século, tema central da história. Ao final de cada capítulo, um artista da MPB surgia interpretando uma música de Chiquinha.

Regina Duarte e sua filha Gabriela viveram Chiquinha em várias fases da compositora. Gabriela Duarte foi Chiquinha na juventude, no período compreendido entre os anos de 1863 e 1877 e, depois, Regina Duarte assumia o papel, quando já era uma compositora consagrada. A atriz também deu vida à Chiquinha com 87 anos de idade e, para isso, a produção foi buscar em Hollywood o maquiador David Press, que utilizou máscara de silicone para simular o envelhecimento.

Com o sucesso de Chiquinha Gonzaga, Lauro César Muniz e Jayme Monjardim repetiram a dobradinha na minissérie Aquarela do Brasil, exibida no segundo semestre de 2000. Desta vez, no entanto, o sucesso não veio, e a série amargou baixos índices de audiência.

Tempos depois, a atriz Regina Duarte e o autor Lauro César Muniz tentaram emplacar uma nova minissérie juntos, na qual Regina e Gabriela voltariam a dividir a mesma personagem. Tratava-se de A Imperatriz do Café, uma adaptação do livro O Lírio e a Quimera, do escritor francês Romaric Büel, na qual Regina e Gabriela viveriam Mademoiselle de Miryuma, uma nobre francesa. Mas o projeto não foi adiante em razão de uma disputa de autores para a vaga de minissérie de início de ano, somado ao fato de a diretora geral da série, Denise Saraceni, estar envolvida com a novela das sete Da Cor do Pecado na época. Assim, A Imperatriz do Café foi engavetada e o autor deixou a Globo, assinando com a Record, onde escreveu as novelas Cidadão Brasileiro, Poder Paralelo e Máscaras.

Com 38 capítulos, Chiquinha Gonzaga foi escrita por Lauro César Muniz e Marcílio Moraes, com direção de Jayme Monjardim, Marcelo Travesso e Luiz Armando Queiroz, e direção geral de Jayme Monjardim.

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Reveja um capítulo de Chiquinha Gonzaga:

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