Globoplay lança série documental sobre quem está na linha de frente contra o coronavírus

A produção original do streaming conta com seis episódios

Publicado há 2 meses
Por Guilherme Rodrigues
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Nesta sexta-feira (27), o Globoplay lança Por Um Respiro, série documental original da plataforma que fala sobre os bastidores do cotidiano de quem está na linha de frente da luta contra o coronavírus.

Dirigida por Susanna Lira, a obra conta com acesso inédito à jornada de médicos, enfermeiros, pesquisadores e pacientes e acompanha, em média, três casos em cada um de seus seis episódios. O projeto se desenvolveu por mais de seis meses, desde a pesquisa até a pós-produção, e teve cerca de 60 profissionais do audiovisual divididos em quatro equipes.

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Uma parte da equipe se revezou para cobrir a rotina do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da UERJ, em especial dos setores de infectologia, psiquiatria e pediatria. Uma das personagens da ala médica é a chefe do departamento de infectologia, Dra. Caryna, que vive diversas jornadas no período de 24 horas. Já Flávio é um dos pacientes que o documentário acompanha.

Ele descobriu estar com covid por acaso enquanto se tratava de outra doença e, internado há meses, virou testemunha ocular de diversas histórias. A outra parte da equipe do projeto se dividiu entre a cobertura das ações da saúde da família, dos núcleos de pesquisa e das visitas às casas de familiares de pacientes internados. A diretora falou um pouco mais sobre a produção.

Como surgiu a ideia para o documentário?

Eu queria saber quem eram aquelas pessoas que estavam por trás dessa luta. Nunca passamos por uma pandemia desse nível, em que o mundo parou. Enquanto fomos para casa fazer distanciamento social, essa galera foi para um front pesadíssimo. Queria conhecer, humanizar as pessoas e fazer com que, através da empatia, a gente pudesse ser mais humano também. 

Qual foi o momento mais desafiador?

Dirigir quatro equipes em campo trabalhando no meio de uma pandemia foi um dos maiores desafios da minha carreira. Lidar com o cotidiano duro de histórias extremamente dramáticas foi bastante dolorido. Ouvir relatos de mortes diárias, sequelas da doença e a exaustão dos profissionais de saúde desafiaram a minha saúde emocional. 

Qual foi o momento mais gratificante?

A pandemia nos colocou em cheque como seres humanos. Foi o evento mais totalitário que nossa geração conheceu. Nos colocou para pensar sobre muitas questões e, especialmente, sobre o que realmente é importante. Acredito que conseguimos captar um material bastante relevante sobre uma situação de impacto profundo em todas as esferas da sociedade. Ter a oportunidade de captar esses momentos e deixar registrado numa série é muito gratificante. Acompanhar profissionais que se sacrificaram e conseguiram salvar vidas em meio a um caos foi inspirador. A força do ser humano e da vocação fala mais alto em um momento de crise e isso faz com que a gente renove nossas esperanças na humanidade.

O documentário acompanha a correria de quem está na linha de frente e a angústia de pessoas querendo informações sobre seus familiares. Nesses momentos, só a esperança traz algum conforto. O documentário trará essa mensagem e contará com episódios de empatia, solidariedade e esperança? 

A coragem de resistir ao que parece não ter jeito é o que chamamos de esperança. Essa frase do Mário Sérgio Cortella sempre me passava pela cabeça quando eu via uma médica lutando para salvar uma criança em estado grave. A comunidade médica nunca foi tão desafiada, a ciência nunca foi tão questionada, e nós como cidadãos fomos convocados a refletir sobre gestos muito simples como lavar as mãos e usar uma máscara. Atitudes tão simples podem salvar vidas e espero que a série traga essa sensibilização ao espectador.

O que o público pode esperar desse projeto?

A série é composta de histórias muito comoventes. Então não há dúvida que emoção é o que mais eu sinto quando estou revisando os episódios. São histórias de perdas, mas também de ganhos e grandes vitórias por parte da comunidade médica. O momento mais delicado e sensível para mim é poder acompanhar a luta de jovens médicos residentes que estão entrando pela primeira vez em um CTI e já tratando de uma doença tão letal, afastados do convívio familiar e arriscando as próprias vidas em um ambiente altamente contaminado. Certamente, esses profissionais estão sendo moldados de uma forma muito impactante e jamais vão esquecer que suas formações se deram na maior pandemia do nosso século. 

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