Dia das Mães: relembre algumas mães adotivas que emocionaram o público das novelas

Publicado há um ano
Por Fábio Costa
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Na recém-estreada Malhação – Toda Forma de Amar, os espectadores acompanham a disputa de Rita (Alanis Gullen) e Lígia (Paloma Duarte), respectivamente mãe biológica e mãe adotiva da pequena Ana. Ou Carolina, dependendo de qual das duas a chame. Há muitas progenitoras biológicas abnegadas e que se sacrificam de todas as maneiras pelo filho único ou pela prole, exemplos nas novelas não faltam. Todavia, as mães adotivas também são várias e merecem lembrança neste dia. Que é de todas as mães.

Yolanda, de Dancin’ Days

Nesta que foi a primeira novela de Gilberto Braga para o horário das 20h, exibida em 1978/79, Marisa (Glória Pires) cresceu sabendo que Yolanda (Joana Fomm) e Horácio (José Lewgoy) não eram seus pais biológicos, mas sim seus tios. A mãe, Júlia (Sônia Braga), estava em viagem pela Europa e deixou-a aos cuidados do casal. No entanto, a adolescente chamava a tia de mãe e o tio de pai. E desconhecia a verdade sobre Júlia, que estava presa havia 11 anos. Quando sua mãe verdadeira sai da cadeia e a real história vem à tona, Marisa fica entre o que representa para Júlia e Yolanda. Para a tia-mãe, a moça deve seguir sua trilha e garantir uma vida confortável com um marido rico.

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Charlô, de Guerra dos Sexos: uma das mães adotivas temperadas pelo humor

A família Alcântara em Guerra dos Sexos: Felipe (Tarcísio Meira), Juliana (Maitê Proença), Analu (Ângela Figueiredo), Charlô (Fernanda Montenegro) e Otávio (Paulo Autran)

Em Guerra dos Sexos (1983), novela global das 19h, uma das mães adotivas inusitadas da teledramaturgia. Silvio de Abreu desenvolveu a trama a partir da oposição entre homens e mulheres, liderada pelos primos Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro). Ou Bimbo e Cumbuca, apelidos que ambos odiavam e que, claro, era como chamavam um ao outro. Charlô era mãe adotiva de Felipe (Tarcísio Meira), que adotou quando ele já era um adolescente e ela mal chegava à maioridade. Só para ilustrar, na segunda versão da novela, exibida em 2012/13, Irene Ravache viveu Charlô e Edson Celulari, Felipe.

Helena, de História de Amor: entre as mães adotivas, uma das que mais surpreenderam na revelação

A revelação de que Helena (Regina Duarte) era na verdade tia e não mãe biológica de Joyce (Carla Marins) foi um dos momentos surpreendentes do desfecho de História de Amor, escrita por Manoel Carlos em 1995/96. Rebelde e afrontosa, Joyce tinha 18 anos e uma filha pequena, fruto de seu romance com o ambicioso Caio (Ângelo Paes Leme). Helena era irmã da mãe de Joyce, de nome Maria Lúcia, e criou-a após a morte da moça durante o parto da filha. O público só descobriu no penúltimo capítulo, a saber. Foi quando Marta perdeu a cabeça durante uma discussão com Joyce após mais um ato condenável da moça contra Helena.

Pérola, de Pérola Negra

Escrita por Henrique Zambelli a partir de original de Enrique Torres, Pérola Negra (1998/99) contava a história de Pérola (Patrícia de Sabrit), que para proteger o pequeno Carlinhos (Giovane C. Paravela) assume a identidade e o lugar da amiga falecida Eva (Vanusa Spindler) ante sua família, os Pacheco Oliveira. Aliás, Pérola se apaixona justamente pelo pai biológico do garoto, o mulherengo Tomás (Dalton Vigh), noivo de sua prima Malvina (Cibele Larrama). Ou melhor, noivo da prima da verdadeira Eva… Ademais, entre as mães adotivas da teledramaturgia, essa do SBT já se tornou figurinha carimbada nas reprises da tarde.

Pérola (Patrícia de Sabrit) e Eva (Vanusa Splinder) em Pérola Negra (divulgação)

Na mesma emissora, posteriormente Patrícia viveu Olívia em Amor e Revolução (2011), de Tiago Santiago. Passada na época da ditadura militar brasileira, a história mostrou como alguns militares, como Filinto (Nico Puig), passaram a criar filhos de presos políticos. Incentivado por seu pai, o General Lobo Guerra (Reynaldo Gonzaga), Filinto trouxe para sua esposa Olívia cuidar as duas filhas do casal Carlo (Marcos Breda) e Odete (Gabriela Alves).

Helena, de Páginas da Vida

https://www.youtube.com/watch?v=H8TIQJyTH9Y

A terceira Helena de Manoel Carlos interpretada por Regina Duarte, na novela Páginas da Vida (2006/07), teve uma filha na juventude. Mas a criança morreu. Já de meia-idade, após uma desilusão amorosa com Greg (José Mayer), Helena vê uma nova perspectiva para sua vida ao adotar Clara (Joana Mocarzel). Portadora de síndrome de Down, a menina perdeu a mãe, Nanda (Fernanda Vasconcellos), logo ao nascer. E foi rejeitada pela avó Marta (Lília Cabral) em virtude de sua condição. Clara traz nova razão de viver a Helena. No entanto, com o decorrer do tempo Marta e o pai da menina, Léo (Thiago Rodrigues), representam uma real ameaça. Seja por ganância, seja por consciência pesada. A questão vai aos tribunais e a decisão é favorável a Helena. Além disso, Salvador (Jorge de Sá), filho de uma empregada falecida, era também “meio que filho” de Helena, acolhido por ela.

Donatella, de A Favorita

Patrícia Pillar e Claudia Raia, estrelas de A Favorita (Divulgação)

Na novela que marcou a estreia de João Emanuel Carneiro na
faixa nobre da Globo, exibida em 2008, Cláudia Raia viveu Donatella. Viúva de
Marcelo (Flávio Tolezani), ela vivia na casa dos sogros Irene (Glória Menezes)
e Gonçalo (Mauro Mendonça) com a filha Lara (Mariana Ximenes). Só que Lara não
era filha biológica de Donatella. A mãe da jovem era Flora (Patrícia Pillar),
presa há muitos anos justamente por ter assassinado Marcelo. Flora e Donatella
formaram na juventude uma dupla sertaneja, Faísca & Espoleta, que se desfez
quando as duas se apaixonaram pelo mesmo homem, e este optou por Donatella para
se casar. Lara sempre soube da verdade, mas acaba enredada pela ardilosa Flora
quando esta sai da cadeia e empreende um plano de vingança.

Manuela, de A Vida da Gente

Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano em A Vida da Gente (Divulgação/ TV Globo)

Lícia Manzo estreou como autora titular de novelas com A Vida da Gente (2011/12), embora não fosse novata em TV. E apresentou ao público as irmãs Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). Após sofrer um acidente e entrar em coma, Ana acaba por deixar a pequena Júlia (Jesuela Moro) aos cuidados da irmã. Manu atua como mãe adotiva da sobrinha em seus primeiros cinco anos de vida. Por sua vez, Iná (Nicette Bruno), avó materna de Manuela, cumpriu na vida da moça o papel de mãe. Eva (Ana Beatriz Nogueira) sempre teve olhos apenas para Ana. Duas mães adotivas numa mesma novela.

Sabine, de Pega-pega

David Junior e Irene Ravache como Dom e Sabine em Pega Pega (Divulgação/ TV Globo)

Sabine (Irene Ravache) era uma executiva competente e temida em Pega-pega, novela de Cláudia Souto exibida em 2017. Foi a primeira novela da autora como titular, a saber. Dom (David Júnior) era filho de Sabine, mas sendo ele negro e ela branca, não era preciso muito para supor que fosse adotivo. Os pais biológicos do rapaz eram Cristóvão (Milton Gonçalves) e Madalena (Virgínia Rosa). Quando criança, Dom se perdeu do pai durante um passeio na praia e foi encontrado por Sabine. Para não ter que devolver o menino à família, ela valeu-se de seu dinheiro e fugiu do Brasil levando Dom consigo. Só para exemplificar, o segredo foi revelado cerca de um mês antes do final da novela. Mariazinha (Aracy Balabanian), amiga de Sabine que estava com ela quando o garoto foi encontrado, foi quem contou tudo afinal. Com efeito, uma das mães adotivas “tortas” da nossa TV.

Sophia, de O Outro Lado do Paraíso: uma das piores mães adotivas da TV

Gael (Sergio Guizé), Lívia (Grazi Massafera) e Sophia (Marieta Severo) de O Outro Lado do Paraíso (Divulgação/TV Globo)

Antiga prostituta que deu sorte e conseguiu um marido rico, Sophia Monserrat (Marieta Severo) foi a grande vilã de O Outro Lado do Paraíso (2017/18), novela de Walcyr Carrasco. Com o marido, já falecido quando a história começa, ela teve dois filhos, Gael (Sérgio Guizé) e Estela (Juliana Caldas). Mas havia também Lívia (Grazi Massafera), que só descobriu ser filha adotiva quando Sophia teve de justificar o porquê de disputar sem maiores problemas o mesmo homem, Mariano (Juliano Cazarré), com a filha. Lívia era filha de um casal de empregados da família, e foi adotada porque depois de Gael o marido de Sophia desejava ter uma filha. Posteriormente, o casal acabou por ter Estela. De nossas mães adotivas, essa seguramente foi uma das mais cruéis.

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