Globo encerra contrato com Aguinaldo Silva e autor deixa emissora após 40 anos

Publicado há 10 meses
Por Gabriel Vaquer
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A Globo anunciou nesta quinta-feira (2) que o autor Aguinaldo Silva deixará a emissora após mais de 40 anos de serviços prestados. Aguinaldo tinha contrato com a emissora carioca até o início deste ano, mas a Globo decidiu não renovar ele. O último trabalho de Aguinaldo Silva na TV foi a novela O Sétimo Guardião, exibida entre novembro de 2018 e maio de 2019.

“Sem nova obra prevista, a Globo decidiu não renovar o contrato com o autor Aguinaldo Silva. 
 Ao longo dos mais de 40 anos dessa parceria de sucesso, foram mais de 20 trabalhos em conjunto, entre os quais Império, que ganhou o Emmy Internacional de Melhor Novela em 2014″, diz o comunicado da Globo.

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Aguinaldo Silva estava na Globo desde 1979

A trajetória de Aguinaldo Silva como autor-roteirista está ligada à TV Globo desde 1979, quando ele estreou na emissora e na função. Àquela altura, Aguinaldo já havia escrito e lançado romances, bem como atuava havia alguns anos como repórter e editor de Polícia na imprensa escrita. E sua estreia na TV aproveitou toda a sua experiência em coberturas de casos policiais. A série Plantão de Polícia, exibida entre 1979 e 1981, era centrada justamente em Waldomiro Pena (Hugo Carvana), “o último repórter policial romântico”, e seu embate com o diretor da Folha Popular, Serra (Marcos Paulo), defensor de um jornalismo menos opinativo e mais objetivo. Com Doc Comparato, Aguinaldo Silva escreveu três importantes minisséries, inclusive a primeira produção brasileira do gênero: Lampião e Maria Bonita (1982).

Tieta (Betty Faria) e Perpétua (Joana Fomm), protagonistas da novela Tieta, um dos maiores sucessos da Globo (Divulgação/Globo)

No terreno das novelas, Aguinaldo desenvolveu 15 delas, diversas com altos índices de audiência e que promoveram seus personagens a ícones do imaginário popular. Sozinho como autor titular ou em parceria, ele escreveu, só para exemplificar, Vale Tudo (1988), Tieta (1989), Fera Ferida (1993), A Indomada (1997) e Senhora do Destino (2004). Ademais, desenvolveu a criação de Dias Gomes Roque Santeiro (1985), da qual escreveu mais de 100 dos 209 capítulos.

Novela tumultuada, O Sétimo Guardião tem papel importante na saída de Aguinaldo Silva da Globo

Marina Ruy Barbosa e um dos gatos de O Sétimo Guardião (Reprodução/Instagram)

Bem antes de estrear, O Sétimo Guardião já “deu ruim”, como se diz. Silvio Santos Cerceau, um dos mais de 20 alunos de uma das Master Classes que Aguinaldo Silva passou a desenvolver nos anos 2010, entrou na Justiça contra o novelista em 2017 alegando que sua então próxima novela seria um plágio de uma criação dele e de seus colegas. A questão correu, e em novembro de 2018 a novela enfim estreou, após adiamentos. Nesse ínterim, a produção chegou a ser cancelada pela Globo, que encomendou outra história a Aguinaldo, mas acabou voltando atrás. Os nomes de todos os alunos do curso foram creditados sempre no encerramento dos capítulos e a questão do plágio foi sempre negada ou minimizada. No entanto, fato é que a polêmica criada não pegou nada bem.

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