Elenco de Pega Pega comemora a reprise da novela e relembra o trabalho

O enredo de Claudia Souto inicia sua reprise na próxima segunda-feira

Publicado em 14/7/2021
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Talvez eles estivessem no local errado, na hora errada, com as pessoas erradas. Sandra Helena (Nanda Costa), Agnaldo (João Baldasserini) e Júlio (Thiago Martins) foram convencidos por Malagueta (Marcelo Serrado) a embarcarem no ousado roubo de 40 milhões de dólares do bon vivant Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), após a venda do hotel Carioca Palace para Eric (Mateus Solano). Cada um com suas motivações, os quatro entraram numa verdadeira roubada cuja história se desenrola na trama de Pega Pega, que está de volta a partir de segunda, dia 19 de julho, em edição especial.

Se na primeira exibição da novela o público se apegou aos ladrões, desejando que eles não encostassem no dinheiro e fossem absolvidos, João Baldasserini, que deu vida a Agnaldo, não está certo sobre como o público se posicionará desta vez.

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Agnaldo (João Baldasserini) de Pega Pega (Divulgação – TV Globo)

“A novela vai passar num momento em que as pessoas estão questionando o que está acontecendo com mais rigor”, diz o ator, colocando em dúvida essa predileção pelos ‘vilões’. Por outro lado, Baldasserini acredita que a humanização detalhada por Claudia Souto, autora, e Luiz Henrique Rios, diretor artístico da novela, de cada personagem ajuda na identificação das pessoas.

“Foi tudo muito bem escrito, cada ladrão, cada característica dos personagens tão bem colocadas, que tivemos a oportunidade de desenvolver essas pessoas, essas relações, de forma a trazer graça a eles. São diferentes de uma pessoa sem caráter”, completa.

Marcelo Serrado, que interpretou Malagueta, concorda com João. “Cada um achou um caminho e essa torcida para os vilões foi uma coisa muito maluca. Apesar de Claudia e Luiz serem mestres, terem levado com leveza e com humor esses personagens, fizeram com que o público se encantasse com esses quatro”, reforça.

Malagueta (Marcelo Serrado) de Pega Pega (Divulgação – TV Globo)

Colega de cena, Thiago Martins, que deu vida a Júlio, aposta no carisma dos personagens. “Cada um com sua particularidade teve seu objetivo no roubo. Comparado a tudo e a todos que vêm roubando há tanto tempo, eu acho que somos muito pequenos. Acredito que as pessoas vão continuar torcendo para que os ladrões saiam desse crime de forma legal. E acho que o fato de termos trazido essa história com tanta alegria a deixará mais leve. As pessoas vão se identificar e se divertir”, complementa.

Júlio (Thiago Martins) de Pega Pega (Divulgação)

Para Nanda Costa, que viveu a camareira Sandra Helena, ela, Agnaldo e Júlio entraram mesmo numa roubada. “Eles não tinham a menor experiência com isso, não sabiam como fazer, entraram na onda do Malagueta, que era mais estrategista, mais inteligente. Acho que eles nem pensaram nas consequências, no caráter, na ética, em nada. Foram impulsivos. Fizeram uma coisa extremamente errada e vão pagar no decorrer da história”, diz a atriz.

Sandra Helena (Nanda Costa) de Pega Pega (Divulgação)

A famosa lembra, ainda, que foi no momento que o personagem de João Baldasserini vai para a prisão que começaram a fazer as famosas dancinhas dos bastidores, sucesso a parte na primeira exibição da novela.

“O João estava triste porque estava há semanas gravando na cela, sem encontrar com o elenco, e nos encontramos para almoçar. Chamei ele para dançar, postamos e aí começou a repercutir. Fizemos um apelo na época para a Claudia nos tirar da cadeira – Sandra Helena também foi presa na época”, lembra Nanda, aos risos.

Agnaldo (João Baldasserini) e Sandra Helena (Nanda Costa) em Pega Pega (Foto: Paulo Belote/TV Globo).

Para a autora, o debate ético é sempre atual. “É bom provocar o público com todas essas questões. Além de ética, vamos falar de diversidade, racismo, sempre com leveza. Torço para que as pessoas embarquem com a gente novamente”, comenta Claudia Souto.

O diretor artístico Luiz Henrique Rios concorda: “É uma novela que fala muito sobre a escolha ética de cada um, não fala só sobre as grandes questões. A ética é uma situação particular. Todos nós escolhemos todo dia o que é bom, o que é ruim. O que é certo, o que é errado. Eu acho que isso não vai acabar nunca, essa novela é eterna. Esse assunto não tem superação, é um assunto para sempre. Quais escolhas fazemos, como escolhemos, o que resulta cada escolha que fazemos”.

Além dos debates que envolvem os personagens ladrões, a primeira novela assinada por Claudia traz ainda muitos conflitos, como a trama de Sabine (Irene Ravache), que sequestra Dom (David Júnior) ainda criança, roubando-o de Madalena (Virgínia Rosa) e Cristovão (Milton Gonçalves); o triângulo amoroso vivido por Pedrinho, Arlete (Elizabeth Savala) e Sabine; a paixão platônica de Maria Pia (Mariana Santos) por Eric; e a mentira que toma conta do início do relacionamento de Eric e Luiza (Camila Queiroz), que não sabe sobre a venda do hotel de seu avô, Pedrinho.

Ao falar sobre sua personagem, Sabine, Irene Ravache lembra todas as fraquezas que a envolveram em suas duas principais tramas: o romance com Pedrinho Guimarães e sua relação com o filho Dom.

“Ela sequestra uma criança e acaba com a felicidade de uma família. Tem o discurso de que faz isso por amor, mas não. Ela faz isso porque é desequilibrada. O que não impede ela de amar esse filho. Sabine tem uma ligação com o Pedrinho a quem ela não perdoa”, destaca a veterana.

Sabine (Irene Ravache) de Pega Pega (Divulgação/Globo)

“Algo que aconteceu no passado deles. E isso é bom para o público ver porque todo mundo passa por coisas duras, difíceis, dolorosas. Há dois caminhos: ou você vai achar que o mundo lhe é devedor e vai criar uma amargura, atingindo as pessoas ao seu redor; ou você vai cuidar da sua cabeça, seja com um curandeiro, um amigo, um psicólogo, psiquiatra, padre, professor”, reflete Irene.

Para David Júnior, amor de mãe é algo que não se explica. “Querendo ou não, Dom foi criado por essa mulher, recebendo amor dela. Não tinha noção do que ela tinha feito. Para ele, aquilo era real. Por outro lado, quando ele encontra sua família, é o laço de sangue. Tem toda uma ancestralidade, uma referência”, analisa o ator.

Dom (David Junior) de Pega Pega (Divulgação)

“Ele cresceu na Suíça. Imagina um homem negro crescendo num país majoritariamente branco. Encontrar uma família parecida com ele, se reconhecer na mãe, no pai, isso traz um laço muito forte. Um amor que transcende muita coisa. Essas relações trazem tudo o que o ator entrega, o que a Claudinha Souto escreveu lindamente. Acho que essa humanização tem muito da escrita, da direção e do que conseguimos entregar como pessoa. Muito do que a gente consegue dar, da empatia que a gente consegue entregar nessa história”, compartilha.

Virgínia Rosa, que interpreta Madalena, mãe biológica de Dom, que teve seu filho roubado por Sabine, também destaca a humanização dos personagens. “Embora tenha o certo e o errado, a luz e a sombra, a todo momento descobrimos o personagem e criamos uma afinidade com ele porque ele mostra o que somos. Na tela ou fora dela. Eu acho que foi um caminho construído através do texto da Claudia, da direção do Luiz e acho que nós fizemos bem de nos submeter a cada personagem que nos foi direcionado. De achar essa particularidade”, ponderou.

Madalena (Virginia Rosa) e Dom (David Junior) de Pega Pega (Divulgação/TV Globo)

“No meu caso, a Madalena, essa mãe que tinha muita raiva do marido, o Cristovão. Mas ao mesmo tempo ela era a bondade em pessoa. Se formos julgar a Madalena, ela tinha esse rancor que não abria mão. Quando o filho aparece, é dobrada pelo amor. É algo que acontece com todo ser humano, por mais que a gente julgue. Todo mundo tem uma semente de bondade dentro de si, eu acredito nisso. Hoje em dia, nas novelas, quem escreve tem uma preocupação em humanizar. Quando você humaniza, cria essa afinidade com o público. Não fica mais aquela história de que é má ou boa. Não somos assim”, diz Virginia.

Sobre o triângulo amoroso de Sabine, Arlete e Pedrinho, Elizabeth Savala é categórica. “Todo mundo está cada vez mais careta, eu duvido que as pessoas queiram que a gente viva um triângulo mesmo”, brinca a atriz.

Arlete (Elizabeth Savala) de Pega Pega (Divulgação/TV Globo)

Para Marcos Caruso, as novelas sobrevivem de triângulos amorosos. “Hoje nós já estamos no tempo de pentágono, de hexágono, octógono. Quem não entendeu o triângulo é porque é quadrado. Além disso, novela boa tem que ser reprisada, tem que ser revista. E novela boa é aquela que você, como ator, quando faz, se emociona e se diverte lendo, fazendo e vendo. Novela boa é a que você está louco para ir gravar, está louco para ler o próximo capitulo… Pega Pega é esse tipo de novela”, celebra o ator.

Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso) em Pega Pega (Reprodução/TV Globo).

Quem também está animada com o retorno da obra é Mariana Santos, que tem um carinho especial por Maria Pia, sua estreia em novelas. “Ela é uma mulher cheia de problemas, com uma compulsão alimentar, uma família estranha, sem estrutura, uma relação difícil com os pais, uma relação de amor platônico com Eric, que era o melhor amigo dela, que ela guardava um segredo que a fazia acreditar que podia ter o amor desse homem”, apontou a estrela.

Maria Pia (Mariana Santos) de Pega Pega (Divulgação)

“A transformação de Maria Pia não foi só para o Eric. Não foi só estética. Ela veio se transformando, nem percebeu, veio transformada para o Malagueta. Vai sendo guiada pelo amor também. É uma personagem muito importante para mim, muito especial. Fez eu mudar minha visão de carreira. Foi um presentão, fico emocionada de lembrar do convite, da reunião com Luiz Henrique Rios”, comenta a atriz.

Mateus Solano e Camila Queiroz, que deram vida ao casal Eric e Luiza, lembram da época das gravações igualmente com carinho. “Tínhamos uma relação desse casal que gosto muito, que era a luz e a sombra. O Eric tinha passado por muita coisa, ele tinha uma sombra em cima dele. E a Luiza era como se fosse o sol dele, ela trazia essa alegria, essa leveza para sua vida, que justifica muito essa paixão dos dois. Acho que era um casal meio moderno, mas ao mesmo tempo com bases muito clássicas e românticas”, reflete a atriz.

Eric (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz) de Pega Pega (Divulgação – TV Globo)

Mateus concorda: “A Camila lembrou bem, falou perfeito, lembrou de toda essa história de luz e sombra. Mas lembro também de que tudo estava concentrado em contar essa história do roubo. Isso pegou muito o público. Até nós, como o casal, ficávamos nos enfiando, nos metendo, de alguma forma tentando entrar também nessa história do roubo. A trama foi muito bem construída em torno disso”.

O ator ainda completa: “Eu acho que a gente falou com leveza sobre assuntos tão pesados. A novela nos lembra que somos mocinhos e vilões das próprias vidas, que todos fazemos nossas escolhas. Isso tudo é muito importante para a gente se relativizar e apontar os dedos para si próprios na hora de lutar por um mundo melhor”.

Há, ainda, na novela, muito espaço para aventura, com a investigação conduzida por Antônia (Vanessa Giácomo) e Domênico (Marcos Veras); e diversão, com a Boate Strass, palco de inúmeros shows com caracterização e figurino impecáveis de uma turma de drag queens, aqui representada por Nando Brandão (Kika).

Marcos Veras como o Domênico de Pega Pega (Reprodução/TV Globo)

Entre polícia e ladrão, Marcos Veras se recorda que todos os personagens têm sua vilania. “Domênico está sempre do lado da lei, mas até para mostrar uma certa honestidade, pode se mostrar uma vilania. Essa brincadeira que a gente tinha na infância de polícia e ladrão é muito representada na novela. É uma novela de ação e apesar de falar de roubo, polícia, arma, prisão, nada disso transforma a novela em um produto de violência. É uma condução da Claudia e do Luiz. Você não vê violência, não vê sangue. Você consegue até rir e acompanhar como um pega pega mesmo”.

Vanessa Giácomo, que deu vida à policial Antônia, colega de investigação de Domênico, destaca a alegria dos bastidores das gravações. “O Marcos Veras, o Thiago Martins, Mateus Solano, Rodrigo Fagundes, todo o elenco, eu me diverti muito. E é uma alegria trabalhar com o Veras, que se tornou um grande amigo nesse trabalho. Ganhei um amigo para a minha vida. Mateus já era meu amigo, Thiago eu já conhecia também. Camila Queiroz, Jeniffer Nascimento viraram muito amigas. Construí realmente uma família, e é uma delícia rever esse trabalho, que foi tão feliz, tão gratificante para todo mundo. Com esse elenco incrível. Às vezes, quando estamos gravando, não conseguimos assistir tudo. Vai ser uma delícia acompanhar a novela inteira”, comemora Vanessa.

Antônia (Vanessa Giacomo) de Pega Pega (Divulgação)

Já sobre a Boate Strass, Nando Brandão, que interpreta a drag Kika, ressalta a importância de falar sobre diversidade e de respeito. “Estou emocionado por poder rever essa história, reencontrar as pessoas. Reencontrei amigos, fiz novos amigos”, comemora.

“Eu faço parte da sigla LGBTQIA+ e o Brasil é o país que mais mata LGBTQIA+ no mundo. Fazer uma personagem drag numa novela na Globo, quando o Brasil inteiro assiste, fazer essa personagem com tanto respeito, de maneira tão leve, ver o texto da Claudia com tanto respeito… As pessoas se sentiam representadas de fato. Era sobre respeito e amor. E a Claudia, junto com o Luiz, acertaram em cheio. Tenho muito orgulho de ter feito parte disso”, relembra o ator.

Pega Pega é escrita por Claudia Souto, com direção artística de Luiz Henrique Rios, direção de Ana Paula Guimarães, Dayse Amaral Dias, Luis Felipe Sá, Noa Bressane, e direção geral de Marcus Figueiredo.

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