Em tempo de festas juninas, relembre alguns caipiras simpáticos da teledramaturgia

Publicado há 3 anos
Por Fábio Costa
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Junho é mês de quermesse, quentão, pamonha, pé-de-moleque, fogueira, correio elegante… Festa junina lembra interior, que lembra a figura do caipira, tão diminuída por alguns, tão querida por tantos. Na nossa teledramaturgia temos diversos exemplos de interioranos simpáticos, muito sábios em sua ausência de cultura, que muito tiveram a nos ensinar sobre as coisas da vida por meio dos contrastes entre campo e cidade. Vamos relembrar alguns deles.

Olga e Zeca (Jussara Freire e Paulo Figueiredo)
A história da sofrida Dona Lola (Nicette Bruno e Irene Ravache) e seus muitos momentos tristes em Éramos Seis, novela de Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho baseada na obra de Maria José Dupré, também teve muitos momentos engraçados, que ficaram a cargo de sua irmã caçula Olga e de seu marido, o farmacêutico Zeca. Na versão produzida pela Rede Tupi em 1977 eles foram interpretados por Jussara Freire e Paulo Figueiredo, e no SBT em 1994 ficaram a cargo de Denise Fraga e Osmar Prado. Olga tinha mania de grandeza, sonhava com uma vida de luxo e vivia puxando o saco da única parente rica, a Tia Emília (Nydia Lícia e Nathália Timberg). Quanto a Zeca, em suas escapadas para a capital a fim de resolver questões ligadas à farmácia dava suas escapadas a um cabaré onde chegou a manter um relacionamento com a vedete Paulette (Marivalda e Rosi Campos).

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Globo adquire os direitos de Éramos Seis e SBT não pode reexibir a trama

Aninha (Simone Carvalho)
Na primeira versão de Paraíso, novela de Benedito Ruy Barbosa com direção geral de Gonzaga Blota exibida pela Globo em 1982/83, a jovem Ana Célia, a Aninha, chamava a atenção de todos por sua beleza. Neta de Dona Ida (Henriqueta Brieba), proprietária de uma pensão, a moça chamou logo a atenção de Otávio (Mário Cardoso) e Ricardo (Caíque Ferreira), hóspedes vindos da cidade grande, universo que a fascina. Seu bordão “Vai catar lata” ficou na memória dos espectadores. Na versão produzida em 2009 Aninha foi interpretada por Juliana Boller.

Éramos Seis: relembre todas as versões desse clássico da TV

Aninha (Simone Carvalho) e Ricardo (Caíque Ferreira) na primeira versão de Paraíso

Sassá Mutema (Lima Duarte)
Seu nome na verdade era Salvador da Silva, mas todos só o chamavam de Sassá Mutema em O Salvador da Pátria, novela de Lauro César Muniz com direção geral de Paulo Ubiratan, exibida em 1989 pela Globo. Nascido no interior de Minas Gerais, ele vivia numa cidade paulista, a fictícia Tangará, e trabalhava colhendo laranjas na fazenda do deputado federal Severo Toledo Blanco (Francisco Cuoco). Do boia-fria analfabeto que é usado pelo político como bode expiatório de seu caso com a jovem Marlene (Tássia Camargo) até o articulado e culto homem que conquista a professora Clotilde (Maitê Proença) e desbarata uma quadrilha de tráfico de drogas, Sassá teve mostrada na novela sua trajetória, e conquistou uma das maiores audiências da televisão brasileira.

Januário (Taumaturgo Ferreira)
O simplório empregado da fazenda de Petrucchio (Eduardo Moscovis), apaixonado por Lindinha (Vanessa Gerbelli), a sobrinha de outro empregado, Cornélio (Pedro Paulo Rangel), rendeu bons momentos aos espectadores de O Cravo e a Rosa, novela de Walcyr Carrasco e Mário Teixeira exibida pela Globo em 2000/01, com direção geral de Walter Avancini e Mário Márcio Bandarra. Lindinha era apaixonada pelo patrão e por isso desprezava Januário, que vivia correndo atrás dela sempre carregando debaixo do braço sua porquinha de estimação – que também se chamava Lindinha, em homenagem à amada. A jovem passa a dedicar uma atenção maior a ele quando se descobre que Januário é filho de um homem muito rico, Joaquim (Carlos Vereza), mas seu amor pelo rapaz se revela verdadeiro no final das contas.

Timóteo (Marcello Novaes)
Estrela, a querida vaca, ouviu muitos lamentos e frases de revolta do caipira apaixonado por sua prima Márcia (Drica Moraes) em Chocolate Com Pimenta, novela de Walcyr Carrasco com direção geral de Jorge Fernando exibida em 2003/04 pela Globo. Os dois eram primos da protagonista da história, Ana Francisca (Mariana Ximenes), e viviam na zona rural de Ventura, a cidade fictícia em que a novela se passava, ao lado de Margarido (Osmar Prado), pai de Márcia, da avó Carmem (Laura Cardoso) e da agregada Dália (Carla Daniel). Esse núcleo bem caipira e engraçado foi um dos pontos altos da novela, que fez grande sucesso.

Mirna (Fernanda Souza) e Crispim (Emílio Orciollo Netto)
Os dois irmãos, mais o Tio Nardo (Emiliano Queiroz), que trabalhavam no cultivo e venda de rosas para o protagonista Rafael (Eduardo Moscovis), também renderam risadas ao público que acompanhou Alma Gêmea, mais uma novela das 18h de Walcyr Carrasco na Globo, com direção geral de Jorge Fernando. O maior sonho da vida de Mirna era se casar, e seu maior pretendente foi Jorge (Marcelo Faria), a quem realmente se uniu após muitos candidatos à sua mão serem expulsos do sítio pelo ciumento irmão Crispim. Muitas foram as cenas de personagens caindo no chiqueiro do sítio e conversas de Mirna com a pata Doralice.

https://www.youtube.com/watch?v=Ix7ejh22vgs

Candinho (Sérgio Guizé)
Após uma história ambientada na Bahia – a adaptação de Gabriela (2012), da obra de Jorge Amado – e algumas novelas urbanas e atuais – Amor à Vida (2013/14) e Verdades Secretas (2015) –, o novelista Walcyr Carrasco voltou a abordar o campo em Eta Mundo Bom, com a qual também voltou ao horário das 18h da Globo, em 2016. O personagem principal era Candinho, que fora criado por uma família numa fazenda no interior de São Paulo e desconhecia ser filho de uma milionária, Anastácia (Eliane Giardini). Apaixonado por Filomena (Débora Nascimento), filha mais velha da família que o criara, Candinho acaba sendo alvo da cobiça da bela Sandra (Flávia Alessandra), sobrinha de Anastácia que deseja tomar posse da fortuna da tia. “Na vida, tudo que acontece de ruim é pra melhorar” era seu lema.

Ofélia (Vera Holtz)
A matriarca da família Benedito em Orgulho e Paixão, atual novela das 18h da Globo, escrita por Marcos Bernstein e com direção artística de Fred Mayrink, tem por maior objetivo na vida casar suas cinco filhas com rapazes que sejam de bem – e de posses. Já conseguiu com Cecília (Anajú Dorigon), que se casou com Rômulo (Marcos Pitombo), e Jane (Pamela Tomé) conquistou o coração de Camilo (Maurício Destri), o herdeiro de Julieta Bittencourt (Gabriela Duarte), a “Rainha do Café”. Mariana (Chandelly Braz) e a caçula Lídia (Bruna Griphao) ainda batem cabeça por causa de seus pretendentes, mas a maior dor de cabeça de Ofélia é a filha mais velha, Elisabeta (Nathália Dill), que não se acerta de vez com Darcy Williamson (Thiago Lacerda) embora ambos se amem.

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