Dona Anja estreava há 21 anos

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 09 de dezembro de 1996, estreava no SBT a novela Dona Anja. Baseada no livro original de Josué Guimarães, foi adaptada para a televisão por Cristianne Fridman e Yoya Wursch e dirigida por Roberto Talma, Luís Antônio Piá e Caco Coelho. Trata-se da segunda produção da JPO, de José Paulo Vallone e Talma, para a emissora de Silvio Santos.

A novela descreve o cotidiano da pequena cidade gaúcha de Rosário com a chegada de Dona Anja (Lucélia Santos), a noiva do coronel Quineu (Jonas Mello). Anja é uma mulher com imenso apetite sexual. Para melhor satisfazer a mulher, o coronel instala em sua casa uma mesa de bilhar e chama os rapazes da cidade para jogarem em sua casa e o ajudarem no “dever conjugal” com Anja. O coronel morre em uma de suas tentativas.

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Dona Anja herda seu casarão e o transforma em um bordel para poder ganhar dinheiro, frequentado por todos os homens da cidade, como o prefeito Francisco Salena (Luiz Guilherme), representante da Arena, e Pedrinho Macedo (Giuseppe Oristâneo), vereador do MDB. É na Casa de Anja que os políticos da cidade acompanham a aprovação da lei do divórcio.

A trama, então, retratava a sociedade hipócrita dos anos 1970, mostrando uma elite municipal identificada com o regime militar. Enquanto acompanhavam a votação da lei do divórcio na casa da cafetina, usufruindo de bebidas e prostitutas, eles faziam inflamados discursos a favor do casamento e a manutenção dos valores da “família tradicional”. Ou seja, apesar de retratar os anos 1970, a trama até hoje dialoga com a contemporaneidade.

Dona Anja foi a segunda produção da Fábrica de TV, ou JPO Produções, de Talma e José Paulo Vallone, para o SBT. A anterior havia sido Colégio Brasil, exibida entre maio e setembro daquele mesmo ano. A nova produção, no entanto, foi exibida mais tarde, na faixa das 22 horas. A ideia era bater de frente com Xica da Silva, que fazia sucesso na Manchete, usando das mesmas armas: uma história densa, com boa dose de erotismo. A JPO produziria, ainda, uma terceira novela para o canal de Silvio Santos: O Direito de Nascer, gravada em 1997 e exibida em 2001.

As primeiras cenas de Dona Anja foram gravadas na Estância da Figueira, em Camaquã, no Rio Grande do Sul. A fazenda já havia sido cenário da minissérie O Tempo e o Vento, exibida pela Rede Globo em 1985.

Ney Matogrosso regravou “Não Existe Pecado ao Sul do Equador” especialmente para a abertura da novela. A regravação serviu, também, para diferenciar do arranjo utilizado na novela Pecado Rasgado, exibida pela Globo em 1978, que tinha o mesmo tema de abertura. A nova versão do tema era cantada em tom de mambo e tinha o verso “vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor” – que não aparecia na versão de Pecado Rasgado, já que esse verso havia sido censurado na época.

Com 120 capítulos, Dona Anja substituiu Razão de Viver e foi substituída por Os Ossos do Barão na principal faixa de novelas do SBT. A trama chegou a ter uma reprise cogitada, mas o repeteco nunca aconteceu.

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Relembre a abertura de Dona Anja:

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