GloboNews lança documentário sobre os impactos da era Trump nos EUA e no mundo

Equipe do Que Mundo é Esse? produziu o filme

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Um país que viu sua democracia ameaçada e agora sonha com dias melhores. Falta de governo para controlar o avanço da pandemia, manifestações nas ruas das grandes cidades, saída de acordos internacionais e questionamentos quanto à legitimidade do processo eleitoral americano foram alguns dos fatos marcantes que os EUA viveram nos últimos quatro anos.

Através de um olhar diferente, a GloboNews lança neste domingo (31), às 23h, o documentário América Unida?, que aborda quais foram os impactos da administração de Donald Trump no mundo, por meio das viagens feitas pelo programa.

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Nos últimos quatro anos, André Fran, Michel Coeli e Rodrigo Cebrian visitaram países como Irã, Coreia do Norte, México e Arábia Saudita e viram de perto como as ações do ex-presidente republicano interferiram na relação com governos do mundo inteiro.

Através de entrevistas com autoridades, especialistas e moradores locais, o Que Mundo é Esse? produziu, sob uma diferente ótica, como o lema ‘America first’ foi determinante neste período.

Aproveitamos o tema ‘união’, que foi tão propagado na campanha de Joe Biden, como a questão para discutir se os EUA vão colocar isso em prática ou não. O maior legado da democracia americana é o discurso livre. E acredito que esse seja o nosso maior aprendizado”, reforça o diretor e apresentador do programa, Rodrigo Cebrian.

Após cumprir uma quarentena em um país vizinho ao Brasil, a equipe viajou até Washington para cobrir a posse de Joe Biden e entender quais são as expectativas para a nova administração.

Os jornalistas fizeram registros inéditos do forte esquema de segurança montado nas ruas da cidade, acompanharam de perto toda a cerimônia do novo presidente e conversaram com especialistas para entender o que mudaria nos EUA e no mundo a partir do dia 20 de janeiro.

O documentário apresentará ao público um material inédito com imagens exclusivas, fotos marcantes e depoimentos reveladores. Além disso, a equipe do Que Mundo é Esse? aborda como a mudança na Casa Branca pode impactar na vida dos brasileiros a partir deste ano.

Entrevista com equipe do Que Mundo É Esse?: Rodrigo Cebrian e Michel Coeli

O que o público pode esperar do documentário América Unida?

Rodrigo Cebrian: O documentário usa como fundo a temperatura muito peculiar e única da transição presidencial entre Donald Trump e Joe Biden. Essa foi a eleição mais controversa e recheada de acusações de fraude, fake news, incitação à violência e incitação ao descrédito das instituições, que culminou no dia 6 de janeiro, com a invasão do capitólio. Por tudo isso, o filme usa todo esse clima do dia anterior, da posse e do dia seguinte da posse de Joe Biden para ser a espinha dorsal dos temas que permearam na política interna e externa dos Estados Unidos. Além disso, o América Unida? apresenta quais são as diferenças nas ações que o novo presidente trouxe já na campanha e também o que demonstrou no dia da posse.

Michel Coeli: Esse filme é um desfecho de todos esses últimos quatros anos da era Trump e também do projeto QMEE, que foi muito pautado pelas questões internacionais do ex-presidente. A partir do material que produzimos na eleição de 2016 e no começo da administração do republicano, era necessário estar nesse momento de transição para fechar todo esse período e deixar esse questionamento do que será pelos próximos anos. Por tudo que vimos da administração passada em muitos aspectos, totalmente diferente de governos passados nos Estados Unidos, nada mais justo do que encerrar com esse documentário apresentando uma América em busca de união.

O que você viu que mais chamou atenção nas gravações da posse de Joe Biden?

RC: 
O que eu vi de muito positivo foi uma esperança, principalmente entre as mulheres e afro-americanos, de que o discurso de direitos civis vai ser, de novo, um tema muito importante regido por Joe Biden, acompanhado, claro, da escolha de Kamala Harris como vice-presidente. Há uma esperança entre eles de que esses assuntos não serão tratados com desmerecimento pelo novo governo. Pelo lado preocupante, vimos um aumento expressivo nas ruas de fundamentalistas religiosos, sendo a maioria deles bem agressivos, bradando palavras de ódio contra diferentes gêneros.

MC: O que me chamou atenção foi a ausência de pessoas nas ruas. Foi diferente ver a cidade completamente sitiada pelas forças armadas americanas, num aparato e em um cenário que a gente não está acostumado a ver no território nacional. Foi curioso ver os soldados ali para defender o país de ameaças de terrorismo domésticos. Uma cidade completamente diferente do que estávamos acostumados a presenciar em posses anteriores e, claro, também por causa da pandemia que já deixaria a cerimônia com uma cara diferente.

O público pode esperar uma nova temporada sobre a política americana?
 
RC: 
Vamos ter que acompanhar os próximos capítulos dessa história. O Estados Unidos possui uma influência muito grande em qualquer lugar do mundo. Tudo de política americana tem impacto direto nos outros países do mundo inteiro, incluindo o Brasil e outras grandes democracias. O Estados Unidos é a maior economia do mundo, possui a maior cultura internacional e, quando falamos do mundo, falamos imediatamente da política na América. O público pode esperar com certeza uma nova série abordando essas e outras questões.

MC: 
Esse documentário é o encerramento de um ciclo, mas certamente estaremos acompanhando tudo que vai acontecer na política americana e no resto do mundo. 

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