Christiane Torloni fala de Tereza Cristina: “lugar importante na minha galeria de vilãs”

A atriz elogia o texto de Fina Estampa e se diverte com a dondoca das nove

Publicado há 16 dias
Por André Santana
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Em Fina Estampa, o cerco está se fechando para Tereza Cristina (Christiane Torloni). Mas isso não faz com que a vilã desista de cometer mais atrocidades. Ela já está sem os filhos, que pediram abrigo a Griselda (Lilia Cabral). Até Marilda (Kátia Moraes) despejou tudo que sentia pela megera e atravessou a rua para pedir emprego para a rival da perua.

A lista de crimes da “Revoltada de Alexandria” é extensa. E sozinha, exceto pela companhia de seu fiel escudeiro Crô (Marcelo Serrado) – que prometeu jamais abandoná-la -, ela planeja o sequestro da rival, com o auxílio de Ferdinand (Carlos Machado).

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O que os dois não sabem é que o delegado Paredes (Samir Murad) está na cola deles. A polícia conseguiu grampear o telefone do segurança e escuta quando os dois marcam um encontro para definir os próximos passos do plano.

Na entrevista abaixo, Christiane Torloni fala de sua amalucada vilã.

Como você define a vilania da Tereza Cristina?

A Tereza Cristina é uma personagem que tem um desvio de personalidade. Não é uma pessoa boa ou má, ela realmente tem um desvio e não é de caráter, é de personalidade mesmo. Todos os crimes que ela cometeu ou encomendou são gravíssimos.

Ela cometeu muitos crimes ao lado do comparsa Ferdinand…

O grande problema da Tereza Cristina é que ela tem um péssimo assistente (risos). Quando ela coloca a mão na massa, ela resolve. Ela é muito eficiente. A grande falha trágica da personagem é ter o Ferdinand de assistente, pois é ele quem vai deixando os rastros. E isso deve acontecer porque ela quer ser pega, já que o Ferdinand comete erros que são primários. Normalmente os personagens que têm esse desvio de personalidade, querem ser capturados. Em algum lugar essa pessoa quer ser resgatada.

Você coloca a personagem entre as suas principais?

A Tereza Cristina tem um lugar importante na minha galeria de vilãs e peruas. Um bom texto como o de Fina Estampa faz uma personagem ser muito mais saborosa e eu tenho muito carinho por esse trabalho.

Como você acha que a Tereza Cristina estaria lidando com as questões atuais?

Eu acho que ela daria um jeito de boicotar o uso de máscaras. Acredito que a Tereza Cristina é uma representante do que podemos chamar de politicamente incorreto. E, infelizmente, algo ainda muito atual.

Fina Estampa é uma obra de Aguinaldo Silva, com direção geral e de núcleo de Wolf Maya e direção de Ary Coslov, Claudio Boeckel, Marcelo Travesso, Marco Rodrigo e Marcus Figueiredo.

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