“Fazer novela é tempo perdido”, diz atriz brasileira indicada ao Emmy

Publicado há 2 anos
Por Clara Ribeiro
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Denise Weinberg chegou aonde muita atriz de televisão almeja: foi indicada como melhor atriz ao Emmy Internacional por seu papel em Psi, série da HBO.

No entanto, a artista não enxerga esse mérito como uma forma de se lançar mais profundamente para a teledramaturgia. Aos 62 anos ela assumiu em entrevista ao Notícias da TV que fazer novelas não é a sua praia.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

“Para mim, fazer novela é tempo perdido”, desabafa, revelando que prefere os palcos. Denise integrou o grupo Tapa, um dos mais tradicionais do teatro brasileiro, por cerca de 20 anos e o amor por tal arte permanece.

“Meu lugar é o teatro, é lá que eu consigo trabalhar legal. Se eu fechar contrato para uma novela no Rio, vou ter que passar pelo menos um ano lá, e aí não consigo fazer teatro em São Paulo”.

Leia mais: Globo não emplaca nenhuma novela entre as indicadas ao Emmy

Na entrevista, a atriz justifica a sua predileção pelo teatro e a abertura para produções mais curtas, como séries, por exemplo.

“Eu gosto de fazer um trabalho mais detalhado, de saber o arco da personagem do início ao fim. Em minisséries, o ator começa o trabalho sabendo como vai terminar. Novela é obra aberta, você não faz ideia. Se a audiência cai, se o público não gosta, muda tudo. Num dia você é bonzinho, no outro mauzinho. Isso me frustra”, explica.

A indicada ao Emmy diz saber que o trabalho em novelas dá muito mais retorno, porém,  realmente não é algo que a faz ter brilho nos olhos.

“Eu é que sou esquisita mesmo, e sei que pago um preço alto por isso. Mas eu sou muito focada no ofício de atriz, no trabalho mais artesanal. E sinto que na TV não dá tempo de fazer isso, é um trem expresso, uma coisa meio pizza, sabe?”, filosofa. “Para ser bem sincera, eu nem vejo televisão”, revela.

Leia mais: Luana Piovani relembra esnobada da Globo quando pediu para ir ao Emmy: “Fiquei dois dias mal”

Antes do Emmy, Denise já fez trabalhos na Globo

A saber, a preferência pelo teatro não deixa o portfólio da atriz sem trabalhos em teledramaturgias. Afinal, a série Psi foi um exemplo de que a TV pode render bons frutos a ela.

Além disso, Denise já atuou em produções da Globo. Ela esteve nas minisséries Maysa – Quando Fala o Coração (2009) e Dalva & Herivelto (2010), bem como nas séries A Teia (2014) e em Assédio, deste ano, que está sendo veiculada na GloboPlay. “Eram papéis interessantes, um trabalho muito bem feito, com certo cuidado”, relembra.

Quanto às novelas, ela aceitou o papel em uma somente, Amor Eterno Amor (2012). “E eu só fiz porque o Papinha [o diretor Rogério Gomes] me disse que era uma participação, que ela supostamente morreria no início e só voltaria no fim”, conta Denise.

Na novela de Elizabeth Jhin, mesma autora de Espelho da Vida, ela interpretou Angélica, mãe de criação do protagonista Rodrigo, papel de Gabriel Braga Nunes.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio