Em 2003, Gilberto Barros se tornava “onipresente” na Band com Boa Noite Brasil

Publicado há 4 anos
Por André Santana
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Há exatos 14 anos, em 12 de maio de 2003, o apresentador Gilberto Barros ganhou bastante espaço na televisão brasileira. O “Leão”, que já estava à frente do Sabadaço, exibido nas tardes de sábado da Band, ganhou uma nova atração, o Boa Noite Brasil. Exibido de segunda a sexta-feira na faixa das 22 horas, o novo programa de Barros substituiu as sessões de filmes que a emissora costumava exibir no horário e “turbinou” a audiência da emissora.

Gilberto Barros já havia acumulado funções e programas anteriormente. Antes de se transferir para a Band, o apresentador batia cartão na Record, onde chegou a apresentar três programas diários ao vivo simultaneamente: o Disque Record, ao meio-dia; o Cidade Alerta, às 18h; e o Leão Livre, às 20h30. Quando deixou o canal, o animador estava à frente do semanal Domingo Show. Foi para a Band em 2002, numa época em que a emissora dos Saad buscava popularizar sua programação, lançando vários programas ao vivo. Gilberto Barros foi o escolhido para reformular o sábado da Band, estreando naquele ano o programa de variedades Sabadaço.

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O semanal levantou o Ibope da Band e animou a emissora a investir mais em Gilberto Barros. Daí surgiu a ideia do Boa Noite Brasil, que “ressuscitava” um antigo título de programa de auditório do canal, apresentado por Flavio Cavalcanti nos anos 1980. O objetivo inicial era lançar o Boa Noite Brasil nas noites de quarta, para que Gilberto Barros resgatasse a ideia do Quarta Total, game show que apresentava na Record com bons resultados. No entanto, logo o projeto de programa semanal se tornou um projeto de programa diário, que estreou em 2003.

Seguindo a linha do programa de auditório popular com variedades, Boa Noite Brasil contava com diversos quadros, que iam se revezando ao longo da semana. Em sua estreia, “Leão” recebeu muitos convidados, como Felipe Camargo, Leão Lobo, Thierry Figueira, Oscar Magrini, Olga Bongiovani, Astrid Fontenelle e a cantora Gil. Com uma estreia tímida, Boa Noite Brasil viu sua audiência crescer aos poucos, chegando aos 5 pontos de média no Ibope, ótimo índice para os padrões do canal. Com o sucesso, foi ganhando mais tempo no ar, chegando até o início da madrugada. Em algumas ocasiões, Boa Noite Brasil chegava à liderança no Ibope ao concorrer com o Programa do Jô.

Entre os quadros mais famosos do programa estavam o Desafio dos Artistas, tradicional competição entre artistas que Gilberto Barros comandava também em seus programas na Record e no Sabadaço. Havia também o Coletiva, quando um convidado era sabatinado por vários jornalistas, e o Na Cozinha com o Leão, no qual o apresentador fazia uma entrevista enquanto cozinhava. Dois quadros, em especial, fizeram muito sucesso enquanto o programa esteve no ar: Alfinetadas e De Cara com a Fera. No primeiro, Gilberto Barros recebia o estilista Ronaldo Ésper, que comentava as roupas dos famosos sempre de maneira bastante ácida; o quadro fez tanto sucesso que acabou migrando para a RedeTV!, integrando o Superpop. Já o segundo era a famosa “máquina da verdade”, no qual o apresentador recebia um convidado que era entrevistado ligado ao polígrafo, aparelho “detector de mentiras”.

Aos poucos, no entanto, Boa Noite Brasil foi perdendo força na briga pela audiência. Em setembro de 2004, deixou de ser exibido às segundas, dando espaço na grade à série Dragnet. Em 2006, deixou de ser exibido também às sextas, ficando no ar de terça a quinta. A atração ficou no ar até janeiro de 2007, quando a Band resolveu tirar tanto o Boa Noite Brasil quanto o Sabadaço da programação. Gilberto Barros voltaria ao ar apenas em abril do mesmo ano, no comando do game show semanal A Grande Chance, exibido inicialmente às terças-feiras e, depois, aos sábados. Em junho de 2008, a Band cancelou a produção do game e Gilberto Barros deixou a emissora.

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