Dira Paes relembra com carinho o trabalho em Ti-ti-ti: “Me diverti muito nessa novela”

A personagem fica dividida entre Ariclenes e André

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A reprise de Ti-ti-ti no Vale a Pena Ver de Novo destaca uma série de personagens cativantes, como a costureira Marta, interpretada pela atriz Dira Paes. Trata-se de uma mulher batalhadora que permeia entre os dois grandes rivais da trama.

Melhor amiga de Ariclenes/Victor Valentim (Murilo Benício), ela tem um passado mal resolvido com André/Jacques Leclair (Alexandre Borges). Os dois namoraram na juventude e quando ele decidiu se tornar um estilista, foi ela quem confeccionou suas primeiras roupas, revelando-se uma costureira talentosa e refinada.

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Mas Jacques a abandonou para se casar com uma jovem rica, causando-lhe uma grande decepção, e até hoje Marta vive voltada para os filhos, sem buscar viver um grande amor. Entretanto, tudo muda quando o estilista descobre que Amanda (Thaila Ayala) é fruto do seu antigo relacionamento com a costureira.

Em entrevista, Dira Paes relembrou com carinho o trabalho na novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Confira.

Como é a experiência de rever Ti Ti Ti no ‘Vale a Pena Ver de Novo’?

Estou muito feliz com a volta de Ti Ti Ti porque foi uma novela que eu amei assistir na primeira versão. Então, quando eu fui convidada para fazer já fiquei muito honrada. E eu estava com uma expectativa muito grande, lembro de fazer a novela e ser uma espectadora da trama, porque é leve, divertida, criativa, dinâmica, com personagens incríveis.

Fina Estampa foi reprisada no horário das nove no ano passado e agora Ti Ti Ti está no ar no Vale a Pena Ver de Novo. Você gosta de revisitar seus trabalhos?

É muito bom estar no ar nesse momento de pandemia, porque além de ter a oportunidade de reviver as lembranças daquele trabalho, daquele personagem, é estar no ar com trabalhos que marcaram e que de certa maneira fazem com que o público queira que eles sejam revisados. E a oportunidade de estar no ar sendo uma das espectadoras do meu próprio trabalho é ótima

Como você se preparou para interpretar a Marta?

Eu tive como inspiração para compor esse personagem a minha mãe, que é uma ótima costureira. Aquela coisa de usar óculos, viver em cima da máquina, é um perfil que vi repetidas vezes. O olho cansa de ficar firmando na máquina. Essa foi a minha principal inspiração para a personagem.

Pode relembrar um pouco a Marta? Acha que passados dez anos da exibição original ela ainda representa a mulher brasileira? O que aprendeu com ela?

A Marta trabalha e cria sozinha seus três filhos. Eu acho que sim, ela tem o perfil dessa mulher brasileira independente. E tem o perfil da mulher discreta, mas não menos guerreira. Ela não tem uma personalidade extrovertida, mas ao mesmo tempo consegue com firmeza e com trabalho ser dona do próprio nariz. Acho isso muito admirável.

Marta (Dira Paes) em Ti Ti Ti (Reprodução/Globo)

O que mais te marcou na época das gravações da novela?

Os bastidores eram muito divertidos porque tinha o núcleo jovem que era muito animado. Era bonito ver aqueles atores tendo cenas tão incríveis para fazer. Além de ter uma parceria de set, de cenas, com Murilo Benício que foi muito importante para mim porque a gente não se via desde a segunda versão de Irmãos Coragem. Então, foi um reencontro maravilhoso. Eu me diverti muito nessa novela.

Como foi o retorno do público na época da exibição?

Foi incrível o retorno do público na época. Também era muito comentado o fato de eu ter vindo da Norminha de Caminho das Índias, e estar com uma personagem tão contrária àquela explosão que foi a personagem da novela da Gloria Perez. Acho que a Marta foi marcante por causa dessa contradição e também pela convivência dela com os filhos.

Ti Ti Ti era dirigida por Jorge Fernando, que, sem dúvida, deixou uma imensa saudade em todos. Como era trabalhar com ele?

Jorginho era uma escola diária, e não era uma escola só de diretor e atriz, era uma escola de vida, de energia. De se relacionar com as pessoas através da energia, e isso era muito lindo de ver nele. Ele tentava contagiar as pessoas de forma positiva, otimista. E como diretor ele sempre levava a cena para a precisão da leveza e da comédia que o horário pedia, sem abrir mão da emoção. Ele era um maestro. E deixa muita saudade, não só como diretor de grandes novelas, de grandes comédias, mas como também de um amigo com um sorriso e um olhar que a gente não esquece nunca

Quais são seus planos e projetos para este ano?

Os planos para 2021 são em primeiro lugar que a gente consiga ser vacinado, toda a população brasileira. Estou finalizando o meu primeiro filme, que chama-se Pasárgada. Durante a pandemia eu acho que todos nós tivemos uma necessidade de encontrar a nossa Pasárgada. Qual é o lugar onde você se sente livre, feliz, se sente bem, em contato com a natureza e com os seus sonhos e os seus desejos? O filme mostra essa busca quase que inconsciente de encontrar a sua Pasárgada, o seu lugar ideal, a sua utopia.

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