Como os participantes são usados para garantir o sucesso do BBB

Reality Show surgiu em 1999, na Holanda

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Sucesso entre o público, o BBB 21 foi pensado para impulsionar comportamentos e mexer com a mente dos participantes. As festas, com bebidas alcoólicas, oferecem a oportunidade de se exporem além do normal.

As provas relembram que trata-se de uma competição e mantém a rivalidade acesa. “Em situações de estresse, o nosso organismo se prepara para dois modos: lutar ou fugir”, diz Cláudia Oshiro, professora de psicologia da USP, em matéria do jornalista Rafael Battaglia, publicada pelo portal Super Interessante.

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Os produtores criam estratégias para tirar todos de sua zona de conforto. Por lá, não há escapatória e tudo pode virar pauta para briga. “Existe a crença de que, em uma situação de grande pressão, as ‘máscaras vão cair’, e o sujeito vai revelar quem realmente é”, diz Bruno Campanella, professor de comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O formato do reality show começou a ser desenhado em 1973, ano em que estreou An American Family na emissora pública dos EUA. Sucesso de audiência, retratava o dia a dia de uma família classe média e seus dilemas, como o divorcio e a homossexualidade.

Em 1992, a MTV criou o The Real World, programa que acompanhou por seis meses a vida de jovens vivendo juntos. A popularização deste tipo de entretenimento chegou no final dos anos 1990, com a chegada do Survivor, no qual os participantes tinham que se virar no mato e lidar com a eliminação, e o Big Brother, lançado na Holanda em 1999.

O BBB foi criado pela Endemol, inspirado no 1984, do inglês George Orwell, que mostra uma sociedade supervisionada pelo governo, até mesmo dentro de casa. A edição de estreia trouxe 9 pessoas confinadas e foi um sucesso de audiência entre os holandeses. O formato logo foi oferecido no Brasil e, após recusa de Silvio Santos, foi adquirido pela Globo.

Bruno defende que o sucesso está associado a narrativa com heróis e e vilões , com muita carga emocional e a possibilidade de comentar em tempo real na internet. A edição passada foi composta por artistas e influenciadores e seus milhões de seguidores no Instagram impulsionaram a audiência.

O diferencial brasileiro foi o investimento pesado da maior emissora do país, transmitindo-o em seu horário nobre, o que garantiu o sucesso do formato. “Muita gente questiona sua qualidade, mas, ao mesmo tempo, ele continua como um dos assuntos mais comentados do País, inclusive durante a pandemia”, conclui Campanella.

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