Globo confirma cortes e fala em transformação

Diretor financeiro da emissora falou em cerca de 10 a 20% de cortes por setor

Publicado há 5 meses
Por Arthur Pazin
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Com a pandemia do coronavírus, a TV Globo enfrentará algumas dificuldades financeiras a partir deste mês de junho, principalmente devido à redução de suas receitas publicitárias.

A informação foi divulgada pelo jornalista Daniel Castro, do Notícias da TV, que contou que haverá cortes de custos, incluindo demissões, mas, que de acordo com o CFO da emissora, Manuel Belmar da Costa, não será em massa, mas apenas um processo contínuo de transformação.

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O pós-Covid-19 traz a necessidade de aceleração das mudanças. A economia parou, o mundo parou, não só a Globo. Optamos por não fazer nada em abril e maio, no início da pandemia. Haverá corte de pessoas, , haverá corte de estrutura, e a gente vai ter desligamentos em junho, sim“, disse o diretor financeiro, que falou em cortes de 10 a 20% em alguns setores.

Não existe um número, estamos vivendo um nível de incerteza sem precedentes. Existe uma diretriz: precisamos revisar todos os modelos que nos trouxeram até aqui para tornar a empresa mais leve, mais eficiente”, acrescentou o profissional.

O colunista apurou, ainda, que na área artística, por exemplo, contratos de longo prazo estão sendo substituídos por vínculos que duram somente o tempo em que o profissional efetivamente trabalha.

Direitos de transmissão de competições esportivas e de eventos como o Carnaval também estão sendo revistos para “gerar equilíbrio de ecossistemas”.

“Ano catastrófico”

Assim definiu Belmar o ano de 2020. Para o diretor financeiro da Vênus Platinada, a queda no PIB será de mais de 5% e nesse “cenário muito difícil”, “as empresas que tomarem decisões difíceis vão sair mais fortes”. “Esse não é um projeto para reduzir gente. É para assegurar mais 50 anos de nossa história“, explicou o CFO.

Para o Diretor de Comunicação da Globo, Sérgio Valente, a emissora “está vivendo uma reinvenção da empresa e do negócio”. “A gente não vai ser a Kodak das câmeras, a Pan Am da aviação. A gente quer ser a Globo do futuro, não a do passado”, afirmou o executivo, que aposta em uma empresa de mídia estruturada na tecnologia.

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