“Era uma necessidade”, diz Fabrício Boliveira sobre papel em Segundo Sol

Publicado há um ano
Por Gabriel Vaquer
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Destaque na novela Segundo Sol (2018) e protagonista do filme Simonal, que entrou em cartaz nos cinemas nesta semana, o ator Fabrício Boliveira falou sobre o novo papel e também contou sobre o sucesso que teve na novela de João Emanuel Carneiro.

Em entrevista para o Conversa com Bial, da Globo, na noite desta sexta-feira (9), o ator disse que seu papel na novela foi muito importante para discutir a representatividade negra nas novelas. Ele afirmou que Roberval, seu personagem, vendeu uma nova imagem no negro no Brasil.

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“Eu acho que era uma necessidade, ter um personagem desse tipo complexo, fora do que querem colocar a imagem do negro no Brasil e na televisão. Esse foi o retrato de um possível novo Brasil se livrando do Brasil escravocrata. Não dá mais pra gente ficar calado sobre isso”, disse Boliveira.

Em relação ao filme que foi lançado, Fabrício Boliveira viu um paralelo entre o Brasil da Ditadura Militar e o Brasil do atual Governo Bolsonaro. Boliveira diz estar sentindo viver quase uma ditadura por conta da falta de liberdade do que falar nas redes sociais e na sociedade.

“Nós gravamos esse filme em 2016 e eu jamais pensei que nós viveríamos nesse momento. O filme se passa na ditadura, e eu hoje, creio, vivemos no caminho de uma ditadura. O país está polarizado. Vivemos um estado de exceção. Hoje eu preciso me representar como uma pessoa negra”, concluiu Boliveira.

O ator ainda não tem um trabalho futuro agendado na televisão. Seu nome está disponível para futuros trabalhos. Ele tem contrato fixo com a Globo e deve ser escalado para uma nova produção logo menos.

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