Fulvio Stefanini sobre a dramaturgia: “Não há muitos personagens para atores de mais idade”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Mariana Godoy recebe em seu Mariana Godoy Entrevista desta sexta-feira (1º) o ator Fulvio Stefanini. Durante conversa, Fulvio fala da situação da dramaturgia atualmente e comenta a falta de papeis para atores mais velhos. “Isso é complicado porque não há muitos personagens para atores de mais idade.

Geralmente os conflitos acontecem entre os 30 e 50 anos. São as idades em que as coisas realmente acontecem na vida, problemas com a família, com os filhos, problemas econômicos, então tem muito texto para atores dessa idade e isso não é uma coisa brasileira, é algo no mundo inteiro”, compartilha ele.

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Ainda sobre o assunto, Fulvio, que possui mais de 60 anos de carreira, ressalta as oportunidades que o teatro traz: “A gente vê notícias de atores famosíssimos que reclamam que não têm papel. Claro que existem algumas peças que tem atores mais velhos e geralmente esses personagens são escritos para a idade. Isso é fantástico”.

Atualmente em cartaz com a peça O Pai, o ator defende o ofício e explica porque o valor dos ingressos não são geralmente tão caros. “Hoje em dia o teatro está barato porque as outras coisas ficaram caras e ele manteve um preço acessível. O teatro é de quem ama teatro”, afirma.

Ao falar sobre algum trabalho que gostaria de ter participado, mas não pôde, Fulvio relembra o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, feito em 1976 e baseado na obra do escritor Jorge Amado. “Eu não pude fazer e quem acabou fazendo foi o Zé Wilker. Na época fui convidado e não pude porque estava gravando uma novela. Ele seria feito no Bahia e não pude ir, mas o Zé fez maravilhosamente bem, até melhor do que eu faria”, diz. Ainda na atração, a apresentadora recebe o cantor Agnaldo Rayol, que relembra momento marcantes ao longo da carreira e canta sucessos como Fascinação e Mia Gioconda.

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