Elenco e Miguel Falabella falam sobre Eu, a Vó e a Boi, série do Globoplay

Publicado há um ano
Por Guilherme Rodrigues
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Uma história de inimizade de mais de 60 anos. Uma guerra declarada entre duas vizinhas capazes de tudo para prejudicar a vida uma da outra. De um lado, Turandot (Arlete Salles); do outro, Yolanda (Vera Holtz), a ‘Boi’ – apelido dado pela primeira, ao concluir que ‘vaca’ está fora de moda.

Ninguém sabe quando tudo começou, mas já aposentadas, viúvas e, portanto, dispondo de tempo livre o suficiente nas mãos, nenhuma delas tem a menor intenção de propor um tratado de paz.

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Em meio a esse embate, o neto em comum, Roblou (Daniel Rangel), tenta sobreviver ao ambiente hostil onde foi criado e se agarra à única oportunidade que encontra em seu caminho: Demimur (Valentina Bulc), menina cheia de sonhos com quem descobre as alegrias e as dores do amor.

Marlon (Magno Bandarz), Yolanda (Vera Holtz), Matdilou (Matheus Braga) e Montgomery (Marco Luque)

É pelo seu ponto de vista, um tanto fragilizado, que o público acompanha as constantes desavenças entre as duas senhoras. “O que mais me chamou a atenção, desde o primeiro teste, foi que o Roblou quebrava a quarta parede. Ele dialoga com os personagens e com o público ao mesmo tempo. Desde o início eu sabia que seria um papel totalmente diferente, algo que eu nunca tinha feito”, revela Daniel.

storyline de Eu, a Vó e a Boi, apesar de nada convencional, tem como pano de fundo a vida real. Em 2017, Eduardo Hanzo decidiu compartilhar com seus seguidores no Twitter a bélica – e muitas vezes cômica – relação de inimizade entre sua avó e a vizinha dela.

A história viralizou e chamou a atenção de Gloria Perez, que, assim como um grande número de internautas, achou que a postagem divertida na rede social renderia um roteiro de televisão.

Autor

Yolanda (Vera Holtz) e Turandot (Arlete Salles) molham uma a outra em um duelo com mangueira d’água.

Nas mãos de Miguel Falabella, a narrativa deu origem a uma série de humor ácido, com personagens alucinados e, ao mesmo tempo, absolutamente comuns. “Embora seja uma série de humor, com tipos muito inusitados, ela também coloca o dedo na ferida. Hoje temos um país sentido, dividido. O discurso é sempre da truculência. E isso é o que a avó e a Boi fazem nessa história. Elas não argumentam, elas agem uma contra a outra. São situações engraçadas, mas por trás desse humor as coisas são ditas”, revela o autor.

Arlete Salles comemora a oportunidade de interpretar mais um texto de Miguel Falabella. “O Miguel sempre me traz grandes personagens e a Turandot é um deles. É um trabalho contemporâneo, moderno. Tem a poesia, tem a crítica, tem a sátira… Foram meses vivendo intensamente com as mesmas pessoas. Então a gente se afeiçoa, se descobre, se reconhece. Já estou vivendo com saudades no coração”, entrega a atriz.

A trama se passa na Tudor Afogado, uma rua cinza e monocromática inspirada no subúrbio carioca. Separadas por uma vala que praticamente materializa a aura de ódio e rancor entre as vizinhas, vivem frente a frente as famílias das duas.

Por ali, ninguém escapa ileso dos boicotes diários praticados pelas matriarcas. Quando Norma (Danielle Winits) e Montgomery (Marco Luque), filhos das rivais, se apaixonam perdidamente, tudo parece sentenciado ao caos eterno. Nem mesmo o nascimento dos netos Roblou e Matdilou (Matheus Braga) abre uma trégua entre as duas senhoras.

Turandot (Arlete Salles), Celeste (Giovana Zotti), Norma (Danielle Winits) e Roblou (Daniel Rangel)

Ao longo de 12 episódios, os personagens surgem em cena com reações e atitudes que beiram o absurdo. “São todos alucinados, com relações alucinadas. Na série não há uma cronologia muito rígida. São fatias de emoção. Os personagens reagem aos estímulos das situações propostas. É como se fosse a toca do coelho da Alice, em que a gente mergulha e vai viver um universo paralelo”, explica o diretor artístico Paulo Silvestrini.

Vera Holtz celebra a identificação com o diretor artístico Paulo Silvestrini, já que ambos estrearam em uma obra de Miguel Falabella. “Pensei que seria curioso trabalhar dentro de uma dramaturgia que é tão própria, como é a do Miguel Falabella, mas com um diretor que teria um outro olhar. Essa foi a primeira coisa que me chamou a atenção na série. E eu adorei. Também gostei muito de trabalhar pela primeira vez com a Arlete Salles. A nossa sintonia foi imediata! A equipe toda era maravilhosa”, elogia Vera.

Eu, a Vó e a Boi é uma série original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo. Criada e escrita por Miguel Falabella, com Flávio Marinho e Ana Quintana, a partir de uma ideia original de Eduardo Hanzo, a obra tem direção artística de Paulo Silvestrini e direção de Mariana Richard.

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