Confira como foram feitos os cenários dos escombros de Treze Dias Longe do Sol

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Em Treze Dias Longe do Sol, Saulo Garcez (Selton Mello) é o engenheiro responsável pela obra do centro médico encomendado por Dr. Rupp (Lima Duarte). Em um dia de chuva torrencial, Marion (Carolina Dieckmann), filha do Dr. Rupp, chega para inspecionar a obra e entender com Saulo o motivo de tantos meses de atraso para entregar o empreendimento. Se Saulo demora mais de um ano para construir o prédio, que ainda não está terminado, são necessários apenas alguns segundos para que ele desabe.

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Tragédia acontecida, começou, então, o trabalho de construção de Marcelo Escañuela, que não é engenheiro, mas sim diretor de arte da minissérie. Marcelo e uma equipe de 45 profissionais construíram no prazo de 30 dias, dentro de um estúdio em São Paulo, cinco subsolos que se transformaram nos principais cenários de Treze Dias Longe do Sol.

O diretor contou que, apesar de toda similaridade entre os andares, cada um tinha características próprias e níveis distintos de destruição. “Quanto mais profundo o subsolo, maior era seu estado de conservação, porém estava tudo alagado. Nada foi fácil, afinal, estávamos todos ‘soterrados’. Foi um exercício e tanto de logística”, comentou, adicionando que a história dos personagens e as necessidades descritas no roteiro foram um desafio à parte. O resultado buscado: uma sensação de clausura, de falta de ar, de opressão – tudo cinza, sem vida, destruído.

Carolina Dieckmann e Selton Mello em Treze Dias Longe do Sol (Divulgação)

Para trazer ainda mais veracidade às cenas, Marcelo e o diretor da minissérie, Luciano Moura, fizeram um minucioso trabalho de apuração sobre grandes tragédias. “Nossa pesquisa se concentrou em fotos e vídeos de desabamentos reais e intensas conversas com membros do Corpo de Bombeiros. Seus relatos e descrições foram fundamentais”, conta o diretor de arte.

Embora pareça simples apresentar um cenário de destruição, foi necessário preparar o terreno — desta vez, figurativamente — para todas as áreas envolvidas poderem trabalhar: fotografia, maquiagem, figurino etc. “A laje nervurada do teto, por exemplo, criou uma textura muito interessante para o trabalho da luz; e o pó gerado pelo seu rompimento apontou as soluções de maquiagem”, pontua Marcelo, citando alguns exemplos.

A área externa do prédio foi um projeto à parte, onde ficaram os escombros, reunidos com a ajuda de 90 caminhões em um terreno da capital paulista. Foram necessários 40 dias de construção e 75 profissionais para prepará-la. Do lado de fora, a visão daquela tragédia, ainda que fictícia, causou impacto e perplexidade aos que passavam pelo local.

O planejamento e a estratégia deste projeto exigiram muito de toda a equipe, além do esforço físico intenso. Mas Marcelo acredita que a peculiaridade da obra foi uma oportunidade única e sensacional. “Foi um grande aprendizado. Cenógrafos, produtores e um grande número de pintores e aderecistas passaram um bom tempo se dedicando a isso. Muito talento e competência reunidos”, finalizou.

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