Demitido por Bolsonaro, presidente da Petrobras teria se recusado a gastar R$ 100 milhões com SBT e Record TV

Fábio Faria, ministro das Comunicações, rebateu as informações publicadas pelo O Globo

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A publicação do jornalista Merval Pereira em sua coluna no jornal O Globo no último domingo (21), envolvem duas importantes redes de TV aberta do nosso país, SBT e Record TV, em um escândalo que custou a demissão do até então presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, sob a ordem de Jair Bolsonaro.

A coluna afirma que a gota d’água para demissão do economista teria sido o fato de uma recusa do governo para colocar R$ 100 milhões em publicidade na rede do bispo Edir Macedo e de Silvio Santos. Este foi apenas um dos fatores que pesaram na balança.

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Procurada, a Record TV não respondeu nosso contato. Já a comunicação do SBT diz que “não responde a suposições e sim a fatos reais”.

Ainda segundo o colunista, “os conselheiros que não estão aceitando a demissão de Roberto Castello Branco se preocupam com mudanças que afetem contratos e acordos já firmados, no Brasil e no exterior, prevendo sanções por quebra de compromissos”.

Fábio Faria, ministro das Comunicações e genro de Silvio Santos, rebateu o artigo do jornalista por meio de suas redes sociais, na manhã desta segunda-feira (22), alegando que o Governo Federal adota critérios técnicos para fazer investimentos em publicidade.

“Merval, quem te passou essa informação essa informação mente. E você mente, por consequência. Desde que assumi, todas as campanhas são distribuídas com base no market share [cota de mercado] e descontos, conforme orientações do TCU (Tribunal de Contas da União), e todas as emissoras participam, inclusive a sua [Grupo Globo]. Sua nota é caluniosa e maldosa”, respondeu o marido de Patrícia Abravanel.

O mandato de Castello Branco acaba em 20 de março e a crise entre Jair Bolsonaro e o comando da empresa se intensificou depois do anúncio de reajustes nos preços do diesel e da gasolina.

A Petrobras é uma “empresa estatal de economia mista”, que tem o capital aberto, porém seu acionista majoritário é o Governo Federal. Por isso, as decisões precisam ser aprovadas pelo Conselho de Administração, bem como outras também.

Além do repasse às duas emissoras, Castello Branco também teria se recusado a partir de um consórcio com empresas privadas para compra da vacina contra a Covid-19.

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