Confira curiosidades de Brega & Chique, nova estreia do Globoplay

Marília Pêra protagonizou obra de Cassiano Gabus Mendes

Publicado há um mês
Por Felipe Brandão
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Sucesso na tela da Globo em 1987 – e também no Viva, onde foi reprisada recentemente -, a novela Brega & Chique chega mais uma vez ao alcance do grande público nesta segunda-feira (26), agora por meio da plataforma de streaming Globoplay.

A obra ficou marcada como um dos maiores sucessos da carreira do autor Cassiano Gabus Mendes, êxito absoluto ao longo de seus 173 capítulos.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

O novelista Aguinaldo Silva (Divulgação / Globo)

Queda de braço

A repercussão de Brega & Chique foi tamanha que a novela chegou a ofuscar a atração do horário nobre da Globo, O Outro – que, mesmo indo ao ar duas horas mais tarde, tinha índices de audiência inferiores à da comédia exibida às 19h.

Uma lição e tanto para o autor de O Outro, Aguinaldo Silva, que, pouco antes de Brega & Chique superar sua criação nos números do Ibope, gabou-se de que o “drama carioca” que escrevia era mais sintonizado que a “comédia paulista” de Gabus Mendes. Bem feito!

Rosemere (Glória Menezes) e Rafaela (Marília Pêra) em Brega & Chique (Reprodução/Canal Viva)

Egos em conflito

Marília Pêra não se cansa de dizer que a tresloucada Rafaela Alvaray é um de seus papéis favoritos em toda sua carreira na TV. Sabe-se, porém, que a atriz já teve seus dias de insatisfação enquanto gravava a novela, por uma razão, digamos, de ‘ego’.

Explica-se: nos créditos de abertura da trama, o nome de Glória Menezes aparecia com ligeira vantagem sobre o de Marília, que – conforme ela própria revelou ao programa Damas da TV, em 2013 – sentiu-se preterida e foi se queixar com a direção. Dali em diante, os nomes das duas estrelas da trama passaram a se alternar na tela.

Rafaela (Marília Pêra) em Brega & Chique (Reprodução/TV Globo)

Tapete vermelho

Independente desse pequeno detalhe de bastidores, há que se reconhecer que a atuação de Marília foi, de fato, impecável nesta novela. Tanto é verdade que ela recebeu, da parte da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), o prêmio de melhor atriz de 1987 por seu desempenho como Rafaela.

Tal honraria seria repetida à estrela no Troféu Imprensa daquele ano, que também contemplou Brega & Chique como melhor novela.

Trecho da abertura de Brega & Chique (Reprodução / YouTube)

‘Nu com a mão no bolso…’

A abertura da novela, aliás, foi motivo de polêmica também por outra questão. Na noite da estreia, a vinheta foi encerrada por um nu traseiro ‘descarado’ do modelo Vinícius Manne, ao som da música Pelado, da banda Ultraje a Rigor.

Tamanha ousadia da produção não foi nada bem recebida pelos telespectadores, que lotaram de reclamações o setor de atendimento ao público da Globo. Preocupada, a emissora resolveu entrar em ação para corrigir a ‘falha’, ensaiando algumas versões censuradas da abertura.

Somente a partir do quinto capítulo a emissora – e também o Ministério da Justiça, que acompanhava o caso – consideraram por bem ‘desproblematizar’ a questão, liberando a exibição da vinheta original, sem qualquer restrição pudica.

O diretor de novelas Jorge Fernando (Reprodução: TV Globo)

Dupla dinâmica

Brega & Chique marcou também a primeira parceria de Jorge Fernando (1955-2019) com Cassiano Gabus Mendes. Parceiro fiel do autor Silvio de Abreu, em novelas como Guerra dos Sexos (1983) e Cambalacho (1986), o diretor abraçou com competência o desafio de se adaptar ao humor mais sutil de seu novo ‘sócio’.

A dinâmica entre os dois deu tão certo que seria repetida – com ainda mais êxito – no trabalho seguinte de Cassiano, a inesquecível Que Rei Sou Eu? (1989).

Com informações de Nilson Xavier, do portal Teledramaturgia.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Carregar mais