Estrelando a série Homens?, Fábio Porchat fala sobre machismo no Luciana by Night: “A gente precisa se policiar”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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Luciana Gimenez entrevista Fábio
Porchat em mais uma edição de seu talk show na RedeTV!, nesta terça-feira (23), às 22h45. No palco do Luciana
by Night
, o comediante fala sobre a série Homens? e opina sobre como é fazer humor atualmente no Brasil.

Criada e protagonizada por
Porchat, Homens? aborda temas como
machismo, assédio, diversidade e padrões sociais. Ao falar sobre machismo, ele
admite: “Sou, claro, todo homem é!. A
gente precisa se policiar. Lógico que não sou machista babaca que pega na bunda
da mulher passando. Por exemplo, na estreia de Jurassic Park eu ganhei uma
máscara de dinossauro
”, recorda o convidado.

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Pensei em dar para sobrinho de uma amiga minha e minha mulher, Natalie, falou: ‘Por que você não dá para a Nina, filha da Miá [Mello]? Ela vai amar’. Eu disse: ‘Não, mas isso é um brinquedo meio bruto, mais de menino’. Ela rebateu: ‘Por que é de menino?’. Respondi: ‘É, porque sei lá’. Realmente, fui machista”, conntinua ele.

Também na atração, Porchat discorda de que o politicamente correto estaria atrapalhando o trabalho dos comediantes. “Ele [o politicamente correto] te faz pensar. Muita gente fazia uma piada e, se alguém se ofendesse, dizia: ‘Ah, nem pensei na hora’. Não é muito ruim a gente falar uma coisa que a gente nem pensou? É melhor falar uma coisa que a gente pensou”, afirma.

“Não existe isso de que fazer humor está difícil”. Acho que os tempos mudaram para todo mundo. Fazer publicidade está diferente, fazer jornalismo está diferente, fazer programa de televisão… Está tudo diferente, mas a gente tem que se adaptar”, conclui o entrevistado.

Porchat relembra sua carreira

Relembrando algumas passagens
pela TV, Fábio Porchat comenta sobre o programa que comandou ao lado de Tatá
Werneck no canal Multishow, o Tudo pela
Audiência
, entre 2014 e 2016.

A gente zoava, sacaneava e eu acho que a gente devia ter sido preso. A
Tatá beijou o João Kléber de língua, cara!”,
brincou, elogiando a colega: “Ela é genial. Está gravidíssima agora. Fazer
o programa com ela foi sensacional. Ela é o máximo, rápida, ágil. Era uma dupla
real, não tinha competição
”.

Sobre o Programa do Porchat, extinto no final de 2018 na Record, o
comediante afirma ter sido uma experiência que lhe trouxe grande satisfação
artística. “Achei que o programa estava
bom, a crítica falando bem, o público gostando, estava super feliz, mas pensei:
‘Será que o programa vai ter mais um ano de vida? Será que eu consigo mais 250
convidados interessantes com boas histórias?. Acho que agora é a hora de
parar’. Foi uma decisão totalmente consciente
”, pondera.  

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