Dramalhão que ‘previu’ a pandemia, Triunfo do Amor resgata história conhecida do público brasileiro

Bianca Castanho estrelou remake brasileiro da trama

Publicado há 17 dias
Por Felipe Brandão
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A estreia de Triunfo do Amor foi recebida com festa pelos fãs brasileiros de novelas mexicanas – e razões para isso não faltam. Uma delas é o fato de a novela reunir mais uma vez, como par romântico, os atores Maite Perroni e William Levy, repetindo a dobradinha de sucesso de Cuidado com o Anjo (2007).

O que talvez muitos ainda não saibam é que a história recém-estreada já foi vista outras vezes na TV nacional, ainda que em roupagens diferenciadas. Triunfo é uma adaptação livre de O Privilégio de Amar (1998), produção da Televisa que o SBT exibiu em mais de uma ocasião.

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A obra noventista é baseada na novela venezuelana Cristal (1985), a qual, por sua vez, ganhou uma versão brasileira homônima em 2006, pelas mãos do próprio Silvio Santos.

A mocinha Maria Desamparada, vivida por Perroni, correspondeu em O Privilégio de Amar à bela e sofrida Cristina (Adela Noriega). Já em Cristal, Bianca Castanho se encarregou de dar vida à heroína, também chamada Cristina – o título da trama faz referência ao nome artístico adotado pela personagem em sua carreira como modelo.

Adela Noriega e René Strickler protagonizaram O Privilégio de Amar (Foto: Divulgação / SBT)

‘Abandono’ redimido

Das três versões, Triunfo do Amor é a mais ‘diferentona’, permitindo-se uma liberdade criativa maior em relação ao texto original, da cubana Delia Fiallo. Isso fica claro já no primeiro capítulo da versão mais moderna 0 rodada pela Televisa em 2010.

Descobrimos por flashbacks, por exemplo, que Vitória (Victoria Ruffo) se separou da filha desaparecida – que virá a se revelar Maria – quando esta lhe foi roubada por um criminoso, contratado pela vilã Bernarda (Daniela Romo). Algo bem diferente do que ocorria tanto em O Privilégio de Amar como Cristal, onde a heroína era, de fato, abandonada recém-nascida pela própria mãe em um momento de desespero.

Estes acontecimentos prévios ao mote central, aliás, ganhavam destaque em uma primeira fase da história, com outros atores mais jovens dando vida aos personagens que apareceriam maduros na narrativa permanente – em Triunfo, os mesmos atores vivem as versões ‘rejuvenescidas’ de seus papéis nas memórias do passado.

Bianca Castanho e Dado Dolabella, protagonistas de Cristal (Divulgação / SBT)

Covid a la mexicana

Outro ponto interessante da trama recém-estreada está em uma espécie de ‘previsão’ do coronavírus que ela, involuntariamente, acabou fazendo. Explica-se: em O Privilégio de Amar, o drama da leucemia é retratado por meio do jovem Alonso (Toño Mauri), merchandising social também visto em Adam (Guilherme Trajano) na brasileira Cristal.

Esse mesmo personagem – agora interpretado por Mark Tacher – será visto adoecendo em Triunfo do Amor, mas agora por meio de um vírus desconhecido (e até então fictício) de fácil contágio e potencial mortal, o qual vem a contagiar também outras pessoas – inclusive os mocinhos, Maria e Max (William Levy).

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