Caminhos da Reportagem discute a relação da torcida com a seleção brasileira

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, o Caminhos da Reportagem mostra a preparação do brasileiro para esse mundial. A equipe do programa foi às ruas e encontrou um torcedor menos otimista do que nas outras edições, mas ainda apaixonado. A matéria especial “Rússia 2018: hora de vestir a camisa” vai ao ar nesta quinta (7), às 21h45, na TV Brasil.

A produção jornalística da emissora pública traça um panorama sobre o desempenho da equipe nacional nas Copas e acompanha como a torcida se manifestou ao longo das décadas. Desde 1930, quando aconteceu a primeira Copa do Mundo, o Brasil é um dos protagonistas do evento. O país é o único que esteve presente em todos os torneios e fez história com cinco títulos.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Leia também: Vladmir Brichta é premiado pelo filme Bingo-O Rei das Manhãs: “Divisor de águas na minha carreira no cinema”

O seleto grupo de campeões reúne apenas oito seleções em 20 edições do mundial.Para refletir sobre o sentimento do brasileiro em relação à disputa deste ano, o programa traz entrevistas com diversos anônimos e um bate-papo com pesquisadores e comentaristas esportivos.O Caminhos da Reportagem entrevista personalidades que vivenciaram ou estudam o tema como o sociólogo Ronaldo Helal, o ex-jogador Afonsinho e os jornalistas João Máximo, Silvio Barsetti, Jorge Ramos e Waldir Luiz, entre outros convidados.

Torcedor dedicado, o publicitário carioca Francisco Moraes começou a acompanhar a seleção em 1970 no México. Ele se orgulha de ter ido a todas as Copas desde então. E já se prepara para partir para a Rússia. “Gastei mais de US$ 1 milhão vendo futebol. O patrimônio inteiro foi embora com prazer”, garante. Muitos são os exemplos de uma paixão desmedida pela seleção.

Leia também: Tatá Werneck recebe prêmio APCA por Lady Night e brinca: “Os críticos de TV são muito rigorosos comigo”

Um grupo de biólogos nomeou doze espécies de insetos recém-descobertos na Amazônia com o nome dos jogadores da seleção campeã de 1958 na Suécia. E o que dizer do senhor Josias e outros quase 40 mil brasileiros, que batizaram seus filhos na década de 1990 com o nome do artilheiro Romário, atacante que superou a marca de mil gols, maravilhados com as jogadas do craque da Copa de 1994? Esse amor sem tamanho, no entanto, parece abalado em 2018.

Em janeiro deste ano, uma pesquisa mostrou que apenas 47% dos brasileiros acreditam na conquista do hexacampeonato pela seleção canarinho. De acordo com analistas esportivos e ex-jogadores, é inquestionável o peso da galeada sofrida para a Alemanha por 7 a 1 nas semifinais da Copa de 2014 em casa, no Mireirão. Alguns comparam o acontecimento à derrota de 2 a 1 para o Uruguai na final do primeiro mundial sediado pelo Brasil em 1950, no Maracanã. O episódio ficou conhecido como ‘Maracanazo’.

Leia também: Orgulho e Paixão: Uirapuru dá beijão em Charlotte e leva joelhada

O Caminhos da Reportagem mostra ainda outras razões para o torcedor estar mais distante da seleção. As polêmicas sobre a realização do último mundial, os protestos populares e os problemas na gestão do esporte no país também são lembrados. A internacionalização do futebol tornou os jogadores desconhecidos do grande público.

Além de nomes consagrados como Neymar, outros atletas convocados muitas vezes atuaram pouco em clubes do país, construíram uma carreira no exterior e não têm laços de afetividade com o público nacional. Sem ufanismo, o programa da TV Brasil aborda as consequências dessas mudanças na relação da torcida com a seleção. Esse vínculo deve ser posto à prova em menos de quinze dias quando a bola rolar para o Copa do Mundo na Rússia.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio