Criadora de Chiquititas e Rebelde queixa-se de falta de espaço e detona mídia argentina

Publicado há 2 anos
Por Felipe Brandão
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No auge de seus 62 anos, Cris Morena não quer saber de aposentadoria. A criadora de êxitos infanto-juvenis internacionais, como ChiquititasRebelde Floribella, vem se dedicando à produção de seu primeiro trabalho internacional – a série canadense Big Top Academy, do canal Discovery Kids – e aguarda ansiosamente pela chance de voltar a trabalhar em seu país natal, a Argentina.

“Tenho [o projeto de] uma novela adolescente lindíssima, com várias histórias de amor muito potentes, muito lindas. Estou trabalhando muito para fora, com muitos desejos de estar aqui [Argentina] também. Mas os canais não tem uma verba destinada economicamente à faixa adequada [para seus trabalhos], que seria a das 6 da tarde ou 7 da noite. Preocupam-se com a grade noturna e nada mais. O resto, que se vire como puder Lamentavelmente não é a televisão que amei, com que me formei e com que trabalhei, mas é o que temos”, desabafou a produtora, em entrevista ao jornal argentino Infobae.

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Ela também não poupou críticas ao panorama atual da televisão de sua pátria. “Nós éramos os grandes exportadores de formatos, sobretudo formatos para crianças e jovens, que continuam sendo vistos no mundo todo, o tempo todo. Hoje estamos muito abaixo de países como Israel, Espanha, porque se deixou de produzir produtos de real qualidade para exportação. As novas mídias hoje exigem um profissionalismo e uma excelência a cuja altura nós não estamos. Tampouco temos descoberto novos artistas, porque ninguém se aventura a trabalhar com talentos infantis e juvenis”, analisou.

‘Férias’ forçadas

Cris Morena está afastada da TV argentina desde 2014, quando produziu as duas temporadas de Aliados, série semanal de temática espírita, mas também voltada ao público jovem. De lá para cá, ela ofereceu dois projetos ao canal Telefe, seu clássico parceiro: a série adulta Finderland – Tierra de Buscadores e a novela adolescente Otro Mundo. Ambos, porém, acabaram sendo engavetados por questões de orçamento.

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