Com onda bolsonarista, Tiago Santiago diz que SBT não produziria hoje novela sobre a ditadura

Afirmação vem de encontro com o atual momento do canal, alinhado ao governo

Publicado há 6 meses
Por Renan Vieira
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O escritor de novelas Tiago Santiago disse que não acredita que o SBT produziria uma novela sobre a ditadura militar nos dias de hoje. Em 2011, o canal levou ao ar sua trama Amor e Revolução, uma produção com forte crítica ao Golpe Militar de 1964 e seus desdobramentos.

A afirmação vem de encontro com o atual momento do SBT, alinhado ao governo de Jair Bolsonaro, que apoia o regime militar. “Não creio que Amor e Revolução seria produzida hoje no SBT. No decorrer da novela, ficou claro para mim que os grandes heróis da História foram os que lutaram dentro da legalidade para a volta à democracia”, disse ao site Na Telinha.

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Ele ainda revelou que a novela perdeu patrocínio por causa de um beijo lésbico. “E quando uma marca retirou a cota de patrocínio, por causa do beijo lésbico, que foi ao ar, e de um beijo gay, que foi gravado, mas não exibido. Um movimento de militares da reserva foi esboçado para tirar a novela do ar, mas a Constituição impede a Censura no País”, explicou.

Folhetim de época teve romance lésbico (Reprodução/SBT)

Tiago declarou ainda que Amor e Revolução foi a novela mais difícil que escreveu. “O protagonista, vivido por Cláudio Lins, era um dos militares que ficou ao lado da democracia no golpe militar. Na verdade, senti pressões quando deixamos de exibir o depoimento do ex-companheiro da Dilma, pai da filha dela, por medo de desagradar o governo petista da época”, disse o novelista.

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