Câmera Record revela que 24% das mulheres condenadas por homicídio e roubo têm histórias de abuso na infância

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No Câmera Record desta quinta-feira, 10, um retrato doloroso de uma estatística reveladora: 24% das mulheres condenadas por homicídio e roubo têm histórias de abuso na infância. O dado faz parte de um estudo elaborado pelo psiquiatra Danilo Baltieri, coordenador do Ambulatório de Transtornos da faculdade de Medicina do ABC, o único no Brasil especializado em tratar transtornos sexuais.

O programa teve autorização para entrar em penitenciárias de São Paulo, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte e investigar as histórias de brasileiras marcadas pela dor de quando eram crianças. E pela fúria de quando se tornaram adultas.

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“Muitas coisas que ele fazia comigo me lembravam do que passei com meu pai”, conta, de dentro da prisão, Cristiane, condenada por matar o companheiro.

“Errei – reconheço que errei – e estou recomeçando a minha vida”, diz Maria José. Ela passou seis anos na cadeia, em Maceió, por planejar a morte do marido, a quem acusa de ter violentado a filha, de apenas nove anos de idade.

Em Campina Grande, Rosângela Santos ainda cumpre pena por ter tirado a vida do pai, de quem alega ter sido vítima de ataques na infância. “O que ele fez comigo acabou com minha vida”, lamenta-se. “E todo mundo passava a mão, eu tinha que ficar calada”.

E, em Natal, Vanessa de Lima vive o tão aguardado momento de voltar para casa. A Justiça decidiu que, depois de quatro meses presa por se envolver na morte do marido, ela poderá aguardar o julgamento em liberdade. O programa conta por que o argumento de legítima defesa foi aceito nesse caso.

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