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Clássico da telinha

Conheça curiosidades sobre a versão original de Pantanal, que estreia remake na Globo

Trama de Benedito Ruy Barbosa foi um marco na dramaturgia da Manchete

Publicado em 09/03/2022
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A partir do próximo dia 28 (segunda-feira), o público volta a acompanhar a história que se tornou um verdadeiro clássico da teledramaturgia brasileira: Pantanal. Exibida originalmente pela extinta Rede Manchete, em 1990, a história de Benedito Ruy Barbosa ganha agora uma nova versão pela TV Globo, com adaptação de Bruno Luperi, neto do primeiro autor.

A seguir, você recorda conosco algumas curiosidades que marcaram os bastidores da primeira vez em que a história de Juma (Cristiana Oliveira / Alanis Guillen) e Joventino (Marcos Winter / Jesuíta Barbosa) foi produzida na TV nacional.

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Várias reprises

Além de sua transmissão original – de 27 de março a 10 de dezembro de 1990, em 216 capítulos -, Pantanal foi também reapresentada em três ocasiões .A primeira se deu menos de um ano após o fim da primeira exibição, iniciando em 17 de junho de 1991 e se estendendo até 18 de janeiro do ano seguinte.

Na segunda ocasião, o hiato foi mais longo. Em 1998, prestes a fechar suas portas e ser vendida – transformando-se na RedeTV!, em vigor até hoje -, a Manchete foi obrigada a cancelar sua novela Brida, um fracasso de audiência, depois que o elenco recusou-se a continuar gravando sem receber os salários devidos. Com isso, a emissora recorreu a uma nova reprise de Pantanal, entre 26 de outubro de 1998 e 14 de julho de 1997, para ocupar a faixa em seus últimos meses de existência.

A última entrega da história se daria, portanto, fora do canal. Foi quando o SBT adquiriu um pacote de novelas da massa falida da Manchete – Xica da Silva (1996) e Dona Beija (1986) também figuravam no combo – e reexibiu Pantanal em seu horário nobre, entre 9 de junho de 2008 e 13 de janeiro de 2009.

Êxito estrondoso

Pantanal acumulou, em sua primeira exibição, a maior média geral da história da dramaturgia da Manchete: 34 pontos. Com médias facilmente acima dos 30, ultrapassou várias vezes a Globo em pleno horário nobre, chegando a registrar quase o dobro da audiência do canal carioca em seu último capítulo, que marcou 41 pontos.

Tamanho êxito fez com que a emissora da família Marinho inaugurasse uma nova faixa de novelas às 21h30 – com Araponga, de Dias Gomes – para competir diretamente com Pantanal. Mas de nada adiantou, e o folhetim global ficou atrás da atração da Manchete em praticamente todos os confrontos.

Recusada duas vezes

A bem da verdade, a produção deste remake de Pantanal tem um quê de ‘reparação histórica’ dentro da Globo. Isso porque, antes de acertar a produção na trama com a Manchete, Benedito Ruy Barbosa chegou a oferecer a história à Globo, que se negou a produzi-la por não acreditar que faria sucesso.

Pouco depois, o novelista levou a proposta do folhetim ao SBT, que até se interessou, mas descartou produzi-lo para dar vez a Cortina de Vidro, projeto de Walcyr Carrasco com orçamento enxutíssimo. Neste caso, porém, o arrependimento foi bem maior: enquanto Pantanal explodiu no Ibope, Cortina de Vidro foi um rotundo fracasso de audiência, com bastidores bastante problemáticos.

Não vingou

Há tempos a Globo vinha cultivando a ideia de produzir uma nova versão de Pantanal. Em 2006, um projeto diferente nesse sentido ganhou força, mas acabou não saindo do papel.

Naquele então, incentivada talvez pelo relativo sucesso de Bicho do Mato – de ambientação semelhante – na Record TV, o canal carioca propôs a Benedito Ruy Barbosa usar alguns dos argumentos do sucesso da Manchete para criar uma outra novela, parcialmente inédita, que chegou a ter o título provisório de Amor Pantaneiro.

Benedito, porém, não gostou da ideia de ver parte de sua criação misturada a outra. Com isso, Amor Pantaneiro foi definitivamente engavetada. Se tivesse sido produzida, teria substituído Paraíso Tropical no horário das 21h – função que coube a Duas Caras (2007), de Aguinaldo Silva.

Homenagem infeliz

A trilha sonora da primeira versão de Pantanal correu a cargo do músico e compositor Marcus Viana. A parceria dele com o diretor Jayme Monjardim nesta produção deu tão certo que foi repetida em outras novelas, como Terra Nostra (1999) e O Clone (2001).

Em 2005, quando a novela da Manchete completava 15 anos de ter estreado, Viana resolveu promover uma homenagem a ela na novela América, trama de Glória Perez também dirigida por Monjardim, colocando alguns dos temas incidentais de Pantanal para embalar as cenas da história do horário nobre da Globo.

No entanto, o tom bucólico e contemplativo impresso pela direção e a trilha aos primeiros capítulos de América desagradou profundamente a autora da obra, que pediu a saída tanto de Monjardim quanto de Viana do projeto. Com isso, até mesmo o tema de abertura do folhetim, o instrumentado Órfãos do Paraíso, foi substituído por uma releitura da agitada Soy Loco por Ti, América, na voz de Ivete Sangalo.

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