Glória Perez define Hilda Furacão: “Cinderela no prostíbulo”

Minissérie está de volta no Globoplay nesta segunda-feira (19)

Publicado em 20/7/2021
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A inesquecível história de Hilda Gualtieri Müller (Ana Paula Arósio), bela moça da alta sociedade que desiste do casamento no dia da cerimônia e parte – ainda vestida de noiva – para zona boêmia de Belo Horizonte, tornando-se a meretriz mais disputada da capital mineira, chega nesta segunda (19) ao Globoplay, como parte do projeto de resgate dos clássicos de dramaturgia.

A minissérie Hilda Furacão, que foi exibida pela primeira vez na TV Globo em 1998, se passa nos meados da década de 1960 e é uma adaptação da obra homônima do escritor Roberto Drummond feita por Glória Perez, com direção de Wolf Maya.

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No romance, ao longo dos 32 capítulos, Hilda desafia as regras da moral e dos costumes da época ao despertar o desejo do frei Maltus (Rodrigo Santoro), jovem religioso e puro que luta para resistir a esse amor.

A minissérie revelou grandes nomes da dramaturgia, como a protagonista Ana Paula Arósio, e ainda encantou o público com grandes personagens como Cintura Fina (Matheus Nachtergaele) e Maria Tomba Homem (Rosi Campos), amigos de Hilda em Belo Horizonte.

A trama se passa sob a ótica do jornalista Roberto Drummond (Danton Mello), amigo de infância de Maltus e Aramel (Thiago Lacerda) em Santana dos Ferros, cidade do interior de Minas Gerais. Os três se mudam para a capital mineira, cada qual com seu sonho: o primeiro pretende fazer uma revolução comunista, o segundo quer ser frade dominicano e o terceiro, um astro de Hollywood.

Para Gloria Perez, responsável pela adaptação da obra para a televisão, a boa repercussão foi devida a excelência da história e da realização. “A paixão com que nossa equipe se dedicou fez da minissérie o sucesso que foi”, conta.

Ela ainda comenta sobre a atualidade da minissérie: “Hilda é um conto de fadas, uma recriação do mito da Cinderela. É uma Cinderela no prostíbulo. Uma história povoada de tipos e conflitos que, sendo demasiadamente humanos, pertencem a todas as épocas”, finaliza.

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