Escolinha do Professor Raimundo estreia nova temporada na Globo; veja outros humorísticos a serem revisitados

Publicado há um ano
Por Fábio Costa
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No domingo passado (28 de julho), a Globo estreou a quinta temporada da nova versão da Escolinha do Professor Raimundo. Desde 2015 Bruno Mazzeo revive o personagem criado por seu pai, Chico Anysio, no começo dos anos 1950. Ídolos do humor brasileiro moderno como Maria Clara Gueiros, Marcelo Adnet e Dani Calabresa dão nova cara a personagens clássicos como Dona Cândida, Rolando Lero e Catifunda. A empreitada alcançou bastante sucesso, tanto na Globo quanto no Canal Viva, que geralmente a exibe primeiro e diariamente. Com toda a certeza, a exemplo da Escolinha do Professor Raimundo há outros humorísticos a serem revisitados. Vamos relembrar alguns que merecem a oportunidade de serem conhecidos pelas novas gerações.

Chico Anysio Show

Apresentado pela Globo entre 1982 e 1990, o Chico Anysio Show era feito por Chico Anysio desde o começo dos anos 1960, em diversas emissoras. Uma boa homenagem a Chico, talvez nos 10 anos de sua morte, seria uma série de programas especiais com diversos humoristas revivendo os personagens clássicos do mestre. Só para exemplificar, Salomé, Nazareno, Tavares, Popó, Bozó e Veio Zuza seriam boa pedida.

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Viva o Gordo: atração por pouco já não constaria entre os humorísticos a serem revisitados

Alguns anos atrás, o nome de Leandro Hassum foi apontado pela imprensa como líder de um revival do Viva o Gordo. Jô Soares liderou a primeira versão do programa entre 1981 e 1987 na Globo, na maior parte do tempo às segundas-feiras, a saber. Personagens e bordões do programa se tornaram clássicos, como “Você não quer que eu volte!” (Sebá, o último exilado brasileiro, falando de Paris), “Meu nome é trabalho”, o Reizinho, os locutores do “Jornal do Gordo” (Jô e Paulo Silvino), só para ilustrar.

Em 1988, quando Jô Soares trocou a Globo pelo SBT, levou o formato consigo, rebatizado de Veja o Gordo. Na ocasião o programa ficou até 1990 e depois Jô passou a se dedicar apenas a seu talk show, o Jô Soares Onze e Meia. Na volta à Globo em 2000, o Programa do Jô reprisou por algum tempo esquetes do Viva o Gordo, no quadro “Do Fundo da Caneca”. Hoje em dia Leandro Hassum não é mais gordo, o que torna inviável sua escalação para uma eventual releitura do programa. Mas por que não Otávio Müller, por exemplo?

TV Pirata: mesmo difícil de “copiar”, um dos humorísticos a serem revisitados

No final dos anos 1980, o TV Pirata surgiu como uma lufada de ar novo no humor. Sob direção-geral de Guel Arraes, o projeto reuniu astros das novelas como Ney Latorraca e Cláudia Raia. E jovens talentos do humor. Só para exemplificar, Débora Bloch, Diogo Vilela, Cristina Pereira, Louise Cardoso, Regina Casé, Guilherme Karam e Luiz Fernando Guimarães. Além de Marco Nanini e Pedro Paulo Rangel. Os quadros do programa satirizavam a programação da televisão, tanto da Globo quanto das concorrentes. E também os comerciais. É inesquecível a paródia do gênero telenovela intitulada “Fogo no Rabo”. “Plantão da Farmácia Central”, “Morro do Macaco Molhado” e “Piada Em Debate” também estão na memória dos telespectadores. No ar de 1988 a 1992, teve uma pausa entre 1990 e 1991.

Com efeito, TV Pirata absorveu experiências e linguagens testadas anteriormente. E os humorísticos posteriores também tiveram-no como uma de suas referências. Recentemente, o Tá no Ar – A TV na TV mostrou mais uma vez a eficácia da sátira bem feita. E o Casseta & Planeta Urgente, cujos realizadores estiveram diretamente envolvidos no TV Pirata, manteve e aprimorou esse humor. Em tempos de Zorra renovado e de acentuado tom crítico, um revival do TV Pirata com elenco escolhido a dedo e com liberdade de criação não seria uma ideia ruim. Não apenas com nomes convencionais do humor, como também com escolhas “inusitadas”. Nesse sentido, a exemplo do próprio original.

O Belo e as Feras

https://www.youtube.com/watch?v=7Xa-HQMdtXA

Em 1999, Chico Anysio liderou essa atração semanal com histórias completas a cada programa. Sem personagens nem elenco fixos, O Belo e as Feras reunia como as mulheres da vida de Chico Anysio as grandes estrelas da Globo. Só para exemplificar, Regina Duarte, Fernanda Montenegro, Vera Fischer e Eva Todor estiveram entre as atrizes convidadas. Aliás, o título era uma brincadeira com essa proposta de unir Chico e elas. Não comparando os profissionais, quem sabe Diogo Vilela ou Nelson Freitas pudessem cumprir a tarefa de “substituir” Chico numa retomada especial do programa, por exemplo.

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